Eu mesmo

Olá, navegante do site www.marcioabc.com.br

De ca­ra, já de­vo aler­tar so­bre mi­nhas dú­vi­das a res­pei­to do in­te­res­se que o tex­to a se­guir po­de des­per­tar em vo­cê. Tal­vez, ne­nhum. Mas, co­mo es­te é um es­pa­ço pes­so­al, não me res­ta al­ter­na­ti­va: vou mes­mo te cha­te­ar com mi­nha tra­je­tó­ria, in­cluin­do al­guns re­la­tos e - dá li­cen­ça! - umas pou­cas ho­me­na­gens, atra­vés de sim­ples ci­ta­ções, a ve­lhos ami­gos e co­le­gas de es­tra­da. Vou me de­ter a as­pec­tos pro­fis­si­o­nais e a fa­tos que, de al­gu­ma ma­nei­ra, me li­gam a Pa­ra­ba­la, meu pri­mei­ro ro­man­ce. Quan­to a vo­cê, há ago­ra uma en­cru­zi­lha­da: me acom­pa­nhe ou vá lo­go com­prar o meu li­vro!

1998

Li­go meu com­pu­ta­dor, le­vo as mãos à nu­ca, sin­to uma pre­gui­ça le­ve. Pen­so. Pas­so a de­di­lhar o te­cla­do pa­ra ver no que vai dar es­te Pa­ra­ba­la? Ou me ren­do a es­ses meus me­dos, es­sas mi­nhas in­cer­te­zas e dei­xo pra lá? Bem, re­sol­vi atro­pe­lar os me­dos e as in­cer­te­zas. Le­vei qua­se dois anos pa­ra es­cre­ver meu pri­mei­ro ro­man­ce. Não foi nu­ma pau­la­da só. Não, is­so não. E on­de é que eu me es­con­de­ria das mui­tas dú­vi­das cruéis, aque­las dú­vi­das na­tu­rais que sur­gem quan­do a gen­te se pro­põe a per­cor­rer no­vas tri­lhas? Bem, o fa­to é que fui em fren­te, bus­can­do aden­trar a ma­ta es­cu­ra, ten­tan­do es­cre­ver al­go que pu­des­se sa­tis­fa­zer a mim e ao lei­tor. Do re­sul­ta­do prá­ti­co (pa­ra vo­cê, lei­tor) só sa­be­rei a par­tir de ago­ra. Do in­ter­no, con­fes­so, é um de­lei­te. Ler li­vros e, ago­ra, es­cre­ver um de­les é al­go ex­tra­or­di­ná­rio. Pe­na que a vi­da pas­sa e a mai­o­ria das pes­so­as não des­co­bre o pra­zer de mer­gu­lhar nes­se de­li­ci­o­so oce­a­no azul que é a li­te­ra­tu­ra.

