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Jornalismo moderno

domingo, 23 de janeiro de 2011 Texto de


Na con­tra­capa da edi­ção de “Dez dias que aba­la­ram o mundo” da Pen­guin Com­pa­nhia (em as­so­ci­a­ção com a Com­pa­nhia das Le­tras) está es­crito “…a obra que inau­gura a grande re­por­ta­gem do jor­na­lismo mo­derno”. O li­vro, obra-prima de John Reed, foi-me en­vi­ado por um dos jor­na­lis­tas mais bri­lhan­tes e ins­pi­ra­do­res que co­nheço: Ma­ti­nas Su­zuki Jr. 

Es­creve o Ma­ti­nas no car­tão que acom­pa­nha o li­vro: “aí vai um clás­sico dos clás­si­cos da grande re­por­ta­gem”. Es­tu­di­oso do as­sunto, pro­fundo co­nhe­ce­dor do tema, Ma­ti­nas me pre­sen­teia com um li­vro que de­ve­ria ser lido por to­dos aque­les que gos­tam de jor­na­lismo ou que­rem fa­zer algo no jor­na­lismo.

“Dez dias…” é um ex­tra­or­di­ná­rio re­lato, em grande parte tes­te­mu­nhal, do jor­na­lista norte-americano John Reed so­bre a Re­vo­lu­ção Russa, no iní­cio do sé­culo pas­sado. A in­tro­du­ção é do his­to­ri­a­dor in­glês A.J.P. Tay­lor, para quem o li­vro “é não só o me­lhor re­lato so­bre a Re­vo­lu­ção Bol­che­vi­que, como tal­vez seja o me­lhor re­lato so­bre qual­quer re­vo­lu­ção”. A (parece-me) ótima tra­du­ção é do es­cri­tor, tra­du­tor e jor­na­lista Ber­nardo Aj­zen­berg.

Aos es­tu­dan­tes de jor­na­lismo, que hoje pouco leem, e aos pró­prios jor­na­lis­tas, fica a dica de uma ótima lei­tura para com­pre­en­der não ape­nas ques­tões po­lí­ti­cas da­quele tur­bu­lento co­meço de sé­culo 20 na Eu­ropa, e mais es­pe­ci­fi­ca­mente na Rús­sia, mas tam­bém para en­ten­der os pri­mór­dios do que hoje cha­ma­mos de grande re­por­ta­gem.

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