Arquivos de Cafelândia

Crônicas

Receita para ganhar na loteria

terça-feira, 27 de maio de 2014 Texto de

An­to­nio Car­los Bar­bosa, téc­nico que di­ri­giu a se­le­ção bra­si­leira de bas­quete fe­mi­nino, es­tava no al­moço que co­me­mo­rou os 50 anos de car­reira de Sa­muel Ferro, ou­tro nome bas­tante co­nhe­cido no es­porte na­ci­o­nal pelo seu tra­ba­lho como jor­na­lista em São Paulo e que agora se de­dica a co­man­dar a TV Preve, emis­sora de Bauru que ele mesmo im­plan­tou há vinte anos. Con­vi­dado para o evento, sen­tei por acaso à mesma mesa do Bar­bosa.
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Crônicas

Âncora para a vida

sábado, 12 de abril de 2014 Texto de
A casa onde nasci, num bairro rural de Cafelândia, estava assim há alguns anos

A casa onde nasci, no bairro ru­ral La­goa Seca, es­tava as­sim há al­guns anos

(Texto feito para o Jor­nal Ci­dade, de Ca­fe­lân­dia)

Pelo fa­ce­book, o Paulo Ro­berto Go­mes per­gunta se eu posso es­cre­ver uma “ho­me­na­gem” a Ca­fe­lân­dia. Eu, pra di­zer a ver­dade, não sei se sa­be­ria for­mu­lar algo desse tipo. Mi­nhas ho­me­na­gens às coi­sas que eu gosto es­tão no meu co­ti­di­ano. Por exem­plo: até há pouco tempo, eu era di­re­tor de vá­rias re­da­ções de jor­nal e vi­a­java to­das as se­ma­nas para di­fe­ren­tes re­giões do es­tado de São Paulo. Era muito co­mum me per­gun­ta­rem por aí: e sua ci­dade, como vai? Eu res­pon­dia: bom, você deve es­tar fa­lando de Bauru, mas eu sou de Ca­fe­lân­dia, co­nhece?

Em­bora eu viva em Bauru, ci­dade que adoro, ja­mais dei­xei de lado mi­nha Ca­fe­lân­dia. Além da fa­mí­lia e de ami­gos, um pouco de mim con­ti­nua aqui.
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Geral

Coca-Cola, clube e aniversário

sábado, 28 de abril de 2012 Texto de

Eu es­tou aí nesta foto, de verde, num Car­na­val no Ca­fe­lân­dia Clube

Sabe qual foi a Coca-Cola mais gos­tosa que eu já to­mei na vida?

Eu cos­tu­mava fa­zer essa per­gunta para a mu­lher da qual hoje sou ex-marido. De­via ser um té­dio para ela. Che­gou a de­co­rar: “Ai, tá…”, ela co­me­çava, “foi a Coca que você be­beu no Ca­fe­lân­dia Clube num do­mingo de Car­na­val”.

Isso mesmo.
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Crônicas

Adeus, Deco: velho amigo irmão

sábado, 20 de agosto de 2011 Texto de

Esta foto é da dé­cada de 1980; es­tou à es­querda ao lado de Eli (en­tão na­mo­rada do Deco) e do pró­prio (à di­reita)

O Deco (com o “é” aberto) mor­reu neste sá­bado. Re­cebi a in­for­ma­ção por volta de meio-dia. Ha­via aca­bado de acon­te­cer. Eu ainda es­tava dei­tado, ou­vindo cair lá fora uma chuva in­ter­mi­tente, uma chuva boa nes­tes dias se­cos. A mo­leza ca­rac­te­rís­tica ao acor­dar­mos em dias as­sim transformou-se em pros­tra­ção do­lo­rida quando do ou­tro lado da li­nha o jor­na­lista Sér­gio Bento me disse que ha­via uma “no­tí­cia brava” vinda de Ca­fe­lân­dia. Mal tive tempo de pen­sar no que po­de­ria ser até que ele me dis­sesse que “o De­qui­nho teve um en­farte ful­mi­nante”. Ele era jor­na­lista nas­cido em Pi­ra­juí, mas vi­via em Ca­fe­lân­dia ha­via mais de qua­renta anos.
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Retratos