1964

Vo­cê de­ve vin­cu­lar es­te ano fa­tí­di­co à re­vo­lu­ção. Re­al­men­te, vo­cê tem to­da a ra­zão. Mas sai­ba tam­bém que foi em meio àque­la ne­bu­lo­si­da­de po­lí­ti­ca que eu nas­ci. Che­guei nu­ma tar­de ten­sa de sá­ba­do. Ex­pli­co o ten­sa: com meus 5 qui­los e 400 gra­mas, não é que en­fren­tei mi­nha pri­mei­ra in­de­ci­são? Dei­xar o acon­che­go do úte­ro ma­ter­no não foi tão fá­cil as­sim. Co­me­cei a nas­cer e, sem dar sa­tis­fa­ção, cru­zei os bra­ços. Is­so mes­mo: pa­rei no meio do ca­mi­nho. In­crí­vel: um be­bê gre­vis­ta! Bem, o cer­to é que qua­se ma­tei mi­nha mãe he­rói­ca. Aliás, foi um epi­só­dio de he­róis aque­le: mi­nha mãe en­fren­tou as do­res do par­to na­tu­ral; meu pai, di­an­te da mi­nha zom­ba­ria sem gra­ça, foi quem deu uma se­nho­ra mão à par­tei­ra, ar­ran­can­do-me à for­ça de on­de eu ha­via en­ca­lha­do; e meus três ir­mãos su­por­ta­ram, do la­do de fo­ra da ca­sa, as fer­ro­a­das da cu­ri­o­si­da­de ju­ve­nil acom­pa­nha­das de me­do. Me­do de que a mãe mor­res­se. Me­do de que o ir­mão - o ca­çu­la - não vin­gas­se. Ali, no meio da La­goa Se­ca, bair­ro ru­ral de Ca­fe­lân­dia, on­de nas­ci, po­de­ria ter ha­vi­do mor­tes, is­to sim. A es­sa al­tu­ra, vo­cê, ca­ro ma­ri­nhei­ro da web que me acom­pa­nha nes­te re­la­to, já de­ve es­tar pen­san­do: se fos­se as­sim, não es­ta­ria tor­ran­do meu sa­co ago­ra. O fa­to é que eu so­bre­vi­vi. E, vo­cê, que con­ti­nua fir­me nes­sa lei­tu­ra, tam­bém.

1966

Se há al­go que nos mar­ca, mais do que o nas­ci­men­to, é a mor­te. Pois bem. A mor­te é, iro­ni­ca­men­te, mi­nha pri­mei­ra lem­bran­ça da vi­da. Ela me sur­ge, ní­ti­da, num que­bra-ca­be­ça de re­cor­da­ções: a ca­sa prin­ci­pal do sí­tio, a por­ta de du­as fo­lhas aber­ta, a viú­va, com o véu ne­gro lhe co­brin­do o ros­to, sen­ta­da à ca­be­cei­ra do cai­xão. À ca­dei­ra, ela, mi­nha avó, e, en­cai­xo­ta­do, meu avô. Lá fo­ra, com um de meus ir­mãos, eu re­co­lho flo­res, flo­res es­car­la­tes co­mo a cor dos olhos da mi­nha avó na­que­le dia tris­te.

1971

Aos 7 anos, pas­sei três di­as cho­ran­do em­bai­xo da ca­ma, no chão frio do meu quar­to. Foi a me­lan­co­lia que me con­su­miu quan­do mi­nha fa­mí­lia se mu­dou pa­ra a ci­da­de, dei­xan­do pa­ra trás mi­nha ter­ra boa pa­ra se pi­sar des­cal­ço, os po­ma­res, as som­bras das man­guei­ras, as pas­ta­gens, os va­ga-lu­mes da noi­te, a es­co­li­nha rús­ti­ca da Fa­zen­da Bem Es­tar, os car­rei­rões de va­ca bra­va, mi­nhas ti­as, meus pri­mos, mi­nha avó, mi­nha fe­li­ci­da­de de me­ni­no.

1976

Foi um ano im­por­tan­te pra mim. Na sex­ta sé­rie es­co­lar, é que sur­giu meu no­me de guer­ra: ABC. Foi as­sim: can­sa­do de pre­en­cher os ca­be­ça­lhos das pro­vas com meu no­me na ín­te­gra (Már­cio An­to­nio Blan­co Ca­va), de­ci­di abre­viá-lo pa­ra Már­cio A.B.C.. Mi­nha pro­fes­so­ra de his­tó­ria na Es­co­la Pro­fes­sor An­to­nio Ru­bi Gi­me­nes ain­da ten­tou dis­cor­dar. Pra quê? Foi a dei­xa pa­ra que, tur­rão, eu ado­tas­se de­fi­ni­ti­va­men­te a si­gla. Sem os pon­tos en­tre o ABC.

