Impressões

Exemplos de um mundo estranho

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014 Texto de
O jornalista Flávio de Angelis

O jor­na­lista Flá­vio de An­ge­lis

Será ver­dade essa his­tó­ria de que a apre­sen­ta­dora po­lê­mica ga­nhou dos co­fres pú­bli­cos sem tra­ba­lhar? Não sei. Mas há mui­tas e mui­tas his­tó­rias do tipo. Por isso é bom a gente se agar­rar às boas re­fe­rên­cias. Caso con­trá­rio, sei lá, afunda. 

Em ja­neiro de 2007, eu tra­ba­lhava no jor­nal Bom Dia. O Flá­vio de An­ge­lis, que era nosso di­re­tor em Bauru, es­tava hos­pi­ta­li­zado em Rio Preto. Certa tarde, fa­la­mos com ele por te­le­fone. Na mi­nha vez, ele disse: “Márcio, avisa São Paulo para não me pa­ga­rem”. “Como as­sim, Flá­vio? Não pa­ga­rem o quê?” “Eu não es­tou tra­ba­lhando, não quero re­ce­ber meu sa­lá­rio en­quanto isso.” 

É pre­ciso di­zer qual­quer ou­tra pa­la­vra?

Claro que eu não avi­sei a nin­guém. E nem da­ria tempo. Flá­vio mor­reu dias de­pois. Abra­çado à sua ética. À sua ho­nes­ti­dade.

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