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As eleições e o nosso passado

terça-feira, 5 de outubro de 2010 Texto de


De­ta­lhe da fo­to que ilus­tra meu tex­to: aden­tre meu blog e sa­be­rá do que es­tou di­zen­do

Eu ve­nho di­zen­do aos meus ami­gos que es­tou de sa­co cheio de po­lí­ti­ca. Não é fá­cil le­var a sé­rio o que de­ve­ria ser sé­rio e não é. Mas o ca­so é que não há co­mo fu­gir. Não há co­mo sim­ples­men­te cru­zar os bra­ços e di­zer “es­tou fo­ra”. Bom, ao me­nos por en­quan­to. En­tão, va­mos in­do.

Aca­bou o pri­mei­ro tem­po da elei­ção pre­si­den­ci­al. Vem aí o se­gun­do tur­no. E a gran­de per­gun­ta ho­je é: que ru­mo Ma­ri­na vai to­mar? Nun­ca o Par­ti­do Ver­de te­ve tan­ta im­por­tân­cia. Is­to é sé­rio: a Ma­ri­na con­se­guiu mos­trar que o país ain­da tem ca­be­los on­de se agar­rar.

Mas va­mos ao que me in­te­res­sa aqui. Ser­ra e Dil­ma es­tão se der­re­ten­do pa­ra o la­do da Ma­ri­na. Cla­ro, não há ou­tra saí­da. Fo­ra da dis­pu­ta do se­gun­do tur­no, ela po­de de­ci­dir quem se­rá o pró­xi­mo pre­si­den­te. E é cu­ri­o­so co­mo Ser­ra e Dil­ma ten­tam en­con­trar afi­ni­da­des com a mu­lher que fez jus ao ver­de de nos­sa ban­dei­ra.

Mas se­rá que eles têm mes­mo al­gu­ma afi­ni­da­de? Bem, a his­tó­ria mos­tra­rá. Es­pe­ro. O fa­to é que, tal­vez mais do que o Ser­ra e a Dil­ma, quem re­al­men­te tem afi­ni­da­de com a Ma­ri­na sou eu. Num ou­tro dia, pos­so con­tar em de­ta­lhes co­mo amo a na­tu­re­za. Ho­je, na ver­da­de, es­cre­vi tu­do is­so só pa­ra mos­trar a fo­to abai­xo.

Foi num dia em que fi­ze­mos um chur­ras­co à bei­ra do rio, à bei­ra de uma ca­cho­ei­ri­nha, acho que há uns 25 anos. Nos­sa! En­fim, lá es­tá­va­mos quan­do apa­re­ceu um por­qui­nho. O pes­so­al co­me­çou a cor­rer atrás do coi­ta­do (não era pa­ra o chur­ras­co, cla­ro, mas pa­ra di­ver­são). Eu, des­de aque­la épo­ca um su­jei­to com­pro­me­ti­do com a na­tu­re­za – e nem exis­tia Par­ti­do Ver­de ain­da –, agar­rei o bi­cho e avi­sei: “aqui não, dei­xem o lei­tão­zi­nho em paz”. A fo­to es­tá lo­go aí abai­xo. Quem for bom em lei­tu­ra la­bi­al vai ver que eu dis­se exa­ta­men­te is­so. En­fim, ami­go in­ter­nau­ta, eu sim sou ver­de.

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