1981

Só aí, aos 17 anos, é que con­so­li­dei mi­nha de­ci­são de pres­tar ves­ti­bu­lar pa­ra jor­na­lis­mo. Na épo­ca, fa­zen­do o gi­ná­sio na Es­co­la Val­do­mi­ro Sil­vei­ra, em Ca­fe­lân­dia, eu gos­ta­va quan­do uma de mi­nhas pro­fes­so­ras, Sil­via Elai­ne Bag­gio, me cha­ma­va de jor­na­lis­ta. Sem sa­ber, tal­vez, in­vo­lun­ta­ri­a­men­te, ela te­nha me da­do um em­pur­rão psi­co­ló­gi­co ru­mo à mi­nha pro­fis­são. De pro­fes­so­ras e pro­fes­so­res, aliás, sem­pre fui bem ser­vi­do, des­de a pri­mei­ra sé­rie, ain­da no sí­tio: Ode­te Pa­zet­to; de­pois, vi­e­ram Aracy Ga­bri­el, Do­lo­res Mar­ti­nez, Te­re­zi­nha Al­go­do­al, Lour­des Tor­res, es­tas as do pri­má­rio. No gi­ná­sio, fo­ram tan­tos: Cris­ti­na Par­rei­ra, Jacy, Ive­te, Io­lan­da, De­ni­se, Ed­son, Alé­cia, Mi­la­ni, Lia, Al­ba, Odair, Car­li­nhos, Sid­ney, Ma­ri­ko, Tu­fim, Ed­mar, Ve­ra, Ci­ni­ra, Sa­kie, Te­re­zi­nha, Ci­da...
E o que di­zer dos ami­gos de es­co­la? Es­tes, nem me ar­ris­co a ci­tar, com me­do de co­me­ter in­jus­ti­ças.

1982

Co­me­çei a fa­zer jor­na­lis­mo. Aliás, co­mu­ni­ca­ção so­ci­al. Foi na Fun­da­ção Edu­ca­ci­o­nal de Bau­ru, ain­da na Vi­la Fal­cão, e de­pois na Uni­ver­si­da­de de Bau­ru, com pro­fes­so­res co­mo An­to­nio Car­los de Je­sus, Mu­ri­lo Cé­sar So­a­res, Cel­so Pe­lo­si, Ma­lu, Sa­le­ti­nha, Ja­ne, Jor­ge Ijuim, Sô­nia Mo­zer, Ma­ria An­to­nia, Lú­cia He­le­na, Jac­ques Ver­vi­er (des­cul­pe-me se me en­ga­no na gra­fia), Sér­gio Lha­mas, Pau­lo Sér­gio Si­mo­net­ti, Fer­nan­do Aze­ve­do... Vi­a­ja­va di­a­ri­a­men­te, de Ca­fe­lân­dia a Bau­ru (80 quilô­me­tros). Tra­ba­lha­va du­ran­te o dia em Ca­fe­lân­dia e es­tu­da­va à noi­te. Co­me­cei a es­cre­ver pa­ra o Jor­nal de Ca­fe­lân­dia sob o co­man­do de um gran­de ami­go, o De­co, di­re­tor do se­ma­ná­rio.

1984

Em Ca­fe­lân­dia, inau­gu­rei, ao la­do do gran­de com­pa­nhei­ro Sér­gio Ben­to, o jor­nal O Fo­lhe­to. Foi o pri­mei­ro jor­nal que co­nhe­ci pro­du­zi­do em má­qui­na de fo­to­có­pia, um equi­pa­men­to da Xe­rox do qual ti­rá­va­mos 300 exem­pla­res por se­ma­na. O jor­nal du­rou até 1987, quan­do fe­chou as por­tas por fal­ta de re­cur­sos (gran­de no­vi­da­de...).

1986

Já pe­la Uni­ver­si­da­de de Bau­ru, con­cluí o cur­so de co­mu­ni­ca­ção so­ci­al com ha­bi­li­ta­ção em jor­na­lis­mo.

