
QUERIA TANTO
te falar algo,
te dar um presente,
te desejar felicidade,
acho que também te beijar (mais…)

QUERIA TANTO
te falar algo,
te dar um presente,
te desejar felicidade,
acho que também te beijar (mais…)
“Viver em república é ótimo,
desde que você caia fora logo”
Machado de Assis
(Claro que é mentira)
Nuns certos momentos, morei em república. Numa certa época, acontecia um fenômeno que nós, os moradores, não compreendíamos. Mas era um fenômeno curioso. Porque, da quase-miséria, subíamos ao quase-luxo. Quando tudo parecia estar perdido, nós ganhávamos. Vou explicar. (mais…)
http://www.youtube.com/watch?v=gxQVgPKkq1Y
Acima, fragmento de uma música que emocionava Flávio de Angelis. Ao lado, o próprio.
Nunca gostei de tomar café em copo de plástico. Aliás, não gosto de tomar nada em copo de plástico, embora às vezes seja necessário. No caso do café, perde-se um fragmento marcante do momento: o suave badalar da colherinha nas bordas da xícara, quase como um pequeno sino de uma pequena igreja avisando que está na hora do ritual. (mais…)
Há um século, em 1912, nascia a menina Victória. Ela morreu em 1936, aos 24 anos! Está escrito na lápide de seu túmulo, no Cemitério da Saudade, em Bauru. Enquanto esperávamos que o corpo do pai de um amigo fosse enterrado, sem querer fui atraído para aquela plaquinha dourada (agora não sei mais se era dourada ou se era o reflexo do sol forte, mas acho que era sim). (mais…)
Uns dias antes, iam limpar os túmulos e as capelinhas, ritual que se repetia ano após ano. Velhas flores de plástico eram retiradas dos vasos e jogadas ao lixo. Trocavam as toalhas brancas que cobriam o bloco de gavetas mortuárias, sobre as quais pousavam retratos dos bisavós, avós, tios-avós e, coisa assustadora, até gente que nós mesmos crianças havíamos conhecido! (mais…)
Em algumas horas, sai a última edição do Jornal da Tarde, um dos mais inovadores veículos de comunicação da história brasileira. Mas quero falar do depois. Depois de amanhã. Quando o Jornal da Tarde não circular, haverá no ar uma espécie de implosão cósmica que transformará numa molécula única todos os textos, todas as fotos, todos os anúncios, todas as capas, tudo que já foi publicado ali. E depois, mais nada. Só o vazio antes ocupado por ideias, discussões, genialidades, besteiras etc e tal. Só o vazio. (mais…)
Não, não me refiro a lobisomens, mulas-sem-cabeça e semelhantes. Nunca os vi pessoalmente, mas pelo sim, pelo não, digo que los hay. Refiro-me a uma praga concreta e palpável, embora seu modus operandi seja esconder-se atrás de árvores, portões e em cima de telhados, na caça implacável ao flagrante de celebridades. A praga da era da comunicação instantânea e de tudo-pelo-lucro e que se chama paparazzo – profissional ou amador. (mais…)
No intuito de colaborar com a cruzada de Vossa Excelência contra o ursinho Ted, aqui vão 11 dicas para livrarmos nossas crianças do mal. Amém.
1) Proibir o plantio de mangueiras. Elas incitam as crianças a misturar a fruta com leite. E isso pode ser fatal.
Mandar cortar as árvores existentes em todo o território nacional.
Usar a madeira na produção de tábuas para bater três vezes.
2) Proibir a fabricação de bicicletas. Elas podem “dar barato” nas regiões baixas das crianças.
Mandar as magrelas já existentes para os depósitos de sucata.
Usar o ferro na produção de pregos para chupar. (mais…)
Bauru, 11 de setembro de 2012
Querido,
pra dizer a verdade, não me lembro como foi nosso primeiro papo. Você era “quase uma criança”. Mas eu sempre gostei de “crianças”. Taí uma das poucas coisas que eu acho que fiz bem na minha vida de jornalista: olhar com carinho para quem estava começando, botar fé, dar uma chance. Sempre gostei disso. E aí foi que descobri que você era bom. (mais…)
Os sonhos para mim são quase sempre grudentos. Daqueles que você acorda no meio da noite se perguntando se foram mesmo sonhos. Houve uma época, por exemplo, que vivi uma verdadeira história épica em que, num país desconhecido, eu era um soldado lutando contra um regime totalitarista. (mais…)