Arquivos de Televisão

Afo­ra em­ba­tes po­lí­ti­cos e econô­mi­cos (aos quais não me ape­ga­rei aqui), o epi­só­dio en­tre a em­pre­sá­ria Lui­za He­le­na Tra­ja­no e o es­cri­tor Di­o­go Mai­nar­di, no Ma­nhat­tan Con­nec­ti­on, mar­te­la um pre­go en­fer­ru­ja­do que só faz ar­rui­nar o cou­ro do jor­na­lis­mo ao ex­por bru­tal­men­te de­sin­for­ma­ção e ar­ro­gân­cia.
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Chico, o maior de todos

sexta-feira, 23 de março de 2012 Texto de

Di­zem que quan­do va­mos fi­can­do ve­lhos, gos­ta­mos de nos ape­gar a coi­sas do pas­sa­do, aos ecos de nos­sa vi­da. Acho que es­tou fi­can­do ve­lho. Sem­pre que pos­so me di­vir­to com a “Es­co­li­nha do Pro­fes­sor Rai­mun­do”. Pas­sa no ca­nal Vi­va.
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O jornalismo na nossa sala

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Texto de

As emis­so­ras de te­le­vi­são con­ti­nu­am in­ten­si­fi­can­do a ma­nei­ra in­for­mal de le­var as no­tí­ci­as à nos­sa ca­sa. Os apre­sen­ta­do­res, ca­da dia mais pró­xi­mos do pú­bli­co, qua­se não fa­zem mais os ve­lhos re­la­tos sob a so­no­ri­da­de de vo­zes gra­ves e im­pos­ta­das. Já faz um tem­po, eles ago­ra con­ver­sam co­mo se fos­sem in­ter­lo­cu­to­res pre­sen­tes bem ao nos­so la­do, na sa­la on­de fi­ca o apa­re­lho.
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Contos

Questão glútea

segunda-feira, 25 de julho de 2011 Texto de

Nem mes­mo as du­as li­ga­ções te­lefô­ni­cas aten­di­das si­mul­ta­ne­a­men­te fo­ram su­fi­ci­en­tes pa­ra im­pe­dir-me o es­pan­to e lo­go, a cu­ri­o­si­da­de. Do­na Hen­ri­ca ha­via mar­ca­do a con­sul­ta ju­rí­di­ca há dois di­as, li­ga­ra na vés­pe­ra e na­que­la ma­nhã tam­bém, an­tes de di­ri­gir-se ao es­cri­tó­rio on­de ad­vo­go. Ha­via uma ex­tre­ma an­si­e­da­de em seu ros­to quan­do a se­cre­tá­ria, des­cum­prin­do uma or­dem ex­pres­sa de mi­nha par­te, en­fi­ou-a su­bi­ta­men­te sa­la aden­tro. Mi­nha sur­pre­sa, en­tre­tan­to, não re­si­diu em sua ex­pres­são, mas na par­te do cor­po que se­pa­ra as cos­tas das per­nas, ou se­ja, a re­gião glú­tea.
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Clint Eastwood e Silvio Santos

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 Texto de

O ator e di­re­tor Clint Eastwo­od

O apre­sen­ta­dor e em­pre­sá­rio Sil­vio San­tos

Pu­tas que os pa­ri­ram. Com o de­vi­do res­pei­to, cla­ro. Eu te­nho um gran­de ami­go, so­bre o qual já es­cre­vi em ou­tras pá­gi­nas des­te blog. O no­me de­le é Dé­co. Meu pri­mei­ro e gran­de pro­fes­sor de jor­na­lis­mo. Ele me di­zia as­sim, em meio às nos­sas noi­ta­das etí­li­co-in­te­lec­tu­ais: “ABC, vo­cê é um gran­de fi­lho da pu­ta, mas is­so é de ver­da­de, um fi­lho da pu­ta mes­mo”. Eu olha­va pa­ra ele meio sem en­ten­der. E ele com­ple­ta­va: “É is­so mes­mo. Sua mãe é a pu­ta do Ne­ne Ca­va” (Ne­ne Ca­va é meu pai). E com­ple­ta­va mais: “Per­ce­be co­mo pu­ta às ve­zes é uma coi­sa ma­ra­vi­lho­sa?”. Dé­co, meu gran­de ami­go fi­ló­so­fo. Que sau­da­des! É pen­san­do ne­le que di­go, a res­pei­to de Clint e Sil­vio: “Pu­tas que os pa­ri­ram”. Com o mai­or res­pei­to.
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O Brasil de Rolando Boldrin

