A força do silêncio

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Mandela em 1961 (Foto: Eli Weinberg)

Eu estava num bar. Pensando: não é fácil curtir uma solidão. O mundo não está preparado para isso. Se numa reunião pública qualquer, num ambiente aberto, até mesmo num bar!, você se isola por alguns instantes, é quase certo o resgate: um amigo, um garçom, um “mala”, sei lá quem. A verdade é que as pessoas parecem se incomodar quando alguém está sozinho num canto.

Outro dia vi uma entrevista de um sociólogo italiano. Ele dizia que é difícil explicar, às vezes à própria mulher, que contemplar a vida lá fora através da janela pode significar um árduo trabalho. E é verdade.

Uma vez, uma pessoa (com toda sinceridade, não me lembro quem foi) me disse que qualquer dia iria caminhar comigo à noitinha. "Assim a gente conversa um pouco", a pessoa disse com certo ânimo. Mas eu não quero isso, pensei. E não quero mesmo! Eu gosto de andar sozinho. Não gosto de conversar com ninguém enquanto estou cumprindo meus dez quilômetros. É nesse percurso que minhas ideias perambulam por desfiladeiros que em outros momentos eu não teria colhões para frequentar ou, sei lá, qualquer coisa desse tipo.

E, assim como a pessoa que sugeriu a possibilidade, não é por mal que faço isso. É apenas uma questão de, de, de... liberdade.

Bom, voltando ao bar. Enquanto eu tomava um chope e esperava o sanduíche que pedi para fazerem, a notícia da morte de Mandela explodia mundo afora. Eu soube apenas depois que cheguei em casa, depois que tomei mais uma cerveja e comi o lanche. E então fiquei pensando na solidão de Mandela. Ele ficou preso durante 27 anos! Não por ter cometido crimes, mas por ter lutado contra o pior dos crimes. E assim mesmo ele foi jogado no silêncio por quase três décadas.

Quer maior prova de como pode funcionar um silêncio?

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