Arquivos de Ana Flores

Crônicas

Desculpe, mas é que...

sábado, 6 de abril de 2013 Texto de

O mé­di­co mar­cou o pro­ce­di­men­to pa­ra as 11h, no pró­prio con­sul­tó­rio, por ser uma in­ter­ven­ção mui­to sim­ples. Às 11h30 li­gou pa­ra o con­sul­tó­rio pe­din­do à as­sis­ten­te que se des­cul­pas­se co­mi­go, mas é que ter­mi­na­va uma al­ta pa­ra ou­tro pa­ci­en­te no hos­pi­tal e já es­ta­va a ca­mi­nho. Ao meio-dia a as­sis­ten­te me cha­mou pa­ra me pre­pa­rar pa­ra o pro­ce­di­men­to, o mé­di­co apa­re­ceu às 12h20 pa­ra dar um alô e só re­tor­nou às 13h, quan­do en­tão co­me­çou a pe­que­na ci­rur­gia, du­as ho­ras de­pois da ho­ra mar­ca­da.
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Crônicas

Alguém viu por aí?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 Texto de

 

 

Pri­mei­ro, es­tra­nhei a over­do­se do ver­bo “co­lo­car”, um ver­da­dei­ro cu­rin­ga da lín­gua por­tu­gue­sa nos di­as atu­ais. Não se põem mais os pin­gos nos ii, não se tam­pam as pa­ne­las, não se ves­te a ca­mi­sa nem se cal­ça a san­dá­lia, não se acres­cen­ta o azei­te à sa­la­da, não se adi­ci­o­na um te­le­fo­ne à agen­da do ce­lu­lar nem se guar­da o di­to cu­jo na mo­chi­la.
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Contos

Maktub

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 Texto de

Adoração dos Reis Magos
Qua­dro Ado­ra­ção dos Reis Ma­gos

Qua­tro reis ma­gos fo­ram avi­sa­dos que uma cri­an­ça mui­to es­pe­ci­al ha­via nas­ci­do em Be­lém, num lo­cal de di­fí­cil aces­so.

Ca­da um a seu jei­to se pre­pa­rou pa­ra a lon­ga vi­a­gem, e três pro­vi­den­ci­a­ram pre­sen­tes pa­ra le­var ao re­cém-nas­ci­do.
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Crônicas

Por isso eles existem

segunda-feira, 8 de outubro de 2012 Texto de

Não, não me re­fi­ro a lo­bi­so­mens, mu­las-sem-ca­be­ça e se­me­lhan­tes. Nun­ca os vi pes­so­al­men­te, mas pe­lo sim, pe­lo não, di­go que los hay. Re­fi­ro-me a uma pra­ga con­cre­ta e pal­pá­vel, em­bo­ra seu mo­dus ope­ran­di se­ja es­con­der-se atrás de ár­vo­res, por­tões e em ci­ma de te­lha­dos, na ca­ça im­pla­cá­vel ao fla­gran­te de ce­le­bri­da­des. A pra­ga da era da co­mu­ni­ca­ção ins­tan­tâ­nea e de tu­do-pe­lo-lu­cro e que se cha­ma pa­pa­raz­zo – pro­fis­si­o­nal ou ama­dor.
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Crônicas

Dois encantos

terça-feira, 24 de abril de 2012 Texto de


Um dos fa­mo­sos mo­sai­cos de Gau­dí, em Bar­ce­lo­na

Por que com­pa­rar as du­as, não sei. Tam­bém não sei se meus cri­té­ri­os são vá­li­dos. Fa­lo ape­nas co­mo uma vi­a­jan­te que vi­si­tou Pa­ris de­pois de 40 anos sem vê-la, e que en­trou em Bar­ce­lo­na pe­la pri­mei­ra vez. Pois é, es­tou me re­fe­rin­do a Pa­ris e Bar­ce­lo­na, que aca­bo de vi­si­tar.
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Colaboradores

