Arquivos de Violência

Crônicas

Eu protesto!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014 Texto de
Saturno de Goya

Sa­tur­no de Goya

Eu não sou con­tra pro­tes­to ne­nhum. Se o ca­ra quer ir lá e jo­gar bom­ba, que vá e jo­gue. Só que es­se ca­ra pre­ci­sa ser res­pon­sa­bi­li­za­do e pu­ni­do se­gun­do a lei (prin­ci­pal­men­te quan­do fe­re, ma­ta ou des­trói).
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Impressões

Sobre a morte em serviço de policial de 27 anos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014 Texto de

Cla­ro que eu não vou di­zer aqui “e ago­ra, ca­dê o pes­so­al que de­fen­de os di­rei­tos hu­ma­nos?”. Por­que o pes­so­al que de­fen­de os di­rei­tos hu­ma­nos de­fen­de uma par­ce­la da po­pu­la­ção que a so­ci­e­da­de mar­gi­na­li­zou, en­cur­ra­lou, dei­xou qua­se sem saí­da. De­fen­der os di­rei­tos hu­ma­nos, por­tan­to, mais do que obri­ga­ção, é pra­ti­ca­men­te um cer­ti­fi­ca­do, tris­te e ne­ces­sá­rio, de que ain­da não dei­xa­mos es­ca­par com­ple­ta­men­te o pou­co de hu­ma­ni­da­de que nos res­ta.
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Colaboradores

O cansaço do Rio

domingo, 8 de fevereiro de 2009 Texto de

Pa­ra ca­da pas­seio des­lum­bran­te pe­lo bon­di­nho do Pão de Açú­car, uma ba­la per­di­da ao pé do Pão. Pa­ra ca­da vi­si­ta ao Cris­to Re­den­tor com di­rei­to a uma pa­no­râ­mi­ca do Rio de ti­rar o fô­le­go, um as­sas­si­na­to bem ali, se­ja a ví­ti­ma bra­si­lei­ra ou es­tran­gei­ra, não faz a me­nor di­fe­ren­ça pa­ra quem aper­ta o ga­ti­lho. Pa­ra ca­da po­e­sia que a La­goa Ro­dri­go de Frei­tas ins­pi­ra com seu es­pe­lho, o cho­que de sa­ber que a tranqüi­li­da­de dos pas­san­tes não exis­te mais, com uma tra­gé­dia à es­prei­ta em ca­da cur­va.
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Crônicas

Prisioneiros do Brasil

terça-feira, 16 de dezembro de 2008 Texto de

Quan­do as tou­cas co­bri­am a ca­be­ça, era só o frio, o do­ce frio dos tró­pi­cos, cons­tran­gi­do e pe­din­do li­cen­ça pa­ra agir em cam­pos tão fe­bris.

As ar­mas, mes­mo sob seu es­tig­ma de in­sen­sa­tez, res­va­la­vam na pu­re­za con­tes­ta­da de uma ca­ça em noi­tes de lu­ar.

A mor­te, co­mo sem­pre tris­te, dei­xa­va o san­gue aos pou­cos apla­car, den­tro de su­as vei­as ve­lhas ami­gas, a quen­tu­ra da vi­da.
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Colaboradores

Desperdício humano

terça-feira, 18 de novembro de 2008 Texto de

Já fa­lei so­bre is­so em ou­tra crô­ni­ca, mas vol­to ao as­sun­to, ain­da la­men­tan­do o des­per­dí­cio de cri­an­ças e ado­les­cen­tes sem ei­ra nem bei­ra, de­sa­pro­vei­ta­dos e des­co­nhe­cen­do seus pró­pri­os ta­len­tos que não aque­les di­ri­gi­dos a de­li­tos. Ho­je me re­fi­ro es­pe­ci­fi­ca­men­te aos que são jo­ga­dos em ins­ti­tui­ções cu­ja fi­na­li­da­de é “for­mu­lar e im­plan­tar pro­gra­mas de aten­di­men­to a me­no­res em si­tu­a­ção ir­re­gu­lar, pre­ve­nin­do-lhes a mar­gi­na­li­za­ção e ofe­re­cen­do-lhes opor­tu­ni­da­des de pro­mo­ção so­ci­al” (Lei Es­ta­du­al 1.534 de 27/11/1967), mas que na sua mai­o­ria não pas­sam de um de­pó­si­to de se­res hu­ma­nos. Nes­tes, os in­ter­nos pas­sam gran­de par­te de seu tem­po pla­ne­jan­do a fu­ga ou es­pe­cu­lan­do so­bre co­mo vão se dar bem quan­do fi­ze­rem 18 anos e se rein­te­gra­rem à ban­di­da­gem.
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Crônicas

Campo de batalha

sexta-feira, 7 de novembro de 2008 Texto de

As épo­cas sem­pre são san­gren­tas. Nos cam­pos de ba­ta­lhas ou nas ru­as, as pes­so­as mor­rem sem po­der evi­tar. Po­de pa­re­cer pa­ra­do­xal, mas faz par­te da vi­da. Não se cos­tu­ma di­zer “é a vi­da” quan­do uma mor­te é la­men­ta­da? Es­sa his­tó­ria de vi­o­lên­cia, na ver­da­de, já me traz um ar de in­cer­te­za quan­to à pos­si­bi­li­da­de de seu es­va­zi­a­men­to. Os me­ca­nis­mos de com­ba­te à vi­o­lên­cia es­go­tam-se, um atrás do ou­tro, di­an­te da for­ta­le­za que se er­gue em tor­no de seu nú­cleo sangüi­ná­rio. As hos­tes da paz de­be­lam-se per­di­das em meio a um tem­po tur­bu­len­to, o tem­po de sem­pre.
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Crônicas

Faroeste caboclo

quarta-feira, 16 de julho de 2008 Texto de

Ei, Re­na­to Rus­so, co­mo é aque­la mes­mo? Ah, sim.

João Ro­ber­to era o mai­o­ral
O nos­so Johnny era um ca­ra le­gal

Pe­na que nun­ca se sa­be­rá se João Ro­ber­to te­ria um Opa­la me­tá­li­co azul. Mui­to me­nos se ele pe­ga­ria no vi­o­lão e con­quis­ta­ria as me­ni­nas e quem mais qui­ses­se ver.
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Crônicas

Matança

terça-feira, 8 de julho de 2008 Texto de

As cri­an­ças são um ti­po cu­ri­o­so de gen­te. Elas são chei­as de von­ta­des. Ago­ra que­rem uma coi­sa. Da­qui a pou­co, ou­tra. So­nham ser is­so e aqui­lo, de­sis­tem lo­go, in­ven­tam ou­tros de­se­jos. Um dia, bem cri­an­ça ain­da, mi­nha fi­lha ex­pres­sou seus pla­nos pa­ra o fu­tu­ro: se­ria can­to­ra e ven­de­do­ra de cal­ci­nhas. In­crí­vel!
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