A mesa estava cheia de papéis.
Em torno dela discutíamos pautas e… a melhor solução para o mundo. Read the rest of this entry »
A mesa estava cheia de papéis.
Em torno dela discutíamos pautas e… a melhor solução para o mundo. Read the rest of this entry »
Alvorecer. Ele parece pisar em falso em seu progresso pela estradinha que liga o pequeno sítio à cidade. Vai meio assim, de banda. O primeiro sol bate em meia face. No encalço, emendam-se os netos pequenos: o Pedro e a Lúcia. De manhã, sempre é assim. Leva as crianças e as verduras. Enquanto estudam umas, vendem-se as outras. Read the rest of this entry »
A primeira Teta que vi, claro, foi a da minha mãe. Aliás, foram as primeiras tetas. Porque, afinal, elas são duas. Mas eu não me recordo delas, embora eu tenha mamado até 4 anos de idade (eu sei, um absurdo!) e minhas lembranças tenham origem bem antes disso – aos 2 anos. Read the rest of this entry »
– Está bem, está bem, mas é a última vez que eu conto.
– Até parece…
– Caramba, já não tenho mais paciência para isto!
– Você fala assim todas as vezes que voltamos aqui. Aliás, você tem certeza de que foi aqui? O poste era este mesmo? Read the rest of this entry »
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Dificilmente eu guardo na memória uma piada. Acho que é porque eu não gosto da maioria delas. Uma piada quase sempre é depreciativa, preconceituosa, racista e, ainda mais quase sempre, de mau gosto.
Hoje, domingo, vejo no facebook uma série de piadas sobre a morte de Nelson Ned, boa parte disfarçada sob o pseudônimo de “enterro de anão”. Read the rest of this entry »
“Um dia as pessoas vão achar tudo isso
tão chato que dirão: nossa,
como eu pude viver assim?”
João Pedro Feza, jornalista meu amigo,
referindo-se ao uso exagerado de celulares
São 13h32. Saí do restaurante onde almoço quase todos os dias e vou em direção ao café onde tomo café quase todos os dias. Atravesso o primeiro cruzamento e no meio da quadra a garota de talvez 15 anos tropeça e por pouco não vai de boca ao chão. Movido pelo reflexo, faço um movimento em sua direção, mas ela já está caminhando como antes... de olho no visor do celular. Read the rest of this entry »
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No sétimo dia, um segundo antes de descansar, Deus olhou em redor e de repente entre o silêncio rompeu-se o som de um ínfimo decibel, nada mais, embora suficiente para ter sido ouvido por todos os confins de um mundo ainda inconsciente. Deus, naquele momento, havia tomado a forma de um minúsculo inseto e, como se tirasse a poeira das asas, zumbia seguidamente. Read the rest of this entry »
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Mandela em 1961 (Foto: Eli Weinberg)
Eu estava num bar. Pensando: não é fácil curtir uma solidão. O mundo não está preparado para isso. Se numa reunião pública qualquer, num ambiente aberto, até mesmo num bar!, você se isola por alguns instantes, é quase certo o resgate: um amigo, um garçom, um “mala”, sei lá quem. A verdade é que as pessoas parecem se incomodar quando alguém está sozinho num canto. Read the rest of this entry »
Não és o rio, Márcio!
Mas apenas o barco.
Olha que às vezes te deixas levar
e em outras te conduzem.
E também há teus próprios remos.
Mas eis a verdade: não és o rio.
Porém, conforta-te, aqui tens motivos: Read the rest of this entry »