Capitão do exército confessa crime brutal contra a própria mulher e desencadeia narrativa sobre comportamento, política e sexo a partir dos incendiários anos 1960

O ro­man­ce “Es­ta­do Bru­to” si­tua-se em três pe­río­dos dis­tin­tos: no fim da in­cen­diá­ria dé­ca­da de 1960, quan­do o país es­tá sob o do­mí­nio mi­li­tar; no iní­cio tur­bu­len­to dos anos 1990, sa­cu­di­do pe­la que­da do pri­mei­ro pre­si­den­te elei­to de­mo­cra­ti­ca­men­te após o pe­río­do di­ta­to­ri­al; e na me­ta­de des­ta se­gun­da dé­ca­da dos anos 2000. A nar­ra­ti­va, am­bi­en­ta­da nes­ses mo­men­tos cru­ci­ais da vi­da na­ci­o­nal, equi­li­bra-se na fron­tei­ra da trans­gres­são com­por­ta­men­tal e é sus­ten­ta­da por uma ar­ma mais po­de­ro­sa do que as ques­tões po­lí­ti­cas de­ter­mi­nan­tes pa­ra a cons­tru­ção de ca­da épo­ca: a bus­ca pe­la com­pre­en­são da pró­pria exis­tên­cia sob o prin­cí­pio da hon­ra.
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