1987

Co­me­mo­rei meu pri­mei­ro em­pre­go de­pois de for­ma­do. En­trei no Diá­rio de Bau­ru, nu­ma equi­pe che­fi­a­da por Edu­ar­do Nas­ral­la e que con­ta­va com João Ra­naz­zi, Ma­ria Amé­ri­ca, He­li­a­na, Tor­ren­te, Er­lin­ton Gou­lart, Acei­tu­no Jr. e o Bill. Aliás, ao po­lê­mi­co Nas­ral­la, en­tão edi­tor-che­fe do Diá­rio, de­vo o re­co­nhe­ci­men­to pe­lo in­cen­ti­vo de en­ca­rar o jor­na­lis­mo im­pres­so, que, no iní­cio, sem­pre nos sur­ge cheio de di­fi­cul­da­des. Tam­bém nes­se ano ti­ve a sa­tis­fa­ção de tra­ba­lhar na as­ses­so­ria de co­mu­ni­ca­ção da Uni­ver­si­da­de do Sa­gra­do Co­ra­ção, sem­pre sob a su­per­vi­são da ex­tra­or­di­ná­ria Ir­mã Ja­cin­ta Tu­ro­lo Gar­cia e apoi­a­do pe­la ami­za­de e co­o­pe­ra­ção da que­ri­da do­na Sil­via Gar­cia.

1988

Com dor no co­ra­ção, dei­xei o Diá­rio e a USC, pa­ra as­su­mir a se­cre­ta­ria de re­da­ção de O Im­par­ci­al, en­tão o prin­ci­pal jor­nal de Pre­si­den­te Pru­den­te. Fi­quei pou­co tem­po por lá, de ju­nho a se­tem­bro, quan­do me des­li­guei e ime­di­a­ta­men­te pas­sei a fa­zer as­ses­so­ria de im­pren­sa du­ran­te a cam­pa­nha elei­to­ral pa­ra a pre­fei­tu­ra.

1990

As­su­mi a che­fia de jor­na­lis­mo da Lins Rá­dio Clu­be. Tam­bém fo­ram bons tem­pos, ao la­do do gran­de Mo­a­cir Ama­ral, de apre­sen­ta­do­res que são ver­da­dei­ras len­das do rá­dio da­que­la re­gião, co­mo Rei­nal­do Mon­tei­ro e Jo­ta Mar­ques, e de fan­tás­ti­cos co­le­gas de re­da­ção, co­mo Ed­son Car­los e o Ce­bo­li­nha (que mor­reu mui­to jo­vem). Nes­se mes­mo ano, saí da LRC pa­ra os ín­ti­mos (bor­dão da emis­so­ra na épo­ca) e vol­tei pa­ra Bau­ru. Eu e meu ami­go Lou­ri­val Mag­no­ni lan­ça­mos a Pá­gi­na Um, uma agên­cia de co­mu­ni­ca­ção que so­bre­vi­veu pou­co tem­po. Nes­se mes­mo ano, co­me­cei a tra­ba­lhar co­mo re­pór­ter da Ve­ja In­te­ri­or, in­di­ca­do pe­lo já pro­fes­sor e ami­go de sem­pre, Di­no Mag­no­ni. Tra­ba­lhei du­ran­te três anos ao la­do dos ex­ce­len­tes fo­tó­gra­fos Luiz Tei­xei­ra, Qui­oshi Got­to e Ân­ge­lo Pe­ro­sa, sem­pre sob a co­or­de­na­ção do pes­so­al de São Pau­lo - Ro­se Del­fi­no, De­ni­se Li­ma, Fer­nan­do Men­don­ça.

1991

Em meio à lou­cu­ra do jor­na­lis­mo, de­pa­rei-me com meu amor. Co­nhe­ci, no Jor­nal da Ci­da­de, a jor­na­lis­ta Fer­nan­da Vil­las Bôas, com quem me ca­sei no ano se­guin­te, dan­do ori­gem à mi­nha fe­li­ci­da­de mais fun­da: Ana Cla­ra.

