Eu mesmo

Olá, navegante do site www.marcioabc.com.br

De cara, já devo aler­tar so­bre mi­nhas dú­vi­das a res­peito do in­te­resse que o texto a se­guir pode des­per­tar em você. Tal­vez, ne­nhum. Mas, como este é um es­paço pes­soal, não me resta al­ter­na­tiva: vou mesmo te cha­tear com mi­nha tra­je­tó­ria, in­cluindo al­guns re­la­tos e – dá li­cença! – umas pou­cas ho­me­na­gens, atra­vés de sim­ples ci­ta­ções, a ve­lhos ami­gos e co­le­gas de es­trada. Vou me de­ter a as­pec­tos pro­fis­si­o­nais e a fa­tos que, de al­guma ma­neira, me li­gam a Pa­ra­bala, meu pri­meiro ro­mance. Quanto a você, há agora uma en­cru­zi­lhada: me acom­pa­nhe ou vá logo com­prar o meu li­vro!

1998

Ligo meu com­pu­ta­dor, levo as mãos à nuca, sinto uma pre­guiça leve. Penso. Passo a de­di­lhar o te­clado para ver no que vai dar este Pa­ra­bala? Ou me rendo a es­ses meus me­dos, es­sas mi­nhas in­cer­te­zas e deixo pra lá? Bem, re­solvi atro­pe­lar os me­dos e as in­cer­te­zas. Le­vei quase dois anos para es­cre­ver meu pri­meiro ro­mance. Não foi numa pau­lada só. Não, isso não. E onde é que eu me es­con­de­ria das mui­tas dú­vi­das cruéis, aque­las dú­vi­das na­tu­rais que sur­gem quando a gente se pro­põe a per­cor­rer no­vas tri­lhas? Bem, o fato é que fui em frente, bus­cando aden­trar a mata es­cura, ten­tando es­cre­ver algo que pu­desse sa­tis­fa­zer a mim e ao lei­tor. Do re­sul­tado prá­tico (para você, lei­tor) só sa­be­rei a par­tir de agora. Do in­terno, con­fesso, é um de­leite. Ler li­vros e, agora, es­cre­ver um de­les é algo ex­tra­or­di­ná­rio. Pena que a vida passa e a mai­o­ria das pes­soas não des­co­bre o pra­zer de mer­gu­lhar nesse de­li­ci­oso oce­ano azul que é a li­te­ra­tura.

1964

Você deve vin­cu­lar este ano fa­tí­dico à re­vo­lu­ção. Re­al­mente, você tem toda a ra­zão. Mas saiba tam­bém que foi em meio àquela ne­bu­lo­si­dade po­lí­tica que eu nasci. Che­guei numa tarde tensa de sá­bado. Ex­plico o tensa: com meus 5 qui­los e 400 gra­mas, não é que en­fren­tei mi­nha pri­meira in­de­ci­são? Dei­xar o acon­chego do útero ma­terno não foi tão fá­cil as­sim. Co­me­cei a nas­cer e, sem dar sa­tis­fa­ção, cru­zei os bra­ços. Isso mesmo: pa­rei no meio do ca­mi­nho. In­crí­vel: um bebê gre­vista! Bem, o certo é que quase ma­tei mi­nha mãe he­róica. Aliás, foi um epi­só­dio de he­róis aquele: mi­nha mãe en­fren­tou as do­res do parto na­tu­ral; meu pai, di­ante da mi­nha zom­ba­ria sem graça, foi quem deu uma se­nhora mão à par­teira, arrancando-me à força de onde eu ha­via en­ca­lhado; e meus três ir­mãos su­por­ta­ram, do lado de fora da casa, as fer­ro­a­das da cu­ri­o­si­dade ju­ve­nil acom­pa­nha­das de medo. Medo de que a mãe mor­resse. Medo de que o ir­mão – o ca­çula – não vin­gasse. Ali, no meio da La­goa Seca, bairro ru­ral de Ca­fe­lân­dia, onde nasci, po­de­ria ter ha­vido mor­tes, isto sim. A essa al­tura, você, caro ma­ri­nheiro da web que me acom­pa­nha neste re­lato, já deve es­tar pen­sando: se fosse as­sim, não es­ta­ria tor­rando meu saco agora. O fato é que eu so­bre­vivi. E, você, que con­ti­nua firme nessa lei­tura, tam­bém.

