Impressões

Demorou: enfim, aí está a nova república!

segunda-feira, 17 de junho de 2013 Texto de

Mi­lha­res gri­tando nas ruas, mi­lhões gri­tando para seus pró­prios co­ra­ções: sou bra­si­leiro, porra!

Mas por que será que de­mo­rou tanto?

De­mo­rou por­que, a re­bo­que dos mais ve­lhos, as no­vas ge­ra­ções pa­re­cem ter fi­cado du­rante um bom tempo numa es­pé­cie de pur­ga­tó­rio in­cons­ci­ente. Es­tá­va­mos nesse pur­ga­tó­rio nos per­gun­tando: agora que não há mais di­ta­dura, con­tra o que va­mos lu­tar?

Ape­sar do chumbo, era mais prá­tico quando tudo se re­su­mia a um po­lis­sí­labo, oito le­tras de fá­cil dis­tin­ção: di-ta-du-ra. 

Mas quando ao me­nos ofi­ci­al­mente essa pa­la­vra foi ex­pulsa do nosso país, to­dos se olha­ram e se per­gun­ta­ram: e agora?

Re­al­mente não é fá­cil quando o alvo se re­parte em mui­tos: cor­rup­ção, po­lí­ti­cos la­drões e va­ga­bun­dos, farra com o di­nheiro pú­blico, falta de po­lí­ti­cas para edu­ca­ção, saúde, se­gu­rança, trans­por­tes e por aí vai. 

Nos úl­ti­mos dias, a po­pu­la­ção fi­nal­mente caiu na real: não há um po­lis­sí­labo, mas um di­ci­o­ná­rio in­teiro exi­gindo ma­ni­fes­ta­ções pú­bli­cas.

E foi as­sim que, quase três dé­ca­das de­pois de seu iní­cio no pa­pel, a nova re­pú­blica bra­si­leira se ma­te­ri­a­li­zou na prá­tica.

E agora? Agora é con­ti­nuar. Até fun­dar­mos uma na­ção de ver­dade.

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