Impressões

O catador condenado e a grande suruba

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 Texto de

Um ca­ta­dor, mo­ra­dor de rua, é o pri­meiro con­de­nado da onda de ma­ni­fes­ta­ções deste ano. Cinco anos e dez me­ses em re­gime fe­chado.

Eu sem­pre de­fendo leis du­ras e Jus­tiça firme con­tra a vi­o­lên­cia. O cara já foi preso duas ve­zes por roubo. Ou seja, tem mesmo que ir para a ca­deia (não dis­cuto aqui o porte da pena). 

Só que tem um de­ta­lhe: essa de­ci­são es­can­cara mais uma vez a fla­grante de­si­gual­dade pe­nal a que são sub­me­ti­dos os bra­si­lei­ros. Po­bre vai para a ca­deia. Rico vai para o ex­te­rior. Po­lí­tico vai para ho­tel! Ou, se qui­se­rem, escondem-se atrás de man­da­tos e es­que­mas po­de­ro­sos de cor­rup­ção.

O país está in­fes­tado de es­cân­da­los que en­vol­vem po­lí­ti­cos de di­fe­ren­tes par­ti­dos e épo­cas. Mas a Jus­tiça só fun­ci­ona no va­re­ji­nho. É uma grande su­ruba na­ci­o­nal. Nós en­tra­mos com o rabo e os po­de­ro­sos…

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