1966

Se há algo que nos marca, mais do que o nas­ci­mento, é a morte. Pois bem. A morte é, iro­ni­ca­mente, mi­nha pri­meira lem­brança da vida. Ela me surge, ní­tida, num quebra-cabeça de re­cor­da­ções: a casa prin­ci­pal do sí­tio, a porta de duas fo­lhas aberta, a viúva, com o véu ne­gro lhe co­brindo o rosto, sen­tada à ca­be­ceira do cai­xão. À ca­deira, ela, mi­nha avó, e, en­cai­xo­tado, meu avô. Lá fora, com um de meus ir­mãos, eu re­co­lho flo­res, flo­res es­car­la­tes como a cor dos olhos da mi­nha avó na­quele dia triste.

1971

Aos 7 anos, pas­sei três dias cho­rando em­baixo da cama, no chão frio do meu quarto. Foi a me­lan­co­lia que me con­su­miu quando mi­nha fa­mí­lia se mu­dou para a ci­dade, dei­xando para trás mi­nha terra boa para se pi­sar des­calço, os po­ma­res, as som­bras das man­guei­ras, as pas­ta­gens, os vaga-lumes da noite, a es­co­li­nha rús­tica da Fa­zenda Bem Es­tar, os car­rei­rões de vaca brava, mi­nhas tias, meus pri­mos, mi­nha avó, mi­nha fe­li­ci­dade de me­nino.

1976

Foi um ano im­por­tante pra mim. Na sexta sé­rie es­co­lar, é que sur­giu meu nome de guerra: ABC. Foi as­sim: can­sado de pre­en­cher os ca­be­ça­lhos das pro­vas com meu nome na ín­te­gra (Márcio An­to­nio Blanco Cava), de­cidi abreviá-lo para Márcio A.B.C.. Mi­nha pro­fes­sora de his­tó­ria na Es­cola Pro­fes­sor An­to­nio Rubi Gi­me­nes ainda ten­tou dis­cor­dar. Pra quê? Foi a deixa para que, tur­rão, eu ado­tasse de­fi­ni­ti­va­mente a si­gla. Sem os pon­tos en­tre o ABC.

1981

Só aí, aos 17 anos, é que con­so­li­dei mi­nha de­ci­são de pres­tar ves­ti­bu­lar para jor­na­lismo. Na época, fa­zendo o gi­ná­sio na Es­cola Val­do­miro Sil­veira, em Ca­fe­lân­dia, eu gos­tava quando uma de mi­nhas pro­fes­so­ras, Sil­via Elaine Bag­gio, me cha­mava de jor­na­lista. Sem sa­ber, tal­vez, in­vo­lun­ta­ri­a­mente, ela te­nha me dado um em­pur­rão psi­co­ló­gico rumo à mi­nha pro­fis­são. De pro­fes­so­ras e pro­fes­so­res, aliás, sem­pre fui bem ser­vido, desde a pri­meira sé­rie, ainda no sí­tio: Odete Pa­zetto; de­pois, vi­e­ram Aracy Ga­briel, Do­lo­res Mar­ti­nez, Te­re­zi­nha Al­go­doal, Lour­des Tor­res, es­tas as do pri­má­rio. No gi­ná­sio, fo­ram tan­tos: Cris­tina Par­reira, Jacy, Ivete, Io­landa, De­nise, Ed­son, Alé­cia, Mi­lani, Lia, Alba, Odair, Car­li­nhos, Sid­ney, Ma­riko, Tu­fim, Ed­mar, Vera, Ci­nira, Sa­kie, Te­re­zi­nha, Cida…
E o que di­zer dos ami­gos de es­cola? Es­tes, nem me ar­risco a ci­tar, com medo de co­me­ter in­jus­ti­ças.