1993

Dei­xei a Ve­ji­nha pa­ra ini­ci­ar um nú­cleo de as­ses­so­ria de co­mu­ni­ca­ção na Tho­mas & As­so­ci­a­dos, tra­ba­lhan­do com gran­des com­pa­nhei­ros, en­tre eles, Tom Frei­tas, Mar­cos Hor­ta e Da­ni­lo Roth­berg. Tam­bém ti­ve o pra­zer de par­ti­ci­par do pro­gra­ma de de­ba­tes da TV FR, afi­li­a­da da Re­de Man­che­te em Bau­ru, ao la­do de co­le­gas in­crí­veis co­mo Fred Cal­mon, Jair Acei­tu­no e Mar­cus Lo­pes.

1994

Com o ami­go Pau­lo Tor­res, as­su­mi a edi­to­ria do Diá­rio de Bau­ru, que ti­nha à fren­te os em­pre­sá­ri­os Gér­son Tre­vi­za­ni e Jo­sé Luiz Gar­cia Pe­res, res­pon­sá­veis por for­tes in­ves­ti­men­tos pa­ra re­por o jor­nal num lu­gar de des­ta­que na his­tó­ria da ci­da­de. Co­me­ça­mos, en­tão, a re­for­mu­lar o ve­lho Diá­rio, uma das ta­re­fas mais apai­xo­nan­tes das quais já par­ti­ci­pei. O jor­nal, en­tão, ti­nha 800 exem­pla­res im­pres­sos em má­qui­na pla­na (em pre­to e bran­co), uma re­da­ção cheia de má­qui­nas ve­lhas de es­cre­ver e al­guns pou­cos he­rói­cos jor­na­lis­tas. No fi­nal da dé­ca­da, eram 15.000 exem­pla­res co­lo­ri­dos im­pres­sos em ro­ta­ti­vas, uma re­da­ção in­for­ma­ti­za­da e uma equi­pe com mais de 100 pes­so­as, en­tre jor­na­lis­tas e pro­fis­si­o­nais de ou­tras áre­as. Tam­bém foi mais ou me­nos por aí que ou­vi de meu so­gro, Ál­va­ro Vil­las Bôas, uma his­tó­ria que ori­gi­nou o li­vro Pa­ra­ba­la. Lem­bro-me de ter di­to a ele: va­mos es­cre­ver es­te li­vro a qua­tro mãos. Não deu tem­po. Ele mor­re­ria um ano de­pois.