A incrível seringueira engolidora de casa

quinta-feira, 21 de julho de 2011 Texto de

Nas mi­nhas an­dan­ças (an­dan­ças mesmo, a pé) pela zona ru­ral da mi­nha ci­dade de ori­gem (Ca­fe­lân­dia – SP), deparei-me com esta in­crí­vel se­rin­gueira. Ela está num sí­tio pró­ximo à casa onde nasci. Quando saí de lá, aos 6 anos de idade, era ainda uma ár­vore de pro­por­ções nor­mais. Mas tornou-se um ser gi­gante en­go­li­dor de casa.
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Retratos

Primeira escola e primeiro crime

quarta-feira, 25 de agosto de 2010 Texto de

A ima­gem acima mos­tra cri­an­ças di­ante de um pré­dio bem sim­ples e rús­tico. Aí muita gente co­me­çou a apren­der a ler e a es­cre­ver. Eu tam­bém. A foto não é do meu tempo. É da época de meus pais. Meus pais es­tu­da­ram aí. Mais tarde foi mi­nha vez, coisa de dois ou três me­ses an­tes de mu­dar­mos para a ci­dade. A es­cola fi­cava na Fa­zenda Bem Es­tar, lo­ca­li­zada em Ca­fe­lân­dia, mu­ni­cí­pio do in­te­rior de São Paulo.
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Impressões, Retratos

Pais e filhos

sexta-feira, 6 de agosto de 2010 Texto de

Em 1954, meu pai ao lado de ca­mi­nhão car­re­gado de ca­pim

Par­ti­ci­pei da úl­tima cena da vida do meu pai. Ele es­tava mor­rendo no hos­pi­tal. Do lado de lá do leito, mi­nha mãe. Do lado de cá, eu. Na ca­be­ceira. Meus ir­mãos e ou­tras pes­soas es­pe­ra­vam no cor­re­dor. Acon­te­ce­ria a qual­quer mo­mento. Era uma noite no fim de março. Tem­pe­ra­tura amena. Pela ja­nela, dava para ver as ár­vo­res os­ci­la­rem num vento de chuva que vi­ria.
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Retratos

A casa onde nasci

quinta-feira, 5 de agosto de 2010 Texto de


Es­tava as­sim, há uns cinco ou seis anos, a casa onde nasci, no sí­tio. Hoje deve es­tar ainda mais ve­lha e aban­do­nada. Ca­sas são como pes­soas: quando sós, sem nin­guém que as pre­en­cha, ini­ciam um pro­cesso de de­te­ri­o­ra­ção. Aos pou­cos, dissipa-se a ener­gia que as per­cor­reu por tão di­fe­ren­tes ca­mi­nhos. A lenta im­plo­são é ape­nas uma ques­tão de tempo.
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Retratos

Também já fui repórter

sexta-feira, 30 de julho de 2010 Texto de

Quase sem­pre tra­ba­lhei como edi­tor, mas tam­bém já fui re­pór­ter. A foto, de 1986, mos­tra o en­tão can­di­dato ao go­verno de São Paulo, em­pre­sá­rio An­to­nio Er­mí­rio de Mo­raes, sendo en­tre­vis­tado por mim e por um dos gran­des jor­na­lis­tas bra­si­lei­ros, o bau­ru­ense Luiz Ma­la­volta, hoje na TV Re­cord de São Paulo. Essa en­tre­vista foi feita no cor­re­dor da Santa Casa de Ca­fe­lân­dia. Não ten­tem sa­ber o que eu per­gun­tei a ele. Faz tanto tempo…..

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Crônicas, Impressões

Memoráveis

segunda-feira, 28 de junho de 2010 Texto de

Aí está a graça da Copa. Tem gente que fica tor­cendo para que os gran­dões se­jam eli­mi­na­dos. Pra quê? O que pode ser mais emo­ci­o­nante do que es­tes dois jo­gos de quartas-de-final?: Bra­sil x Ho­landa e Ar­gen­tina x Ale­ma­nha.

Pena que a Itá­lia saiu. Pena que Es­pa­nha ou Por­tu­gal vai sair. Os gran­des con­fron­tos é que fa­zem da Copa uma ver­da­deira Copa. São des­ses jo­gos que não nos es­que­ce­mos ja­mais.
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