À luz de João Correia Filho

maio 14th, 2013

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Na apresentação de seu livro “À luz de Paris” (Leya), João Correia Filho escreve: “Conhecer Paris não é ir apenas aos locais que estão no roteiro da maioria. Viver Paris é andar a esmo, traçar as próprias rotas..."

É assim que estou lendo e, claro, vendo o "Guia turístico e literário da capital francesa" (subtítulo do livro), em que o jornalista, que se especializou em fotografia, nos leva a várias épocas de uma das cidades mais desejadas do mundo. Read the rest of this entry »

No trono

maio 8th, 2013

Outro dia, vi uma entrevista do Reis Velloso, ministro dos governos Médici e Geisel, em que ele conta um detalhe curioso dos anos 1970. Diz que ele e Golbery (aquele) discutiam assuntos do governo enquanto estavam no banheiro, ambos sentados no “trono” (terminologia que ele próprio usa na entrevista). Bom, não é à toa que aquele período levou o país à merda.

O que eu acho do caso Padre Beto

abril 29th, 2013
Eu e o padre Beto no lançamento de Pater

Eu e o padre Beto no lançamento de Pater

Em verdade (a minha, claro), vos digo: o padre Beto não se encaixa na engrenagem da Igreja Católica. Há certa indignação, ou revolta, de parte da população (católica ou não) contra a atitude tomada pelo bispo de Bauru (que inicialmente pediu retratação e agora recorreu à excomunhão). No entanto, não há qualquer surpresa nessa postura. Read the rest of this entry »

Poema: Tempo do tempo

abril 16th, 2013

Sabe? Você pode me comparar àquela árvore grande prestes a tombar
Mas, saiba, eu não vou cair agora
Porque sou apenas uma muda em busca de ar Read the rest of this entry »

Paixão na janela

abril 14th, 2013

A rua de mão única, estreita, com placas de é proibido estacionar, com lojinhas de tudo quanto é tipo, com velhos comerciantes debruçados sobre o balcão, com gatos estilosos deslizando nos telhados mais baixos, com paralelepípedos de cujas fendas apontam teimosos capins, com a montanha ao fundo feito uma gravura de principiante, com o entardecer melancólico dos corações judiados, com tanta coisa aquela rua, e no terceiro andar do prédio mais alto de três andares, por entre o tecido tremulante da cortina, a silhueta contornada pelos últimos raios do sol que penetram pelo lado oposto, os cabelos ondulando de leve, a face imóvel dirigida aos meus movimentos aqui embaixo, na calçada de ladrilhos quadrados, olhando lá pra cima enquanto passo na volta para onde mesmo? Read the rest of this entry »

Poema: Revolução

abril 7th, 2013

Para onde vocês foram,
que eu não os vejo mais?
Estão bem à minha frente
ou logo ali atrás?

Onde estão seus sonhos? Read the rest of this entry »

Desculpe, mas é que…

abril 6th, 2013

O médico marcou o procedimento para as 11h, no próprio consultório, por ser uma intervenção muito simples. Às 11h30 ligou para o consultório pedindo à assistente que se desculpasse comigo, mas é que terminava uma alta para outro paciente no hospital e já estava a caminho. Ao meio-dia a assistente me chamou para me preparar para o procedimento, o médico apareceu às 12h20 para dar um alô e só retornou às 13h, quando então começou a pequena cirurgia, duas horas depois da hora marcada. Read the rest of this entry »

Poema: Nadatudo

abril 4th, 2013

Quero te fazer uma poesia,
mas não sei
Quero te falar de amor,
mas não sai Read the rest of this entry »

Portal Outras Palavras publica conto inédito que escrevi

abril 1st, 2013

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O coronel e o cabeleireiro nas barbas do sertão

março 27th, 2013

Naquela época era a passagem dos velhos tempos para os novos. Os coronéis ainda mandavam, mas não mandavam. As leis valiam, mas não valiam. As gentes tinham preconceitos, mas não tinham. Antes do almoço, na hora do aperitivo, no balcão de madeira, diante do cálice de cachaça, o coronel Manduri entornava o aperitivo.

- Mas do que se trata o novo negócio aí em frente? - perguntou ao colega coronel Queixada ao observar um toldinho verde recém-instalado sobre uma porta de vidro. Read the rest of this entry »