2000

O Diá­rio fe­chou. Se­pa­rei-me de que­ri­dos ami­gos e co­le­gas de mui­ta lu­ta. Po­de­ria ci­tá-los aqui, mas che­guei a he­si­tar. E se al­guém, por fa­lha ex­clu­si­va da mi­nha me­mó­ria, fi­cas­se de fo­ra? Bem, de­pois pos­so in­cluí-los, não é is­so mes­mo? É uma das van­ta­gens da in­ter­net. Mas vi­ve­mos gran­des di­as no Diá­rio ao la­do de Adri­a­na Amo­rim, Pa­trí­cia Bo­ni­lha, Ri­car­do Fé­lix, Ro­se­a­ne An­dre­lo, Fer­nan­da Vil­las Bôas, Da­ni­e­la Bo­chem­bu­zo, Gi­e­dre Mou­ra, Sau­lo Adri­a­no, Sér­gio Pais, Gi­se­le Pe­ral­ta, Cris­ti­na Ca­mar­go, Gil­mar Di­as, El­len Li­ma, Jo­sé Be­ne­di­to da Sil­va, Jo­sé Al­ber­to Bom­big, Ales­san­dro Sil­va, João Pe­dro Fe­za, Cris­ti­na Li­ma, Ân­ge­lo Sas­tre, Mô­ni­ca De­li­ca­to, Ota­vio Val­le (Ta­tau), Sér­gio dos Reis (fo­to­jor­na­lis­ta que mor­reu em 2002), Ru­bens Car­dia (Ne­ti­nho), Er­nes­to Ro­dri­gues (Ne­tão), Su Statho­pou­los, Eli­san­dro As­ca­ri, Joy­ce Gua­dag­nuc­ci, João Cor­reia Fi­lho (Gandhi), Jor­ge Al­ber­to Ar­ru­da, Ma­ri­nho San­tos, Ju­nião, Gu­ga, Rób­son, Ra­fa, Ti­nho, Re­nê Gar­dim, Ri­car­do Po­let­ti­ni, Fa­bio Tur­ci, Luly Zon­ta, Tâ­nia Fon­se­ca, Aqui­les, Éri­ca, Ste­la Han­da, Li­ri­an Luiz, An­dré, Par­dal, Bru­não, Na­ná, Do­ra, Va­lé­ria, Mar­cão, Ale­xan­dre, Ta­tá, Ká­tia Morelli,Fabião, Hen­ri­que, Ed­na Mar­re­ro, Vil­ma Bor­ges, Ro­ber­ta Mathi­as, Ce­li, Seu João, Odair, To­ni­nho, Gu­ru e cer­ta­men­te ou­tros que irei in­cluin­do con­for­me meus po­bres neurô­ni­os re­cau­chu­ta­dos me avi­sa­rem. Ci­to ape­nas os no­mes li­ga­dos ao jor­na­lis­mo, mas, de co­ra­ção, saú­do a to­dos que tra­ba­lha­ram co­nos­co na­que­les anos de mui­ta lu­ta e gran­des con­quis­tas. Ain­da no ano 2000, co­me­cei a tra­ba­lhar na TV Mo­de­lo, a con­vi­te do en­tão edi­tor re­gi­o­nal Mar­cos Pi­za­no. Foi uma no­va fa­se pro­fis­si­o­nal. De­pois de tra­ba­lhar co­mo re­pór­ter, re­da­tor, se­cre­tá­rio de re­da­ção e edi­tor; de­pois de che­fi­ar vá­ri­as equi­pes jor­na­lís­ti­cas, co­me­cei tu­do ou­tra vez, na pro­du­ção da emis­so­ra. Es­ta­va, já, com 36 anos. E, o que foi mui­to le­gal, es­ta­va apren­den­do de no­vo, des­ta vez na TV, com for­mi­dá­veis co­le­gas: De­níl­son Mô­na­co, Fa­bio Tur­ci, Kel­len Ca­mar­go, Sér­gio Pa­ra­da, Fer­nan­da, Lu­cius de Mel­lo, Ar­nal­do Fer­raz, Giu­li­a­no Ara­nha (que de­pois vi­rou Ta­mu­ra), Mar­ce­lo Vic­ci­o­li, Pe­dro Ser­ra, Tâ­nia Guer­ra, Ra­quel Vi­ei­ra, Mar­cus Lo­pes, Már­cia Du­ran, Edwin Ga­bri­el, Cé­sar Ca­ri­o­ca, Lui­zão, Car­lão, Ma­ri­nho, Da­dá, Rei­nal­do Sil­va, Pau­lo Fi­guei­re­do, Moa, De­nis, Sal, Ma­ri­na, Di­o­go, Tor­ren­te, Ji­mi, Da­ni­lo, João, Lu­ci­a­na, Pau­lo Ayr­ton e mui­tos que fo­ram che­gan­do e ou­tros que fo­ram em­bo­ra.

