Sete de setembro. Dia da independência brasileira. Dia de emoção. Quem não enche os olhos de lágrimas ao ouvir a banda comandar o compasso da marcha, ao sentir o bumbo no seu ritmo quase cardíaco, as botinas e sapatos batendo com força no paralelepípedo, quem não sente que faz parte de uma coisa maior, de uma história? (mais…)
Archive for 2005
O desfile – Texto de Leonardo Brasiliense
quarta-feira, setembro 7th, 2005O relógio – Texto de Otávio Nunes
terça-feira, agosto 30th, 2005Doriválter olhou para o calendário e notou que seu filho faria dezoito anos na semana seguinte e sentiu a saudade cortar suas veias e penetrar no coração. Não via o garoto desde que este tinha cinco anos. Na época, Dori foi obrigado a fugir de São Paulo, deixando a esposa Merileide e o menino Paulinho. (mais…)
O peão – Texto de Leonardo Brasiliense
terça-feira, agosto 30th, 2005Eram o campo, as pastagens, lentamente era uma coxilha a um tanto de outra e no meio o que não era coxilha. Era tardinha. O sol, que não se mostrara o dia todo, se acabava. Garoava. Era frio, muito frio. A garoa, o céu fechado e a hora não permitiam que se enxergasse bem, mesmo assim o jovem peão seguia o rastro de sangue das ovelhas, apesar do que já se disse e do frio que lhe queimava os pés. O jovem peão era descalço e se chamava Ari, ou Arizinho, ou Arigó, conforme quem chamasse, cada um reservando-se o direito de fazê-lo tal ou qual. (mais…)
O cachorro – Texto de Fernanda Villas Bôas
sexta-feira, agosto 19th, 2005São Paulo, junho de 1942
Os três homens voltavam para casa depois de um dia de trabalho. A vila ficava afastada da cidade e era emoldurada pela farta natureza das histórias antigas: a estrada de terra, o céu muito azul, as árvores frondosas, talvez um riacho de águas cristalinas (a descrição é um clichê, mas a realidade não). (mais…)
As duas faces da morte
segunda-feira, agosto 15th, 2005Um provedor de internet, se não me engano o UOL, fez um anúncio por estes dias para divulgar seu serviço de e-mail e lançou mão de um velho e eficiente recurso, que dificilmente deixa de chamar a atenção das pessoas: a piada que usa a morte. O rapaz chega todo brincalhão a um certo lugar e, não tendo recebido a tempo uma mensagem eletrônica, desconhece que ali há o velório de alguém. Ao perceber o fora, ele fica encabulado, e os demais, constrangidos. (mais…)
“Cardeneta” e Arizona solto – Texto de João Pedro Feza
terça-feira, agosto 9th, 2005O André Balieiro lembra disso tudo e muito mais…
Naquele tempo…
Uma vez desdobrou-se e comprou um kichute, o caderno de capa dura ficou para outro mês. Se Desenhocop era impensável, pelo menos as folhas de seda quebravam o galho. Outra vez assistiu Perdidos no Espaço e se intrigou com o jeito do Dr. Smith. “Nationaro Kido” era o herói. Monareta dava briga com o colega de cobranças imobiliárias, até chegarem a um acordo para pedalar nos fins de semana. (mais…)
Egalitê e libertê – Texto de Otávio Nunes
quinta-feira, julho 28th, 2005O velho Marquês de Cavangnour chouteava em seu cavalo pelas planícies verdolengas de sua propriedade em Chateau Brillant, a poucos quilômetros de Paris, naquele lusco-fusco vespertino de 13 de julho de 1789. De repente, um homem atrás de uma árvore gritou:
– Morte à nobreza e liberdade ao povo. (mais…)
Em cartaz, a fantástica fábrica… – Texto de João Pedro Feza
quarta-feira, julho 27th, 2005Exilado em sua fábrica de grandes ilusões, Willy Wonka Lula da Silva resolve sortear belos cargos a vorazes consumidores de poder. Assim, pensa, colocaria fim à sua encastelada solidão. Alguns felizardos ganham o cobiçado passaporte para entrar na fantástica fábrica da doce vida. Bestificados com o que se descortina perante seus olhares matreiros, imediatamente começam a se lambuzar com as delícias do local. Ninguém passa vontade. (mais…)
Reformas e reformas
quarta-feira, julho 27th, 2005Bairros e ruas de nomes como Fonte da Saudade, dos Oitis, das Acácias ou Travessa dos Poetas de Calçada, como existem no Rio, são um presente a seus moradores. Em qualquer cidade, deve fazer um bem danado à alma morar ou simplesmente conviver com lugares de nomes tão inspirados. Tirante esses, muito raros, vivemos em meio a centenas de ruas com nomes de generais, desembargadores, professores e doutores sobre os quais temos pouca ou nenhuma informação. (mais…)
Eu quero sempre mais – Texto de Fernanda Villas Bôas
segunda-feira, julho 25th, 2005“Eu quero sempre mais,
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais… de ti”
(Eu quero sempre mais, Ira)
Você se lembra da prostituta Vivian (Julia Roberts) negando beijos na boca ao seu cliente Edward (Richard Gere) numa cena memorável de "Uma Linda Mulher"? No filme, o tal cliente é um empresário boa-pinta e milionário, que contrata os serviços de uma acompanhante e a leva para uma suíte de luxo. Quando o clima começa a esquentar, ele tenta beijá-la, mas é sumariamente rejeitado. A moça explica que beijar na boca não faz parte do pacote - é íntimo demais. (mais…)