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O novo livro do gênio vivo da literatura mundial

quarta-feira, 28 de setembro de 2011 Texto de

O es­cri­tor nor­te-ame­ri­ca­no Phi­lip Roth (Fo­to re­pro­du­zi­da do si­te da edi­to­ra)

“Nê­me­sis” (Com­pa­nhia das Le­tras, 200 pá­gi­nas), li­vro mais re­cen­te de Phi­lip Roth, se pas­sa em 1944 du­ran­te um sur­to de po­li­o­mi­e­li­te em Newark (EUA), ci­da­de na­tal do au­tor. Uma obra tão pa­ra­li­san­te quan­to a do­en­ça pa­ra a qual ain­da não ha­via va­ci­na na­que­la épo­ca, em ple­na Se­gun­da Guer­ra Mun­di­al. Com­prei o li­vro no sá­ba­do após o al­mo­ço e an­tes do al­mo­ço de do­min­go eu já o ha­via de­vo­ra­do.
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O livro dos seres imaginários de Edison Veiga

sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Texto de

Li “Min­gu­tas: cor­ren­do da car­ran­ca do ca­rim­bo, ca­ram­ba!” (Edi­to­ra Pa­tuá, 144 pá­gi­nas) há al­guns di­as e, con­fes­so, me sen­ti em­ba­ra­ça­do pa­ra ou­sar es­cre­ver al­gu­ma coi­sa lo­go em se­gui­da. Is­so con­tu­do não re­pre­sen­ta uma gran­de no­vi­da­de. Por­que, co­mo já dis­se aqui mes­mo, não sei fa­zer re­se­nha ou crí­ti­ca li­te­rá­ria. Sei ape­nas di­zer se gos­tei ou não, in­cluin­do al­gu­mas ob­ser­va­ções ale­a­tó­ri­as. No ca­so do li­vro de Edi­son Vei­ga (Pa­ra sa­ber mais so­bre au­tor e li­vro, cli­que aqui), es­sa ca­rac­te­rís­ti­ca se apro­fun­dou ain­da mais em meus sen­ti­dos. Por­que “Min­gu­tas...”, acre­di­to, tem tam­bém es­se pro­pó­si­to, ou se­ja, nos des­con­cer­tar.
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Jornalismo moderno

domingo, 23 de janeiro de 2011 Texto de


Na con­tra­ca­pa da edi­ção de “Dez di­as que aba­la­ram o mun­do” da Pen­guin Com­pa­nhia (em as­so­ci­a­ção com a Com­pa­nhia das Le­tras) es­tá es­cri­to “...a obra que inau­gu­ra a gran­de re­por­ta­gem do jor­na­lis­mo mo­der­no”. O li­vro, obra-pri­ma de John Re­ed, foi-me en­vi­a­do por um dos jor­na­lis­tas mais bri­lhan­tes e ins­pi­ra­do­res que co­nhe­ço: Ma­ti­nas Su­zu­ki Jr.
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O filósofo da palavra fácil

segunda-feira, 25 de outubro de 2010 Texto de

“Se Deus exis­tir, pen­so que pou­co se lhe da­rá se eu
afir­mar ou ne­gar sua exis­tên­cia. Não se­rá a mi­nha cren­ça que irá
criá-lo, nem ele dei­xa­rá de exis­tir se ne­le eu não crer.”

Luiz Vi­tor Mar­ti­nel­lo aca­ba de lan­çar mais dois li­vros: “Po­e­mas da qua­se re­li­gi­o­si­da­de” e “Gos­to dos di­as de mui­to sol (só pra fi­car na som­bra)”. Se­ria re­dun­dân­cia fa­lar da qua­li­da­de e da pe­ga­da poé­ti­ca do es­cri­tor bau­ru­en­se. A his­tó­ria de Luiz Vi­tor, que na dé­ca­da de 1970 co­me­çou com tu­do na cha­ma­da po­e­sia mar­gi­nal e que lá pe­los anos 1980 cau­sou po­lê­mi­ca na­ci­o­nal com o po­e­ma “Fi­nal Fe­liz, Na­tal!”, é ri­ca em ver­sos, sá­ti­ras e emo­ções.
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Dostoiévski

quarta-feira, 8 de setembro de 2010 Texto de


Es­se ca­ra é meu ami­go, as mi­nhas idei­as ba­tem com as de­le. Es­se ca­ra é 10, po­de crer. Na re­a­li­da­de, só li Cri­me e Cas­ti­go, po­rém deu pa­ra sa­ber que é meu brother. Co­mo ele, sou crí­ti­co des­ta so­ci­e­da­de de mer­da. O ser hu­ma­no pen­sa que é me­lhor que os ou­tros se­res vi­vos de­vi­do à sua ra­ci­o­na­li­da­de de mer­da. Coi­ta­dos! Nós en­tra­mos em con­tra­di­ção o tem­po to­do. A ra­zão é fa­lha e não adi­an­ta fu­gir dos nos­sos de­se­jos mais pri­mi­ti­vos. Um dia, me can­so dis­so tu­do e jo­go uma bom­ba nes­sa hi­po­cri­sia to­da. Es­tou com fo­me, vou ao MacDonald’s. Vol­to já!

