Impressões

A natureza vomita

terça-feira, 22 de dezembro de 2009 Texto de

Os ata­ques ter­ro­ris­tas na Ín­dia e a ca­tás­trofe em Santa Ca­ta­rina são de ti­rar o sono, a ale­gria e a es­pe­rança. So­bre o ter­ro­rismo, é mais um ca­pí­tulo. Mas e esse ver­da­deiro des­man­che logo ali no sul? Parece-me algo novo, sem pre­ce­den­tes ao me­nos para nós que vi­ve­mos num pa­raíso tro­pi­cal (por fa­vor, le­vem em conta que a uti­li­za­ção de “pa­raíso tro­pi­cal” é bas­tante irô­nico de mi­nha parte). 

Sem dar vol­tas, é isto: a blas­fê­mia am­bi­en­tal do ho­mem cus­pida de volta pela na­tu­reza. Não vejo como res­pei­tar su­jei­tos que se tra­ves­tem de po­der pú­blico e, ao longo do tempo, das dé­ca­das ou dos sé­cu­los, agem com ta­ma­nha ir­res­pon­sa­bi­li­dade. Ou al­guém vai acei­tar os far­ra­pos de des­cul­pas emol­du­ra­das em ares de sur­presa? Sim, se­nho­res. E se­nho­ras. Eis aí o si­nal ver­me­lho. Onde es­tão as fi­gu­ras que, no po­der, dei­xa­ram de pla­ne­jar nos­sas áreas ur­ba­nas e as ocu­pa­ções ru­rais? Eu os acuso. Eu os con­deno. Mas sei que eles não se con­si­de­ram acu­sa­dos nem con­de­na­dos e es­tão ocu­pa­dos lu­di­bri­ando lá­gri­mas sin­ce­ras que ja­mais se­rão ca­pa­zes de la­var a má­cula do Ita­jaí.

(Isso sem con­tar nossa eterna pas­si­vi­dade)

Compartilhe