Arquivos de Natureza

Contos

O caso da árvore sombria

quinta-feira, 30 de junho de 2011 Texto de

Des­de que, à ca­ça da cri­a­tu­ra, Bar­to­lo­meu Vi­go­ta pu­xou o ga­ti­lho e fez o san­gue cor­rer, fa­la-se do es­tra­nho ca­so da Fa­zen­da das Vin­te Lé­guas. Con­tra­ta­do pa­ra to­mar con­ta do lu­gar, ele mu­da­ra-se pa­ra lá ha­via pou­co tem­po quan­do co­me­çou a sen­tir-se in­co­mo­da­do. Não sa­bia o mo­ti­vo, mas al­go so­a­va-lhe si­nis­tro na som­bra es­cu­ra da­que­la ár­vo­re tão pró­xi­ma da ca­sa on­de mo­ra­va.
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Crônicas

Liberdade aos irmãos!

terça-feira, 14 de junho de 2011 Texto de

(Qua­dro de Mi­ró, que me lem­bra cri­an­ças)

A ca­sa fi­ca abai­xo do ní­vel da ro­do­via. E ali, no am­plo quin­tal ao la­do da cons­tru­ção an­ti­ga cer­ca­da de ár­vo­res, as du­as cri­an­ças cor­rem uma atrás da ou­tra. A me­ni­na, tal­vez um pou­co mais ve­lha, vai no en­cal­ço do me­ni­no. Têm en­tre cin­co e seis anos, cal­cu­lo. Pen­so: são ir­mãos e vi­vem de cer­to mo­do iso­la­dos nes­ta pai­sa­gem agres­te. Não é um lu­gar dis­tan­te de ci­da­des. Mas fi­ca no meio do ma­to. E das plan­ta­ções. Não há ou­tras ca­sas por per­to.
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Crônicas

Na estrada de Brotas

quinta-feira, 12 de Maio de 2011 Texto de

A tar­de já es­ta­va cain­do quan­do eu re­sol­vi pa­rar o car­ro pou­co an­tes de uma pon­te na ro­do­via que pas­sa por Bro­tas e Iti­ra­pi­na, no in­te­ri­or de São Pau­lo. Às ve­zes, te­nho o ím­pe­to de con­fir­mar se não me es­que­ci de al­go que de­ve­ria es­tar na ba­ga­gem. Coi­sa de lou­co? Tal­vez. Mas o fa­to é que ao des­cer, per­ce­bi qua­se ao mes­mo tem­po a pre­sen­ça de uma pes­soa en­cos­ta­da à mu­re­ta do vi­a­du­to.
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Retratos

As eleições e o nosso passado

terça-feira, 5 de outubro de 2010 Texto de


De­ta­lhe da fo­to que ilus­tra meu tex­to: aden­tre meu blog e sa­be­rá do que es­tou di­zen­do

Eu ve­nho di­zen­do aos meus ami­gos que es­tou de sa­co cheio de po­lí­ti­ca. Não é fá­cil le­var a sé­rio o que de­ve­ria ser sé­rio e não é. Mas o ca­so é que não há co­mo fu­gir. Não há co­mo sim­ples­men­te cru­zar os bra­ços e di­zer “es­tou fo­ra”. Bom, ao me­nos por en­quan­to. En­tão, va­mos in­do.
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Impressões

O velho e o mar

sábado, 24 de julho de 2010 Texto de

Ca­pa do li­vro edi­ta­do pe­la Ber­trand Bra­sil

Nel­son Ro­dri­gues ti­nha uma re­cei­ta pe­cu­li­ar a res­pei­to dos li­vros: ler pou­cos e mui­to. Ou se­ja, pa­ra ele, era pre­ci­so re­ler mui­tas ve­zes os mes­mos li­vros. Já es­cre­vi aqui no blog que não con­cor­do, mas se eu ti­ves­se de es­co­lher al­guns li­vros pa­ra se­guir a re­cei­ta, um de­les se­ria, sem dú­vi­da, “O ve­lho e o mar”.

Aca­bo de re­ler a ma­ra­vi­lho­sa obra de Er­nest He­mingway (edi­ção da Ber­trand Bra­sil que ga­nhei da mi­nha se­gun­da mãe – do­na Ri­ta).
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Estação

quarta-feira, 7 de Abril de 2010 Texto de

Eu te­nho uma for­te que­da pe­lo ou­to­no. Acho até que é mi­nha es­ta­ção pre­di­le­ta. Seu char­me vi­su­al é fla­gran­te. To­da se­ma­na vi­a­jo de car­ro cen­te­nas de quilô­me­tros a tra­ba­lho. E na­da mais agra­dá­vel na es­tra­da do que ob­ser­var a na­tu­re­za num es­ta­do ame­no. No ve­rão, o sol che­ga a ce­gar. No in­ver­no, é uma tre­men­da ju­di­a­ção olhar pa­ra as pas­ta­gens e plan­ta­ções res­se­qui­das. A pri­ma­ve­ra é, pra mim, ex­ces­si­va­men­te sub­mis­sa ao ve­rão, ao qual eu não sou mui­to che­ga­do. Já o ou­to­no é de um equi­lí­brio gran­di­o­so.
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As tragédias e a natureza

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010 Texto de

Em ou­tro es­pa­ço des­te si­te, já es­cre­vi o que pen­so so­bre as ex­pli­ca­ções de po­lí­ti­cos e ad­mi­nis­tra­do­res pú­bli­cos a res­pei­to das tra­gé­di­as atri­buí­das à na­tu­re­za que ator­men­tam nos­sas ci­da­des:

Sem dar vol­tas, é is­to: a blas­fê­mia am­bi­en­tal do ho­mem cus­pi­da de vol­ta pe­la na­tu­re­za. Não ve­jo co­mo res­pei­tar su­jei­tos que se tra­ves­tem de po­der pú­bli­co e, ao lon­go do tem­po, das dé­ca­das ou dos sé­cu­los, agem com ta­ma­nha ir­res­pon­sa­bi­li­da­de.
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Tragédias não se comparam

sábado, 16 de Janeiro de 2010 Texto de

Há pes­so­as com­pa­ran­do tra­gé­di­as. An­gra e Hai­ti. Tra­gé­di­as não se com­pa­ram. Tra­gé­di­as nos sub­tra­em. Às ve­zes mais, às ve­zes me­nos, mas sem­pre nos sub­tra­em.
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A natureza vomita

terça-feira, 22 de dezembro de 2009 Texto de

Os ata­ques ter­ro­ris­tas na Ín­dia e a ca­tás­tro­fe em San­ta Ca­ta­ri­na são de ti­rar o so­no, a ale­gria e a es­pe­ran­ça. So­bre o ter­ro­ris­mo, é mais um ca­pí­tu­lo. Mas e es­se ver­da­dei­ro des­man­che lo­go ali no sul? Pa­re­ce-me al­go no­vo, sem pre­ce­den­tes ao me­nos pa­ra nós que vi­ve­mos num pa­raí­so tro­pi­cal (por fa­vor, le­vem em con­ta que a uti­li­za­ção de “pa­raí­so tro­pi­cal” é bas­tan­te irô­ni­co de mi­nha par­te).
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