Crônicas

Paulo Neves: monstro sagrado

domingo, 13 de maio de 2012 Texto de

Paulo Ne­ves é o se­gundo da es­querda para a direita

Quando eu co­me­cei no jor­na­lismo em Bauru, no ano de 1987, na re­da­ção do Diá­rio, com Edu­ardo Nas­rala, Ma­ria Amé­rica Fer­reira, He­li­ana De We­ese, João Ra­nazzi, Car­los Tor­rente, Er­ling­ton Gou­lart, Acei­tuno Jr., Mil­ton Bill de Oli­veira, Éder Aze­vedo e Dona Ana (mãe da San­dra Ca­margo), nessa época eu ou­via fa­lar de Ce­lina Ne­ves como uma deusa bauruense.

Eu não en­ten­dia di­reito o que isso que­ria di­zer à época. Foi pre­ciso es­pe­rar o tempo pas­sar: para co­nhe­cer um pouco da grande di­re­tora te­a­tral. Acho que fiz só uma en­tre­vista com ela. O tempo foi cor­rendo e al­guns anos de­pois eu co­nheci Paulo Ne­ves.
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Geral

O professor Paulo Sérgio

segunda-feira, 7 de maio de 2012 Texto de

Paulo Sér­gio en­tre­vista Pelé no co­me­ci­nho da car­reira do rei (Foto do ar­quivo do pro­fes­sor João Fran­cisco Ti­dei de Lima)

En­con­trei Paulo Sér­gio Si­mo­netti num res­tau­rante após o al­moço. Papo rá­pido na hora de pa­gar a conta. A 94 FM fez 34 anos por es­tes dias. Eu dei meus pa­ra­béns etc e tal. Mas o que eu que­ria mesmo di­zer ao Paulo Sér­gio é que eu sem­pre o ad­mi­rei.
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Crônicas

Quando morrem as crianças

quinta-feira, 3 de maio de 2012 Texto de

No iní­cio da dé­cada de 1970, perdi um amigo e co­lega de es­cola. Ele de­via es­tar na se­gunda sé­rie. Saiu de casa após o al­moço para ir à aula e no meio da es­trada, que liga a zona ur­bana ao sí­tio onde mo­rava, teve uma pa­rada car­díaca. Foi so­cor­rido, mas não resistiu.

Foi um dia cho­cante. Nós, os ami­gos, nos reu­ni­mos para ir ao ve­ló­rio. Na época, os cor­pos eram quase sem­pre ve­la­dos em casa. Eu me lem­bro que fa­zia um dia de vento, as­sim como hoje em Bauru.
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Impressões

Patrimônio. De Philip Roth

domingo, 29 de abril de 2012 Texto de

“Senti o cheiro de merda já no meio da es­cada. Quando che­guei ao ba­nheiro, a porta es­tava in­tei­ra­mente aberta e, no chão do cor­re­dor, ja­ziam seu ma­ca­cão e sua cu­eca. Den­tro do ba­nheiro pa­pai es­tava nu, tendo aca­bado de sair do chu­veiro, pin­gando ainda. O cheiro era in­su­por­tá­vel. Ao me ver, quase co­me­çou a cho­rar. Na voz mais des­con­so­lada que ja­mais ouvi, dele ou de qual­quer ou­tra pes­soa, me disse o que não era di­fí­cil de­du­zir: ‘Me ca­guei todo’.”

Acho que o tre­cho acima e toda a sequên­cia dessa pas­sa­gem re­su­mem, do modo mais franco e ho­nesto pos­sí­vel, a es­sên­cia do li­vro “Pa­trimô­nio”, de Phi­lip Roth, re­e­di­tado agora pela Com­pa­nhia das Le­tras.
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Geral

Coca-Cola, clube e aniversário

sábado, 28 de abril de 2012 Texto de

Eu es­tou aí nesta foto, de verde, num Car­na­val no Ca­fe­lân­dia Clube

Sabe qual foi a Coca-Cola mais gos­tosa que eu já to­mei na vida?

Eu cos­tu­mava fa­zer essa per­gunta para a mu­lher da qual hoje sou ex-marido. De­via ser um té­dio para ela. Che­gou a de­co­rar: “Ai, tá...”, ela co­me­çava, “foi a Coca que você be­beu no Ca­fe­lân­dia Clube num do­mingo de Carnaval”.

Isso mesmo.
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Geral

A imagem, o juiz e o pênalti

quinta-feira, 26 de abril de 2012 Texto de

Na dé­cada de 1990, o juiz de fu­te­bol ama­dor To­ni­nho San­ches marca pê­nalti e é per­se­guido por jo­ga­do­res (Foto de Ota­vio Valle)

Eu sem­pre gos­tei de va­lo­ri­zar a ima­gem por onde pas­sei pro­fis­si­o­nal­mente. Uma das mi­nhas ta­re­fas mais fre­quen­tes foi fa­zer capa de jor­nal. Sem­pre gos­tei de co­me­çar pela fo­to­gra­fia. Sem esse re­curso, a in­for­ma­ção em­po­brece. O pa­pel em­pa­li­dece. O jor­na­lismo pa­dece.
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Retratos

Naquela mesa está faltando ele

quarta-feira, 25 de abril de 2012 Texto de


Esta mesa foi com­posta mais ou me­nos em 1993 para uma cer­ve­jada, se não me en­gano, após uma reu­nião do sin­di­cato dos jor­na­lis­tas. À es­querda, sen­ta­dos, es­tão Mil­ton Bill Oli­veira, este que vos es­creve e So­lange Ben­dini. Ainda à es­querda, em pé, Gil­mar Dias (com ca­belo!!! e acho que ainda ape­nas na­mo­rado da Ro­se­ane An­drelo). À di­reita, Luiz Vi­to­relli, (tal­vez) Erika Dios e Mar­cos Cé­sar, que não vejo há muito tempo.

Po­rém, nesta nota, é da fi­gura cen­tral que quero fa­lar: Fred Cal­mon
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Crônicas

Dois encantos

terça-feira, 24 de abril de 2012 Texto de


Um dos fa­mo­sos mo­sai­cos de Gaudí, em Barcelona

Por que com­pa­rar as duas, não sei. Tam­bém não sei se meus cri­té­rios são vá­li­dos. Falo ape­nas como uma vi­a­jante que vi­si­tou Pa­ris de­pois de 40 anos sem vê-la, e que en­trou em Bar­ce­lona pela pri­meira vez. Pois é, es­tou me re­fe­rindo a Pa­ris e Bar­ce­lona, que acabo de vi­si­tar.
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Geral

Meu comentário na TV TEM: aumento para vereadores

quarta-feira, 18 de abril de 2012 Texto de

Para ver a ma­té­ria no TEM No­tí­cias Se­gunda Edi­ção e meu co­men­tá­rio, cli­que aqui

Geral

O novo filme de Clint Eastwood

sábado, 14 de abril de 2012 Texto de

Le­o­nardo Di Ca­prio vive o di­re­tor do FBI

“J. Ed­gar”, de Clint Eastwood, é um drama denso e conta com uma in­ter­pre­ta­ção vi­go­rosa de Le­o­nardo Di Ca­prio no pa­pel do fa­moso e con­tro­verso di­re­tor do FBI. Mas não se apro­xima dos gran­des fil­mes do di­re­tor, como “Me­nina de Ouro”, “So­bre me­ni­nos e lo­bos” e o im­ba­tí­vel “Os im­per­doá­veis”.
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