Impressões

O Brasil de Rolando Boldrin

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 Texto de


Eu sem­pre gos­tei do Ro­lando Bol­drin. Quem lê meu blog ou quem me co­nhece há al­gum tempo sabe da mi­nha ori­gem, uma ori­gem ru­ral, uma ori­gem que se junta a tan­tas ou­tras deste Bra­sil agreste. Nós, que vi­e­mos do campo, car­re­ga­mos uma sina que às ve­zes nos con­forta e em ou­tras nos abor­rece: gos­ta­mos do su­jeito (ou não gos­ta­mos) logo de cara. Não sei o que é. Tal­vez seja um co­nhe­ci­mento ime­mo­rial ou, quem sabe, uma des­sas mui­tas bo­ba­gens nas quais nós con­fi­a­mos como se fosse uma lei ina­ba­lá­vel.

O Ro­lando Bol­drin é um des­ses ca­ras que, den­tro dessa vi­são in­certa que in­ter­fere em nos­sas im­pres­sões e em nos­sas con­vic­ções, pa­rece ser cor­reto, ín­te­gro, con­fiá­vel. Lem­bra um tio ca­ri­nhoso que nos sen­tava ao seu lado e nos con­tava uma his­tó­ria bo­nita. De ca­chor­ros he­róis. De es­tre­las bri­lhan­tes. Ou as­sus­ta­dora. Uma his­tó­ria de ter­rí­veis on­ças. De as­som­bra­ções.

Até hoje, quando posso, vejo o pro­grama dele na TV Cul­tura (agora é às quin­tas). A va­lo­ri­za­ção da mú­sica e dos cos­tu­mes deste Bra­sil afora en­con­tra no pro­grama “Sr. Bra­sil” um es­paço in­co­mum, um es­paço ge­ne­roso para mú­si­cos pre­te­ri­dos pelo show de ba­na­li­da­des que in­festa a te­le­vi­são bra­si­leira.

Acho “Vide Vida Mar­vada” um dos gran­des clás­si­cos da nossa mú­sica. On­tem, vas­cu­lhando nes­sas ban­qui­nhas de pos­tos de beira de es­trada, achei um CD dele. E com­prei. Abaixo, um ví­deo com a com­po­si­ção. Ro­lando Bol­drin can­tando ao vivo.

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