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 Texto de


Eu sem­pre gos­tei do Ro­lan­do Bol­drin. Quem lê meu blog ou quem me co­nhe­ce há al­gum tem­po sa­be da mi­nha ori­gem, uma ori­gem ru­ral, uma ori­gem que se jun­ta a tan­tas ou­tras des­te Bra­sil agres­te. Nós, que vi­e­mos do cam­po, car­re­ga­mos uma si­na que às ve­zes nos con­for­ta e em ou­tras nos abor­re­ce: gos­ta­mos do su­jei­to (ou não gos­ta­mos) lo­go de ca­ra. Não sei o que é. Tal­vez se­ja um co­nhe­ci­men­to ime­mo­ri­al ou, quem sa­be, uma des­sas mui­tas bo­ba­gens nas quais nós con­fi­a­mos co­mo se fos­se uma lei ina­ba­lá­vel.
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Menas, menas

sexta-feira, 25 de junho de 2010 Texto de

É cu­ri­o­so, e qua­se en­gra­ça­do, ver a far­ra que se faz na in­ter­net (prin­ci­pal­men­te no Twit­ter) com ba­se nu­ma for­ça que não exis­te. Sim­ples­men­te não exis­te. Con­si­de­rar que o Twit­ter é uma fer­ra­men­ta de­ci­si­va pa­ra mu­dar há­bi­tos ou de­fi­nir a pos­tu­ra da opi­nião pú­bli­ca é, no mí­ni­mo, um exa­ge­ro.
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É isso!

domingo, 20 de junho de 2010 Texto de

A tor­ci­da bra­si­lei­ra (co­mo di­ria o mai­or lo­cu­tor es­por­ti­vo que o Bra­sil já te­ve – Fi­o­ri Gi­gli­ot­ti) quer is­so. Na­da mais. Quer ver a se­le­ção jo­gan­do fu­te­bol, com to­que, com clas­se, com ra­ça. A vi­tó­ria do Bra­sil por 3 a 1 so­bre a Cos­ta do Mar­fim, a des­pei­to de to­da a me­le­ca da ar­bi­tra­gem, foi o me­lhor jo­go da Co­pa até aqui. E mos­trou, en­fim, que nos­sa se­le­ção é – ago­ra no cam­po e não ape­nas na fa­ma – um sé­rio can­di­da­to ao tí­tu­lo.
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Futebol e televisão

quinta-feira, 6 de maio de 2010 Texto de

Fu­te­bol 1

Qual se­rá a mai­or vi­bra­ção no fu­te­bol: quan­do seu ti­me ga­nha ou quan­do seu mai­or ri­val per­de? Pa­re­ce sim­ples res­pon­der que, cla­ro, quan­do seu ti­me ga­nha. Mas se­rá? Se­rá que lá no fun­do, ao ver a de­si­lu­são do “ini­mi­go”, nos­sa por­ção sá­di­ca não aflo­ra de mo­do a so­bre­por-se à ale­gria da vi­tó­ria? É uma ques­tão a se pen­sar.
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Crônicas

Sinais de alerta

terça-feira, 13 de abril de 2010 Texto de

Uma das prin­ci­pais ca­rac­te­rís­ti­cas da so­ci­e­da­de atu­al é a se­de de ori­en­ta­ção, mas não uma ori­en­ta­ção que a fa­ça se sen­tir pre­pa­ra­da pa­ra es­co­lher um ca­mi­nho. As pes­so­as ho­je que­rem o ro­tei­ro pron­to. Por on­de de­vo se­guir? Até on­de? Qual o me­lhor meio pa­ra che­gar lá? Quan­do che­gar lá, o que de­vo fa­zer?
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