Arquivos de Thiago Roque

Impressões

O segredo dos seus olhos

segunda-feira, 4 de outubro de 2010 Texto de

A linda So­le­dad Vil­la­mil e o pre­mi­ado Ri­cardo Da­rín pro­ta­go­ni­zam o ótimo filme

Na apre­sen­ta­ção, na capa do DVD, está es­crito que é um da­que­les fil­mes que fi­cam em nossa mente. O meu amigo Thi­ago Ro­que já ti­nha se en­can­tado. O pes­soal do Os­car tam­bém. Mas eu não ti­nha visto ainda. E agora posso di­zer: o filme ar­gen­tino que ga­nhou a es­ta­tu­eta mais co­bi­çada do ci­nema é ex­cep­ci­o­nal. De­ta­lhe im­por­tante: é ba­se­ado no li­vro “La pre­gunta de sus ojos” (A per­gunta dos seus olhos), de Edu­ardo Sa­cheri.
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outrora

domingo, 16 de maio de 2010 Texto de

e, de re­pente, os olhos se cru­zam.
não ti­nha no­tado como ele ti­nha en­ve­lhe­cido.
mas não era pe­los ca­be­los bran­cos – pou­cos, mas já vi­sí­veis, mos­trando que, sim, o
tempo passa.
es­tava no olhar.
opaco. in­fe­liz. can­sado.
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achados e perdidos (incompleto)

domingo, 18 de abril de 2010 Texto de

um ma­ca­cão azul des­bo­tado, um bal­cão, um sor­riso.
es­pe­rança é as­sim.
há 35 anos.
se­gunda a sexta, ho­rá­rio co­mer­cial. sá­bado, até 13h.
tra­ba­lha no acha­dos e per­di­dos.
co­nhece tudo o que está lá den­tro.
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sentimento – Texto de Thiago Roque

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 Texto de

an­dava dis­traída, sob o ca­lor mo­de­rado da es­ta­ção, ape­nas para ma­tar o tempo.
saiu de casa sem rumo, sem ho­ri­zonte, sem des­tino.
ape­nas an­dar. um passo após o ou­tro, o ou­tro após o um.
mp3 em vo­lume 30, fi­ona ap­ple in con­cert.
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ela e o quarto – Texto de Thiago Roque

terça-feira, 3 de novembro de 2009 Texto de

re­pousa na cama os pla­nos que ti­nha para o mundo lá fora.
mundo feio…
o vi­nil re­pousa na vitrola-herança, de­se­jando ser usado, nem que for por uma noite.
por uma can­ção.
mas hoje é quinta-feira. en­tão, des­prezo é o que ga­nha.
é o que to­dos ga­nham no fi­nal. ou no co­meço.
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biográfico – Texto de Thiago Roque

quarta-feira, 14 de outubro de 2009 Texto de

a me­mó­ria fez ques­tão de es­que­cer os pri­mei­ros anos.
aquela coisa da pri­meira pa­la­vra, da pri­meira vez em pé, do pri­meiro dente, sabe?
pra ele, nunca exis­tiu.
sua pri­meira lem­brança é um dia de chuva. o chi­nelo indo em­bora com a cor­ren­teza que la­vava o meio-fio.
sua pri­meira perda.
sua pri­meira bronca tam­bém.
até sen­tia falta das bron­cas…
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era um do­mingo de sol.
ele es­tava in­de­fec­tí­vel num con­junto azul-menino, tê­nis branco e um boné que lhe con­fe­ria um certo ar de malandragem-carioca-boêmia – nem tanto a ma­dame satã, nem tanto a mar­celo d2.
já ela, cor-de-rosa no ves­tido, ti­ara de prin­cesa, san­dá­lia fe­cha­di­nha para po­der cor­rer à von­tade. fashion. coisa de pas­sa­rela.
o par­que era grande, com muito verde, com muita gente.
muito… coisa que não se mede.
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só – Texto de Thiago Roque

quinta-feira, 23 de abril de 2009 Texto de

a taça jaz em cima da pia, guar­dando um resto de vi­nho aban­do­nado.
vi­rada do avesso, num canto, de cas­tigo, a lem­brança está em­bur­rada.
sabe aquela cara de “eu não fiz nada”?
falta ape­nas ajo­e­lhar no mi­lho.
os te­le­fo­nes do disque-alguma coisa não aten­dem.
os cds da fi­ona ap­ple se can­sam de ro­dar.
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feira – Texto de Thiago Roque

terça-feira, 31 de março de 2009 Texto de

pode che­gar, fre­gue­sia. te­nha medo, não.
meu nome é so­corro, mas todo mundo me chama de dona so­corro.
por­que eu sou mu­lher de dá res­peito e ser res­pei­tada, viu?
essa aqui é a bar­ra­qui­nha da dona so­corro. aqui, tem de tudo.
de tudo mesmo. é fa­mosa por causa disso.
e ga­ranto pro­cês o preço mais ba­rato da ci­dade.
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1. vo­mi­tar de­si­lu­sões as­sim que sur­jam
2. não ter ver­go­nha de dar ri­sa­das tor­tas
3. can­tar me­lo­dias ce­gas
4. ras­cu­nhar pa­la­vras sur­das
5. não dis­tri­buir sor­ri­sos ho­me­o­pá­ti­cos
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