1982

Co­me­çei a fa­zer jor­na­lismo. Aliás, co­mu­ni­ca­ção so­cial. Foi na Fun­da­ção Edu­ca­ci­o­nal de Bauru, ainda na Vila Fal­cão, e de­pois na Uni­ver­si­dade de Bauru, com pro­fes­so­res como An­to­nio Car­los de Je­sus, Mu­rilo Cé­sar So­a­res, Celso Pe­losi, Malu, Sa­le­ti­nha, Jane, Jorge Ijuim, Sô­nia Mo­zer, Ma­ria An­to­nia, Lú­cia He­lena, Jac­ques Ver­vier (desculpe-me se me en­gano na gra­fia), Sér­gio Lha­mas, Paulo Sér­gio Si­mo­netti, Fer­nando Aze­vedo… Vi­a­java di­a­ri­a­mente, de Ca­fe­lân­dia a Bauru (80 quilô­me­tros). Tra­ba­lhava du­rante o dia em Ca­fe­lân­dia e es­tu­dava à noite. Co­me­cei a es­cre­ver para o Jor­nal de Ca­fe­lân­dia sob o co­mando de um grande amigo, o Deco, di­re­tor do se­ma­ná­rio.

1984

Em Ca­fe­lân­dia, inau­gu­rei, ao lado do grande com­pa­nheiro Sér­gio Bento, o jor­nal O Fo­lheto. Foi o pri­meiro jor­nal que co­nheci pro­du­zido em má­quina de fo­to­có­pia, um equi­pa­mento da Xe­rox do qual ti­rá­va­mos 300 exem­pla­res por se­mana. O jor­nal du­rou até 1987, quando fe­chou as por­tas por falta de re­cur­sos (grande no­vi­dade…).

1986

Já pela Uni­ver­si­dade de Bauru, con­cluí o curso de co­mu­ni­ca­ção so­cial com ha­bi­li­ta­ção em jor­na­lismo.

1987

Co­me­mo­rei meu pri­meiro em­prego de­pois de for­mado. En­trei no Diá­rio de Bauru, numa equipe che­fi­ada por Edu­ardo Nas­ralla e que con­tava com João Ra­nazzi, Ma­ria Amé­rica, He­li­ana, Tor­rente, Er­lin­ton Gou­lart, Acei­tuno Jr. e o Bill. Aliás, ao po­lê­mico Nas­ralla, en­tão editor-chefe do Diá­rio, devo o re­co­nhe­ci­mento pelo in­cen­tivo de en­ca­rar o jor­na­lismo im­presso, que, no iní­cio, sem­pre nos surge cheio de di­fi­cul­da­des. Tam­bém nesse ano tive a sa­tis­fa­ção de tra­ba­lhar na as­ses­so­ria de co­mu­ni­ca­ção da Uni­ver­si­dade do Sa­grado Co­ra­ção, sem­pre sob a su­per­vi­são da ex­tra­or­di­ná­ria Irmã Ja­cinta Tu­rolo Gar­cia e apoi­ado pela ami­zade e co­o­pe­ra­ção da que­rida dona Sil­via Gar­cia.

1988

Com dor no co­ra­ção, dei­xei o Diá­rio e a USC, para as­su­mir a se­cre­ta­ria de re­da­ção de O Im­par­cial, en­tão o prin­ci­pal jor­nal de Pre­si­dente Pru­dente. Fi­quei pouco tempo por lá, de ju­nho a se­tem­bro, quando me des­li­guei e ime­di­a­ta­mente pas­sei a fa­zer as­ses­so­ria de im­prensa du­rante a cam­pa­nha elei­to­ral para a pre­fei­tura.