Bizarrices morais

quarta-feira, 16 de novembro de 2011 Texto de

In­te­res­san­te o que ocor­re nu­ma so­ci­e­da­de on­de o rou­bo, a en­ga­na­ção com­pul­si­va e o mau ca­rá­ter são mo­e­da cor­ren­te em to­dos os es­tra­tos so­ci­ais e pro­fis­sões: os atos de ho­nes­ti­da­de e de­so­nes­ti­da­de pro­vo­cam re­a­ções sin­gu­la­res en­tre a po­pu­la­ção.
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Crônicas

Que venham as ressacas

sexta-feira, 2 de setembro de 2011 Texto de

Sem­pre acon­te­ce em épo­cas de res­sa­ca no li­to­ral ca­ri­o­ca. Re­fi­ro-me às da or­la ca­ri­o­ca por se­rem as mais pró­xi­mas a mim, as que te­nho opor­tu­ni­da­de de as­sis­tir. É um bo­ni­to es­pe­tá­cu­lo, além de as­sus­ta­dor, ver as on­das in­va­din­do as cal­ça­das, ar­ras­tan­do o que es­tá à sua fren­te e dei­xan­do seu ras­tro de areia quan­do co­me­çam a amai­nar. Co­mo os olhos de Ca­pi­tu. Mas re­co­nhe­ço que só é pra­zer pa­ra quem es­tá ali de es­pec­ta­dor, co­mo eu, e não pa­ra quem per­de seu dia de praia ao sol, o qui­os­que, o car­ro, a bi­ci­cle­ta ou ou­tro bem.
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Colaboradores

Viva a Catalunha!

sexta-feira, 30 de julho de 2010 Texto de


Pro­tes­to em Pam­plo­na, Es­pa­nha, con­tra o mas­sa­cre dos tou­ros na Cor­ri­da de San Fer­mín, em ju­lho

Ima­gi­no o quan­to se­ja di­fí­cil pa­ra um po­vo acei­tar que se aca­be ra­di­cal­men­te um da­do cul­tu­ral tão en­tra­nha­do em sua his­tó­ria, co­mo são as tou­ra­das pa­ra os es­pa­nhóis. Por is­so, mi­nha so­li­da­ri­e­da­de à co­ra­gem da autô­no­ma Ca­ta­lu­nha, ten­tan­do fa­zer va­ler a proi­bi­ção das tou­ra­das em su­as ter­ras a par­tir de 2012. Da­qui, do ou­tro la­do do Atlân­ti­co, en­vio aos ca­ta­lães meu to­tal apoio e mi­nha ad­mi­ra­ção.
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UM LIVRO ESCLARECEDOR
Ludwig Boi­tus: Stelzvö­gel, Go­tin­ga, 1972

Fer­nan­do Sor­ren­ti­no

No con­ci­so pró­lo­go des­sa obra, o pro­fes­sor Franz Klamm nos in­for­ma que o Dr. Ludwig Boi­tus vi­a­jou de Go­tin­ga a Hu­ayl­lén-Naquén com o ex­clu­si­vo pro­pó­si­to de es­tu­dar in lo­co o po­der de atra­ção sim­bió­ti­ca des­sas aves per­nal­tas po­pu­lar­men­te co­nhe­ci­das co­mo ca­legüi­nas, de­no­mi­na­ção qua­se una­ni­me­men­te acei­ta na bi­bli­o­gra­fia es­pe­ci­a­li­za­da em es­pa­nhol.
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Colaboradores

Em apuros, chame o destino

segunda-feira, 15 de março de 2010 Texto de

A fór­mu­la é in­fa­lí­vel, meu jo­vem: pla­ne­je uma obra ou um even­to que pos­sa lhe ren­der mui­to di­nhei­ro e pres­tí­gio; con­tra­te uma fir­ma inidô­nea (se­rá fá­cil en­con­trar vá­ri­as) pa­ra re­a­li­zar seu pro­je­to; pe­ça sub­sí­di­os ao go­ver­no, não se es­que­cen­do dos fa­vo­res em tro­ca dos em­prés­ti­mos; mo­lhe a mão dos fun­ci­o­ná­ri­os cer­tos nas re­par­ti­ções cer­tas pa­ra que seu pro­je­to se­ja li­be­ra­do, ape­sar de al­gu­mas ir­re­gu­la­ri­da­de­zi­nhas. E es­tá fei­to. Lan­ce-o e es­pe­re cho­ver na sua hor­ta.
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