Arquivos de Oscar

Vi três fil­mes em DVD no fim de se­mana. Três dra­mas. “His­tó­rias cru­za­das”, “Meu país” e “Uma vida me­lhor”.


His­tó­rias cru­za­das. Em­bora mos­tre pouca coisa a mais do que já foi dito so­bre o pre­con­ceito ra­cial exa­cer­bado dos anos 1960 nos Es­ta­dos Uni­dos, o filme tem o grande mé­rito de pin­çar um nú­cleo de­ter­mi­nado e transformá-lo num es­pe­lho re­ve­la­dor da so­ci­e­dade norte-americana da­quela época.
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Trai­ler do fil­maço de Da­vid Lean lan­çado em 1962

Com­prei o DVD do filme “La­wrence da Ará­bia” (Di­re­ção de Da­vid Lean, 1962). Só pra re­ver na hora que eu bem en­ten­der. É um dos meus fil­mes pre­fe­ri­dos, em­bora eles se­jam mui­tos. Mas “La­wrence” tem algo de fa­bu­loso, mis­te­ri­oso, in­tri­gante, algo que sem­pre me atrai para o de­serto do norte da África, onde o te­nente in­glês exerce pa­pel fun­da­men­tal na luta das al­deias ára­bes ali­a­das ao exér­cito bri­tâ­nico con­tra os tur­cos, que na época (a ação se passa du­rante a Pri­meira Guerra Mun­dial) pre­ten­diam ane­xar a Pe­nín­sula Ará­bica ao seu Im­pé­rio Oto­mano.
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Um livro para respirar pouco

sexta-feira, 22 de abril de 2011 Texto de

Ri­cardo Da­rin (Be­ja­mín) e So­le­dad Vil­la­mil (Irene)

Eu já ha­via visto o filme e acho que isso aju­dou, mas o fato é que o li­vro “O se­gredo dos seus olhos”, no qual foi ba­se­ada a obra homô­nima ven­ce­dora do Os­car de me­lhor filme es­tran­geiro em 2010, é de uma pe­gada in­crí­vel. Da meia-noite de on­tem às qua­tro da ma­nhã de hoje, eu de­vo­rei as 160 pá­gi­nas que fal­ta­vam para con­cluir mi­nha lei­tura (são 210 pá­gi­nas).
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Complexidades

terça-feira, 11 de maio de 2010 Texto de

A te­o­ria ma­ni­queista que mui­tas ve­zes é apli­cada a pes­soas ou a es­tru­tu­ras das quais es­sas pes­soas fa­zem parte nunca me con­ven­ceu.

Revi por es­tes dias, na TV fe­chada, um filme ca­paz de ilus­trar bem o que eu con­si­dero um equí­voco. “A vida dos outros”(2006, Ale­ma­nha, ven­ce­dor do Os­car de me­lhor filme es­tran­geiro) é so­bre o es­quema de vi­gi­lân­cia mon­tado pelo go­verno da ex-Alemanha Ori­en­tal para acom­pa­nhar os pas­sos do mais im­por­tante dra­ma­turgo do país e de sua na­mo­rada, uma fa­mosa atriz, na época da Guerra Fria.
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Crônicas, Impressões

A primeira Teta ninguém esquece

quinta-feira, 15 de abril de 2010 Texto de

A pri­meira Teta que vi, claro, foi a da mi­nha mãe. Aliás, fo­ram as pri­mei­ras te­tas. Por­que, afi­nal, elas são duas. Mas eu não me re­cordo, em­bora eu te­nha ma­mado até 4 anos de idade (eu sei, um ab­surdo!) e mi­nhas lem­bran­ças te­nham ori­gem bem an­tes disso – aos 2 anos.

Cu­ri­o­sa­mente, na­quela época pro­nun­ciar “teta” era quase di­zer um pa­la­vrão. E pen­sando bem até hoje ela é pouco usual (digo a pa­la­vra – rs­sss), mesmo sendo an­tes de mais nada nossa pri­meira fonte de ali­mento.
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Crônicas

Sinais de alerta

terça-feira, 13 de abril de 2010 Texto de

Uma das prin­ci­pais ca­rac­te­rís­ti­cas da so­ci­e­dade atual é a sede de ori­en­ta­ção, mas não uma ori­en­ta­ção que a faça se sen­tir pre­pa­rada para es­co­lher um ca­mi­nho. As pes­soas hoje que­rem o ro­teiro pronto. Por onde devo se­guir? Até onde? Qual o me­lhor meio para che­gar lá? Quando che­gar lá, o que devo fa­zer?
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Estação

quarta-feira, 7 de abril de 2010 Texto de

Eu te­nho uma forte queda pelo ou­tono. Acho até que é mi­nha es­ta­ção pre­di­leta. Seu charme vi­sual é fla­grante. Toda se­mana vi­ajo de carro cen­te­nas de quilô­me­tros a tra­ba­lho. E nada mais agra­dá­vel na es­trada do que ob­ser­var a na­tu­reza num es­tado ameno. No ve­rão, o sol chega a ce­gar. No in­verno, é uma tre­menda ju­di­a­ção olhar para as pas­ta­gens e plan­ta­ções res­se­qui­das. A pri­ma­vera é, pra mim, ex­ces­si­va­mente sub­missa ao ve­rão, ao qual eu não sou muito che­gado. Já o ou­tono é de um equi­lí­brio gran­di­oso.
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Crônicas, Impressões

A grande ilusão

sexta-feira, 26 de março de 2010 Texto de

Como di­ria mi­nha avó (que mor­reu faz um quarto de sé­culo), on­tem à noite “pe­guei” na TV um bom filme que eu não via há al­gum tempo. An­ti­ga­mente, eu ou­via os mais ve­lhos con­ver­sa­rem en­tre eles referindo-se aos pro­gra­mas de rá­dio ou de te­le­vi­são da noite an­te­rior. Eles per­gun­ta­vam uns aos ou­tros: “Você pe­gou a no­vela on­tem?” ou “Você pe­gou o fu­lano de tal?” (quando o apre­sen­ta­dor do pro­grama era mais fa­moso que o pró­prio pro­grama).
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Velhice

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 Texto de

Nin­guém so­nha com ela. Nin­guém a de­seja di­re­ta­mente. Mas, por bem ou por mal, to­dos de al­gum modo a que­rem. É sim­ples: nin­guém – ou quase nin­guém – quer mor­rer. Vi ou­tra vez o filme “Pelle, o con­quis­ta­dor” (Di­re­ção de Bille Au­gust, 1988, Os­car de me­lhor filme es­tran­geiro e Palma de Ouro no Fes­ti­val de Can­nes), com uma atu­a­ção ex­cep­ci­o­nal de Max Von Sy­dow.
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