1990

As­sumi a che­fia de jor­na­lismo da Lins Rá­dio Clube. Tam­bém fo­ram bons tem­pos, ao lado do grande Mo­a­cir Ama­ral, de apre­sen­ta­do­res que são ver­da­dei­ras len­das do rá­dio da­quela re­gião, como Rei­naldo Mon­teiro e Jota Mar­ques, e de fan­tás­ti­cos co­le­gas de re­da­ção, como Ed­son Car­los e o Ce­bo­li­nha (que mor­reu muito jo­vem). Nesse mesmo ano, saí da LRC para os ín­ti­mos (bor­dão da emis­sora na época) e vol­tei para Bauru. Eu e meu amigo Lou­ri­val Mag­noni lan­ça­mos a Pá­gina Um, uma agên­cia de co­mu­ni­ca­ção que so­bre­vi­veu pouco tempo. Nesse mesmo ano, co­me­cei a tra­ba­lhar como re­pór­ter da Veja In­te­rior, in­di­cado pelo já pro­fes­sor e amigo de sem­pre, Dino Mag­noni. Tra­ba­lhei du­rante três anos ao lado dos ex­ce­len­tes fo­tó­gra­fos Luiz Tei­xeira, Qui­oshi Gotto e Ân­gelo Pe­rosa, sem­pre sob a co­or­de­na­ção do pes­soal de São Paulo – Rose Del­fino, De­nise Lima, Fer­nando Men­donça.

1991

Em meio à lou­cura do jor­na­lismo, deparei-me com meu amor. Co­nheci, no Jor­nal da Ci­dade, a jor­na­lista Fer­nanda Vil­las Bôas, com quem me ca­sei no ano se­guinte, dando ori­gem à mi­nha fe­li­ci­dade mais funda: Ana Clara.

1993

Dei­xei a Ve­ji­nha para ini­ciar um nú­cleo de as­ses­so­ria de co­mu­ni­ca­ção na Tho­mas & As­so­ci­a­dos, tra­ba­lhando com gran­des com­pa­nhei­ros, en­tre eles, Tom Frei­tas, Mar­cos Horta e Da­nilo Roth­berg. Tam­bém tive o pra­zer de par­ti­ci­par do pro­grama de de­ba­tes da TV FR, afi­li­ada da Rede Man­chete em Bauru, ao lado de co­le­gas in­crí­veis como Fred Cal­mon, Jair Acei­tuno e Mar­cus Lo­pes.

1994

Com o amigo Paulo Tor­res, as­sumi a edi­to­ria do Diá­rio de Bauru, que ti­nha à frente os em­pre­sá­rios Gér­son Tre­vi­zani e José Luiz Gar­cia Pe­res, res­pon­sá­veis por for­tes in­ves­ti­men­tos para re­por o jor­nal num lu­gar de des­ta­que na his­tó­ria da ci­dade. Co­me­ça­mos, en­tão, a re­for­mu­lar o ve­lho Diá­rio, uma das ta­re­fas mais apai­xo­nan­tes das quais já par­ti­ci­pei. O jor­nal, en­tão, ti­nha 800 exem­pla­res im­pres­sos em má­quina plana (em preto e branco), uma re­da­ção cheia de má­qui­nas ve­lhas de es­cre­ver e al­guns pou­cos he­rói­cos jor­na­lis­tas. No fi­nal da dé­cada, eram 15.000 exem­pla­res co­lo­ri­dos im­pres­sos em ro­ta­ti­vas, uma re­da­ção in­for­ma­ti­zada e uma equipe com mais de 100 pes­soas, en­tre jor­na­lis­tas e pro­fis­si­o­nais de ou­tras áreas. Tam­bém foi mais ou me­nos por aí que ouvi de meu so­gro, Ál­varo Vil­las Bôas, uma his­tó­ria que ori­gi­nou o li­vro Pa­ra­bala. Lembro-me de ter dito a ele: va­mos es­cre­ver este li­vro a qua­tro mãos. Não deu tempo. Ele mor­re­ria um ano de­pois.

