Impressões

Chico, o maior de todos

sexta-feira, 23 de março de 2012 Texto de

Di­zem que quando va­mos fi­cando ve­lhos, gos­ta­mos de nos ape­gar a coi­sas do pas­sado, aos ecos de nossa vida. Acho que es­tou fi­cando ve­lho. Sem­pre que posso me di­virto com a “Es­co­li­nha do Pro­fes­sor Rai­mundo”. Passa no ca­nal Viva. 

Não sou sau­do­sista. Ape­nas te­nho sau­da­des. Isso não quer di­zer que des­prezo o hoje, a vida bem me­lhor de hoje (se com­pa­rada, por exem­plo, aos ve­lhos tem­pos de Chico City, nos anos 1970). O fato é que ver o que pas­sou re­volve den­tro de nossa alma o que fo­mos e o que gos­ta­ría­mos de ter sido, o que fi­ze­mos e o que gos­ta­ría­mos de ter feito (ou não ter sido ou não ter feito).

Chico Any­sio vas­cu­lhou as nos­sas al­mas com seus in­crí­veis per­so­na­gens. Não há como fi­car alheio à sua morte. Sua arte, cri­ti­cada ou res­pei­tada, le­vou para a TV o Bra­sil pe­la­dão. Mos­trando tudo. 

É uma pena que desta vez não seja só um vapt-vupt. Não é in­ter­valo. É o fim mesmo. Aca­bou o pro­grama. Os cré­di­tos es­tão pas­sando na tela. Mor­reu Chico, o maior ator bra­si­leiro de to­dos os tem­pos.

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