2001

O no­vo edi­tor re­gi­o­nal, o ami­go Os­mar Chor, propôs que eu pas­sas­se a edi­tor do por­tal iMo­de­lo, o bra­ço da emis­so­ra na in­ter­net. Nos­so pri­mei­ro ti­me te­ve o im­pa­gá­vel Ivan Res­ta, Lau­ro, Cris, Mô­ni­ca e Ma­ria Pau­la. De­pois, en­tra­ram o Kris­to­fer­son, o Jú­ni­or e o Ti­a­go. Mais al­guns me­ses, eu as­su­mi a co­or­de­na­ção de pro­je­tos web da TV Mo­de­lo, a con­vi­te do di­re­tor-exe­cu­ti­vo Pau­lo Ro­ber­to de Si­quei­ra, afas­tan­do-me par­ci­al­men­te, de­pois de 19 anos, da ati­vi­da­de jor­na­lís­ti­ca. Pe­la pri­mei­ra vez, pas­sei a tra­ba­lhar di­re­ta­men­te li­ga­do a pro­fis­si­o­nais de áre­as dis­tin­tas do jor­na­lis­mo. E, pa­ra mi­nha fe­li­ci­da­de, con­ti­nuo a le­var sor­te ao co­nhe­cer fi­gu­ras for­mi­dá­veis na es­tra­da do meu tra­ba­lho, co­mo o Luiz Car­los, Mar­qui­nhos, Da­ni­el e to­da a vi­to­ri­o­sa equi­pe da TV Mo­de­lo e tam­bém nos­sos que­ri­dos par­cei­ros de iMo­de­lo.

2002

Lan­ço o ro­man­ce Pa­ra­ba­la e mi­nha pá­gi­na na in­ter­net.

2003

Co­me­ço a dar au­las de jor­na­lis­mo em Ca­tan­du­va, no IMES-FAFICA (Ins­ti­tu­to Mu­ni­ci­pal de En­si­no Su­pe­ri­or de Ca­tan­du­va). Em no­vem­bro, dei­xo a TV TEM (no­vo no­me da TV Mo­de­lo).

2004

Dou au­las tam­bém na Unesp-Bau­ru. Em maio, sou con­tra­ta­do co­mo co­men­ta­ris­ta do te­le­jor­nal Tem No­tí­ci­as Se­gun­da Edi­ção, da TV Tem.

2005

Sur­ge um no­vo e fan­tás­ti­co de­sa­fio. Em ju­lho, vou pa­ra São Jo­sé do Rio Pre­to, on­de par­ti­ci­po da im­plan­ta­ção do BOM DIA, o pri­mei­ro jor­nal da re­de que co­me­ça­va no in­te­ri­or de São Pau­lo. Ao la­do do jor­na­lis­ta e ami­go Jo­sué Su­zu­ki, co­me­ça­mos a mon­tar a equi­pe que ini­ci­a­ria um pro­je­to pi­o­nei­ro no jor­na­lis­mo do país. Em se­tem­bro, ao la­do do pró­prio Jo­sué, de Ma­rio Evan­ge­lis­ta, De­da Be­net­te, Ma­ria Ele­na Co­vre (a tre­pi­dan­te Bill), Jú­lio Gar­cia, Pau­lo Mon­tei­ro e de tan­tos co­le­gas in­crí­veis (aos quais se jun­ta­ria mais tar­de o gran­de Ed­mil­son Za­net­ti), le­va­mos às ru­as a pri­mei­ra edi­ção do BOM DIA, co­man­da­do pe­lo ino­va­dor e ins­pi­ra­dor Ma­ti­nas Su­zu­ki Jr. e pe­lo ou­sa­do em­pre­sá­rio (e tam­bém jor­na­lis­ta) J. Hawil­la. Em ou­tu­bro, vol­to pa­ra Bau­ru e mon­to a equi­pe que em no­vem­bro fa­ria es­tre­ar a se­gun­da pra­ça do BOM DIA. Ve­lhos e no­vos com­pa­nhei­ros jun­tam-se pa­ra dar a Bau­ru, fi­nal­men­te, seu se­gun­do jor­nal diá­rio, sob a di­re­ção exe­cu­ti­va do ma­ra­vi­lho­so Flá­vio de An­ge­lis.

2007

Uma gran­de tris­te­za: Flá­vio de An­ge­lis mor­re. E não di­go mais na­da por ora.

2008

As­su­mo a di­re­ção de re­da­ção da Re­de BOM DIA de jor­nais.

2011

Em agos­to, dei­xo a di­re­ção de re­da­ção da Re­de BOM DIA de jor­nais.