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Grandes nomes da literatura

segunda-feira, 26 de julho de 2010 Texto de

“Es­cri­to­res em Pri­me­ra Per­so­na”, le­va­do ao ar pe­lo ca­nal Fu­tu­ra, é uma boa op­ção pa­ra quem quer co­nhe­cer, em pro­gra­mas cur­tos (meia ho­ra), gran­des no­mes da li­te­ra­tu­ra la­ti­no-ame­ri­ca­na. Te­nho vis­to aos do­min­gos, às 20h30, mas pa­re­ce que a par­tir do pró­xi­mo se­rá às 16h.

No­mes co­mo Car­los Fu­en­tes, Ma­rio Be­ne­det­ti, Ma­rio Var­gas Llo­sa e Edu­ar­do Lu­ga­no fa­zem par­te do ti­ma­ço de en­tre­vis­ta­dos. Eles co­men­tam su­as obras e opi­nam so­bre vá­ri­os as­pec­tos da vi­da la­ti­no-ame­ri­ca­na. Não sei pre­ci­sar o ano das pro­du­ções. Há ao me­nos um en­tre­vis­ta­do (dos que eu vi) que já mor­reu: Be­ne­det­ti. Mas se pen­sar­mos bem, gran­des es­cri­to­res co­mo Be­ne­det­ti não mor­rem nun­ca.

Abai­xo, ví­deo com o po­e­ma “Te qui­e­ro”, de Be­ne­det­ti.

Cli­que no Leia mais aí em­bai­xo pa­ra ler o po­e­ma.
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Morte de Saramago

sexta-feira, 18 de junho de 2010 Texto de

A mor­te de um dos mai­o­res no­mes da li­te­ra­tu­ra mun­di­al é um gran­de acon­te­ci­men­to. Um gran­de even­to. Meu ami­go De­co sem­pre me di­zia – em nos­sas “noi­ta­das fi­lo­só­fi­cas” - que a mor­te das pes­so­as qua­se sem­pre se tor­na um even­to so­ci­al. A mor­te de Sa­ra­ma­go é um gran­de even­to cul­tu­ral. Dá voz mais for­te a ou­tros es­cri­to­res, a per­so­na­li­da­des da cul­tu­ra, a no­mes que ge­ral­men­te fi­cam es­con­di­dos e só apa­re­cem de tem­pos em tem­pos.
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Três dúvidas

domingo, 6 de junho de 2010 Texto de

Le­o­nar­do Bra­si­li­en­se, es­cri­tor gaú­cho que já ven­ceu o Prê­mio Ja­bu­ti, aca­ba de pu­bli­car “Três dú­vi­das” (Com­pa­nhia das Le­tras, 176 pá­gi­nas).

Li o li­vro nu­ma úni­ca es­to­ca­da. E com o co­ra­ção na mão. Por­que, além da pro­fun­di­da­de da pro­pos­ta fi­lo­só­fi­ca (bem ex­pli­ca­da na ore­lha in­clu­si­ve), há ali uma ten­são per­ma­nen­te, um fio es­ti­ca­do que es­tá sem­pre nos ame­a­çan­do com um pos­sí­vel rom­pi­men­to.
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Uruguai

sexta-feira, 14 de maio de 2010 Texto de

Uru­guai 1

Li es­ta se­ma­na “Quem de nós – uma his­tó­ria de amor”, mais um be­lís­si­mo li­vro do uru­guaio Ma­rio Be­ne­det­ti, um dos gran­des es­cri­to­res do sé­cu­lo 20. Aliás, ele fez par­te tam­bém des­te sé­cu­lo: mor­reu no ano pas­sa­do, já aos 88 anos.

Es­cri­to­res co­mo Be­ne­det­ti de­ve­ri­am ter pra­zo de va­li­da­de mai­or. Em­bo­ra, cla­ro, sua obra cer­ta­men­te o eter­ni­za­rá.
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O forte

domingo, 9 de maio de 2010 Texto de

Jo­a­quim era tro­pei­ro. Atra­ves­sa­va o es­ta­do le­van­do os bois, vi­a­gens de um mês, ou mais, to­man­do ca­cha­ça com os com­pa­nhei­ros de li­da, co­zi­nhan­do em fo­go de chão, dor­min­do em­bai­xo de car­ro­ça, in­ver­no, ga­roa, chu­va, bar­ro, frio. Na­que­le bai­le de cam­pa­nha ar­ran­jou uma na­mo­ra­da, apai­xo­nou-se, noi­vou e te­ve que pro­vi­den­ci­ar um em­pre­go mais es­tá­vel e se­gu­ro.
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