Archive for 2005

Gosto mesmo é daqui

sexta-feira, julho 22nd, 2005

De onde eu venho, e talvez noutros cantos, há um costume curioso e passional. Os habitantes do lugar vivem maltratando a terrinha, dizendo isso e aquilo, desancam até a própria sorte, mas se uma pessoa de fora faz o mesmo, alto lá: o ar cheira a pólvora. Tal procedimento incauto do forasteiro pode ser até motivo de briga, e de briga feia, pois um acinte desse não é brincadeira. (mais…)

Sugestões à PF – Texto de João Pedro Feza

segunda-feira, julho 18th, 2005

Muitas outras operações são mais importantes que essas…

A Polícia Federal faz o trabalho dela. A imprensa amplia. E o estrago é grande para quem tomba. Foi assim, principalmente, com a Daslu e a Schin. Há, contudo, operações tão ou mais importantes que ainda não foram desencadeadas pela PF. Deixo abaixo minha contribuição para essa nação de todos - ou seria terra de ninguém?... (mais…)

Reciclagem neles

segunda-feira, julho 18th, 2005

Ao menor sinal de escândalo, apela-se logo para uma CPI. Muita indignação, acusações pela mídia, lavagem de honra, de dinheiro e de roupa suja. Mas quando se vai conferir o resultado, lá se foram tempo, esperança e dinheiro público em vão. Quase tudo fogo de palha. No apagar das luzes, apenas a assinatura do diabo e, no ar, um cheirinho de enxofre, quer dizer, de mussarela e orégano. (mais…)

Se um santo vira diabo, isso não quer dizer que todos os diabos vão virar santos

sábado, julho 16th, 2005

Francamente, não estava nos meus planos escrever sobre as atuais desgraças políticas do país. Mas, confesso, é difícil para qualquer cidadão, jornalista ou não, isentar-se de opinião sobre o assunto. A minha – o leitor que não se desespere – é curta e grossa. E é esta: não é porque de um dia para o outro o santo virou diabo, que todos os diabos se transformaram em santos. (mais…)

Conselho de Nelson Rodrigues

sexta-feira, julho 15th, 2005

Nelson Rodrigues dizia – não sei se tantas ou poucas vezes – que, em vez de ler muitos livros, as pessoas deveriam dedicar-se a reler alguns, e reler sempre. Quem sou eu para contradizer Nelson Rodrigues? No entanto, como qualquer outro reles mortal, tenho todo o direito de discordar dele ou de quem quer que seja. (mais…)

Crônica – Texto de Leonardo Brasiliense

sexta-feira, julho 15th, 2005

Agonia de mãe. A casa é minúscula, um barraco, mas é o que ela tem. Ou tinha, porque arde, vira carvão. Os vizinhos acodem com baldes d’água. Mais por medo que o fogo se alastre que por solidariedade, mas é o que se tem. (mais…)

Tem alemão na roda! – Texto de Fernanda Villas Bôas

sábado, julho 9th, 2005

Vejo no blog Pensar Enlouquece, Pense Nisso (por onde sempre trafego e recomendo: www.pensarenlouquece.com), algumas referências a vocábulos em alemão, uma língua fascinante, mas inclemente. Explico: na adolescência, tentei aprendê-la e até tive apoios entusiastas – como o da professora-filósofa que me estimulava a compreender o significado dos radicais do idioma para despertar minha paixão. (mais…)

Napoleão – Texto de Otávio Nunes

segunda-feira, junho 27th, 2005

O marido entrou em casa e escutou o reclamo da mulher. “Até que enfim você chegou. Estava com medo de ficar sozinha com nosso filho pequeno.” Ele desabou o corpo no sofá e perguntou. “O que aconteceu, querida?” Nervosa e gesticulando, ela contou que a casa do vizinho da esquina tinha sido roubada por dois ladrões, que levaram eletrodomésticos, dinheiro e jóias. (mais…)

Quarteto fantástico – Texto de João Pedro Feza

quinta-feira, junho 23rd, 2005

Não o filme, recente superprodução. De repente, quis falar de Beatles…

A longa e sinuosa estrada…
O que os Beatles começaram a criar há mais de 40 anos ainda mantém um vivo frescor de atualidade. Talvez seja esse o segredo da beatlemania ao redor do mundo. Mas não gosto do “ôba-ôba” verborrágico em torno dos “fab-four”. Foram grandes - mas podem ser superados um dia. Isso ainda não aconteceu. (mais…)

Bicho ensinado

quinta-feira, junho 23rd, 2005

O cavalinho avermelhado de crina longa não passou um dia sequer de sua vida miserável sem que deixassem de arrancar-lhe o couro – aqueles da beira estrada, no meio do Morro Alto. Puseram-lhe sobre o lombo toda a sorte de tralhas, de gentes e de mercadorias. (mais…)