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Sobre Mariana e Paris

sábado, 14 de novembro de 2015 Texto de

Des­cas­cá­va­mos as la­ran­jas miú­das e do­ces, e as cas­cas des­pren­den­do su­mo que im­preg­na­va as mãos e os bra­ços caíam so­bre o ca­pim, on­de aos pou­cos, e com o pas­sar dos di­as, mis­tu­ra­vam-se ao so­lo, tal­vez ali­men­tan­do su­as raí­zes ou ape­nas fun­din­do-se na­tu­ral­men­te com a his­tó­ria de seu bi­o­ma, por as­sim di­zer, num se­xo ele­men­tar em que a ter­ra ime­mo­ri­al pe­ne­tra o ve­ge­tal úmi­do, ou vi­ce-ver­sa, tan­to faz
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Tambores vazios

terça-feira, 2 de setembro de 2014 Texto de

Ve­jam co­mo não tem mui­to se­gre­do es­cre­ver so­bre po­lí­ti­ca no Bra­sil. É só atu­a­li­zar a gra­má­ti­ca. Pu­bli­quei es­te ar­ti­go no jor­nal “Bom Dia” em ja­nei­ro de 2006.

Tam­bo­res va­zi­os

Os dis­cur­sos po­lí­ti­cos es­tão ca­da vez mais pa­re­ci­dos. E va­zi­os. Com ra­ros des­vi­os de per­cur­so, to­dos de­fen­dem ba­si­ca­men­te as mes­mas pro­pos­tas. São tex­tos de­co­ra­dos e es­co­lhi­dos pa­ra so­ar bem aos ou­vi­dos da po­pu­la­ção. Mas o pi­or mes­mo é per­ce­ber cá em­bai­xo, en­tre nós, ple­beus com­pa­de­ci­dos, a pra­ga da mes­mi­ce.
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A farra da casa grande

quinta-feira, 20 de Março de 2014 Texto de

Não sei se foi Bal­zac, mas dis­se­ram uma vez es­ta fra­se que se per­pe­tu­ou (al­go as­sim): to­da gran­de for­tu­na es­con­de um gran­de cri­me. Tal­vez fi­cas­se me­lhor as­sim: to­da for­tu­na es­con­de um cri­me.
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Exemplos de um mundo estranho

quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014 Texto de
O jornalista Flávio de Angelis

O jor­na­lis­ta Flá­vio de An­ge­lis

Se­rá ver­da­de es­sa his­tó­ria de que a apre­sen­ta­do­ra po­lê­mi­ca ga­nhou dos co­fres pú­bli­cos sem tra­ba­lhar? Não sei. Mas há mui­tas e mui­tas his­tó­ri­as do ti­po. Por is­so é bom a gen­te se agar­rar às bo­as re­fe­rên­ci­as. Ca­so con­trá­rio, sei lá, afun­da.
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Sobre a morte em serviço de policial de 27 anos

terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014 Texto de

Cla­ro que eu não vou di­zer aqui “e ago­ra, ca­dê o pes­so­al que de­fen­de os di­rei­tos hu­ma­nos?”. Por­que o pes­so­al que de­fen­de os di­rei­tos hu­ma­nos de­fen­de uma par­ce­la da po­pu­la­ção que a so­ci­e­da­de mar­gi­na­li­zou, en­cur­ra­lou, dei­xou qua­se sem saí­da. De­fen­der os di­rei­tos hu­ma­nos, por­tan­to, mais do que obri­ga­ção, é pra­ti­ca­men­te um cer­ti­fi­ca­do, tris­te e ne­ces­sá­rio, de que ain­da não dei­xa­mos es­ca­par com­ple­ta­men­te o pou­co de hu­ma­ni­da­de que nos res­ta.
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O catador condenado e a grande suruba

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 Texto de

Um ca­ta­dor, mo­ra­dor de rua, é o pri­mei­ro con­de­na­do da on­da de ma­ni­fes­ta­ções des­te ano. Cin­co anos e dez me­ses em re­gi­me fe­cha­do.
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O trabalho e os homens

domingo, 20 de outubro de 2013 Texto de

A úl­ti­ma vez que eu o vi foi na cal­ça­da de uma ave­ni­da. Car­re­ga­va seu co­mér­cio am­bu­lan­te. De cha­péu e man­gas lon­gas pa­ra se pro­te­ger do sol.
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ASSOMBRANDO OS POLÍTICOS: manifestantes no Congresso Nacional

ASSOMBRANDO OS POLÍTICOS: ma­ni­fes­tan­tes no Con­gres­so Na­ci­o­nal (Fo­to: Agên­cia Bra­sil)

Com to­do o res­pei­to de sem­pre às opi­niões con­trá­ri­as, acho uma gran­de bo­ba­gem es­sa his­tó­ria de fi­car li­gan­do o atu­al mo­vi­men­to das ru­as a uma pró­xi­ma elei­ção qual­quer.

Vin­cu­lar a im­por­tân­cia das ma­ni­fes­ta­ções a um de­ter­mi­na­do re­sul­ta­do nas ur­nas soa ao ve­lho es­pec­tro con­ser­va­dor e co­mo­dis­ta que cos­tu­ma mar­car a po­lí­ti­ca bra­si­lei­ra.
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Demorou: enfim, aí está a nova república!

segunda-feira, 17 de junho de 2013 Texto de

Mi­lha­res gri­tan­do nas ru­as, mi­lhões gri­tan­do pa­ra seus pró­pri­os co­ra­ções: sou bra­si­lei­ro, por­ra!

Mas por que se­rá que de­mo­rou tan­to?
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No trono

quarta-feira, 8 de Maio de 2013 Texto de

Ou­tro dia, vi uma en­tre­vis­ta do Reis Vel­lo­so, mi­nis­tro dos go­ver­nos Mé­di­ci e Gei­sel, em que ele con­ta um de­ta­lhe cu­ri­o­so dos anos 1970. Diz que ele e Gol­bery (aque­le) dis­cu­ti­am as­sun­tos do go­ver­no en­quan­to es­ta­vam no ba­nhei­ro, am­bos sen­ta­dos no “tro­no” (ter­mi­no­lo­gia que ele pró­prio usa na en­tre­vis­ta). Bom, não é à toa que aque­le pe­río­do le­vou o país à mer­da.

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