2000

O Diá­rio fe­chou. Separei-me de que­ri­dos ami­gos e co­le­gas de muita luta. Po­de­ria citá-los aqui, mas che­guei a he­si­tar. E se al­guém, por fa­lha ex­clu­siva da mi­nha me­mó­ria, fi­casse de fora? Bem, de­pois posso incluí-los, não é isso mesmo? É uma das van­ta­gens da in­ter­net. Mas vi­ve­mos gran­des dias no Diá­rio ao lado de Adri­ana Amo­rim, Pa­trí­cia Bo­ni­lha, Ri­cardo Fé­lix, Ro­se­ane An­drelo, Fer­nanda Vil­las Bôas, Da­ni­ela Bo­chem­buzo, Gi­e­dre Moura, Saulo Adri­ano, Sér­gio Pais, Gi­sele Pe­ralta, Cris­tina Ca­margo, Gil­mar Dias, El­len Lima, José Be­ne­dito da Silva, José Al­berto Bom­big, Ales­san­dro Silva, João Pe­dro Feza, Cris­tina Lima, Ân­gelo Sas­tre, Mô­nica De­li­cato, Ota­vio Valle (Ta­tau), Sér­gio dos Reis (fo­to­jor­na­lista que mor­reu em 2002), Ru­bens Car­dia (Ne­ti­nho), Er­nesto Ro­dri­gues (Ne­tão), Su Statho­pou­los, Eli­san­dro As­cari, Joyce Gua­dag­nucci, João Cor­reia Fi­lho (Gandhi), Jorge Al­berto Ar­ruda, Ma­ri­nho San­tos, Ju­nião, Guga, Rób­son, Rafa, Ti­nho, Renê Gar­dim, Ri­cardo Po­let­tini, Fa­bio Turci, Luly Zonta, Tâ­nia Fon­seca, Aqui­les, Érica, Stela Handa, Li­rian Luiz, An­dré, Par­dal, Bru­não, Naná, Dora, Va­lé­ria, Mar­cão, Ale­xan­dre, Tatá, Ká­tia Morelli,Fabião, Hen­ri­que, Edna Mar­rero, Vilma Bor­ges, Ro­berta Mathias, Celi, Seu João, Odair, To­ni­nho, Guru e cer­ta­mente ou­tros que irei in­cluindo con­forme meus po­bres neurô­nios re­cau­chu­ta­dos me avi­sa­rem. Cito ape­nas os no­mes li­ga­dos ao jor­na­lismo, mas, de co­ra­ção, saúdo a to­dos que tra­ba­lha­ram co­nosco na­que­les anos de muita luta e gran­des con­quis­tas. Ainda no ano 2000, co­me­cei a tra­ba­lhar na TV Mo­delo, a con­vite do en­tão edi­tor re­gi­o­nal Mar­cos Pi­zano. Foi uma nova fase pro­fis­si­o­nal. De­pois de tra­ba­lhar como re­pór­ter, re­da­tor, se­cre­tá­rio de re­da­ção e edi­tor; de­pois de che­fiar vá­rias equi­pes jor­na­lís­ti­cas, co­me­cei tudo ou­tra vez, na pro­du­ção da emis­sora. Es­tava, já, com 36 anos. E, o que foi muito le­gal, es­tava apren­dendo de novo, desta vez na TV, com for­mi­dá­veis co­le­gas: De­níl­son Mô­naco, Fa­bio Turci, Kel­len Ca­margo, Sér­gio Pa­rada, Fer­nanda, Lu­cius de Mello, Ar­naldo Fer­raz, Giu­li­ano Ara­nha (que de­pois vi­rou Ta­mura), Mar­celo Vic­ci­oli, Pe­dro Serra, Tâ­nia Guerra, Ra­quel Vi­eira, Mar­cus Lo­pes, Már­cia Du­ran, Edwin Ga­briel, Cé­sar Ca­ri­oca, Lui­zão, Car­lão, Ma­ri­nho, Dadá, Rei­naldo Silva, Paulo Fi­guei­redo, Moa, De­nis, Sal, Ma­rina, Di­ogo, Tor­rente, Jimi, Da­nilo, João, Lu­ci­ana, Paulo Ayr­ton e mui­tos que fo­ram che­gando e ou­tros que fo­ram em­bora.

2001

O novo edi­tor re­gi­o­nal, o amigo Os­mar Chor, propôs que eu pas­sasse a edi­tor do por­tal iMo­delo, o braço da emis­sora na in­ter­net. Nosso pri­meiro time teve o im­pa­gá­vel Ivan Resta, Lauro, Cris, Mô­nica e Ma­ria Paula. De­pois, en­tra­ram o Kris­to­fer­son, o Jú­nior e o Ti­ago. Mais al­guns me­ses, eu as­sumi a co­or­de­na­ção de pro­je­tos web da TV Mo­delo, a con­vite do diretor-executivo Paulo Ro­berto de Si­queira, afastando-me par­ci­al­mente, de­pois de 19 anos, da ati­vi­dade jor­na­lís­tica. Pela pri­meira vez, pas­sei a tra­ba­lhar di­re­ta­mente li­gado a pro­fis­si­o­nais de áreas dis­tin­tas do jor­na­lismo. E, para mi­nha fe­li­ci­dade, con­ti­nuo a le­var sorte ao co­nhe­cer fi­gu­ras for­mi­dá­veis na es­trada do meu tra­ba­lho, como o Luiz Car­los, Mar­qui­nhos, Da­niel e toda a vi­to­ri­osa equipe da TV Mo­delo e tam­bém nos­sos que­ri­dos par­cei­ros de iMo­delo.

2002

Lanço o ro­mance Pa­ra­bala e mi­nha pá­gina na in­ter­net.

2003

Co­meço a dar au­las de jor­na­lismo em Ca­tan­duva, no IMES-FAFICA (Ins­ti­tuto Mu­ni­ci­pal de En­sino Su­pe­rior de Ca­tan­duva). Em no­vem­bro, deixo a TV TEM (novo nome da TV Mo­delo).

2004

Dou au­las tam­bém na Unesp-Bauru. Em maio, sou con­tra­tado como co­men­ta­rista do te­le­jor­nal Tem No­tí­cias Se­gunda Edi­ção, da TV Tem.

2005

Surge um novo e fan­tás­tico de­sa­fio. Em ju­lho, vou para São José do Rio Preto, onde par­ti­cipo da im­plan­ta­ção do BOM DIA, o pri­meiro jor­nal da rede que co­me­çava no in­te­rior de São Paulo. Ao lado do jor­na­lista e amigo Jo­sué Su­zuki, co­me­ça­mos a mon­tar a equipe que ini­ci­a­ria um pro­jeto pi­o­neiro no jor­na­lismo do país. Em se­tem­bro, ao lado do pró­prio Jo­sué, de Ma­rio Evan­ge­lista, Deda Be­nette, Ma­ria Elena Co­vre (a tre­pi­dante Bill), Jú­lio Gar­cia, Paulo Mon­teiro e de tan­tos co­le­gas in­crí­veis (aos quais se jun­ta­ria mais tarde o grande Ed­mil­son Za­netti), le­va­mos às ruas a pri­meira edi­ção do BOM DIA, co­man­dado pelo ino­va­dor e ins­pi­ra­dor Ma­ti­nas Su­zuki Jr. e pelo ou­sado em­pre­sá­rio (e tam­bém jor­na­lista) J. Hawilla. Em ou­tu­bro, volto para Bauru e monto a equipe que em no­vem­bro fa­ria es­trear a se­gunda praça do BOM DIA. Ve­lhos e no­vos com­pa­nhei­ros juntam-se para dar a Bauru, fi­nal­mente, seu se­gundo jor­nal diá­rio, sob a di­re­ção exe­cu­tiva do ma­ra­vi­lhoso Flá­vio de An­ge­lis.

2007

Uma grande tris­teza: Flá­vio de An­ge­lis morre. E não digo mais nada por ora.

2008

As­sumo a di­re­ção de re­da­ção da Rede BOM DIA de jor­nais.

2011

Em agosto, deixo a di­re­ção de re­da­ção da Rede BOM DIA de jor­nais.