Archive for 2004

Entrevista com o jornalista José Alberto Bombig

segunda-feira, novembro 22nd, 2004

Conheça o entrevistado José Alberto Fiorin Bombig, por ele mesmo

Tenho 36 anos e sou formado em jornalismo pela Unesp/Bauru. Em 1994, iniciei minha carreira no Jornal de Jundiaí. Em agosto daquele mesmo ano, fui para o Diário de Bauru, em uma equipe comandada por Paulo Torres e Márcio ABC que marcou época no jornalismo do interior paulista. Dois anos depois, comecei na Folha de S. Paulo, jornal no qual estou até hoje. Passei pelas regionais de Campinas e de Ribeirão Preto, onde fui editor-assistente, e pelos cadernos Esporte e Brasil. Cobri a Copa do Mundo de 2002 e as eleições daquele mesmo ano. Atualmente, sou repórter da coluna política Painel. (mais…)

Urnas mostram inquietação do eleitorado

terça-feira, novembro 16th, 2004

O segundo turno das eleições municipais brasileiras traduziu-se numa verdadeira batalha travada entre PT e PSDB. E o resultado, indiscutível, deu aos tucanos a vitória numérica e também, digamos, no campo do status. Conquistar capitais como Porto Alegre, Curitiba e, especialmente, São Paulo foi decisivo para as ambições da nova oposição nacional. Claro que os petistas também tiveram suas glórias. (mais…)

Apelo(ação)

sexta-feira, novembro 12th, 2004

Há vozes que me dizem para seguir essa estrada. São tantas (vozes) que nem sei: um clamor. Eu as ouço. Não é possível ignorá-las, pois surgem aos meus ouvidos sem que eu as espere. São capazes de inventar e reinventar modos para convencer-me sob seus mandamentos. (mais…)

Aumento de investimento em saúde e educação deveria ser notícia frequente

sábado, outubro 16th, 2004

O IBGE acaba de divulgar uma pesquisa que aponta um aumento em investimentos nas áreas públicas municipais de saúde e educação. Esse tipo de dado deveria vir à tona todos os anos, eis a verdade. Num país como o Brasil, cujos índices de alfabetização são péssimos e cujo respaldo à saúde da população, principalmente nas faixas de menor poder aquisitivo, é deficiente, as necessidades passam prioritariamente por esses setores da vida nacional. (mais…)

O tamanho do abandono

terça-feira, outubro 5th, 2004

Por Willians Fausto

Em 1995, Gilmar M. Dias, chefe do setor de Comunicação Empresarial da Rede Ferroviária Paulista S/A (RFFS/A), contava em uma carta à estudante Laisa T. Ferrel o caos do sistema ferroviário no Brasil. Dizia que há vinte anos uma escassez sem fim rondava as verbas destinadas ao setor. Lembrava a estudante, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, que o último grande investimento havia sido a aquisição de locomotivas GE U20-C em 1975. Desacorçoado desde que o governo Collor reduziu a subvenção que barateava o transporte ferroviário para empresas como a Shell, Texaco, Esso e Itahum, não via outra solução que não a privatização. (mais…)

Ética no jornalismo

sábado, outubro 2nd, 2004

Por Edison Veiga Junior

Ética na veia velha do jornalismo = Estética na nova nave do jornalirismo

(inquietações estudantis)

Nestes cruéis porém cruciais tempos de pós-pós-modernidade, ou seja lá que nome se dão aos bois, aos dois, aos pois e aos pós, muitos são os que advogam pelo fim da ética. Aqueles que privilegiam a estética ainda podem ter um tanto de razão (nunca nos esquecendo que toda estÉTICA contém a ética dentro de si); entretanto, os que argumentam que, se não existe verdade universal, tudo é possível, podem estar prestes a cair em grosseiro erro. (mais…)

Minha revolução – Texto de Fernanda Villas Bôas

sábado, agosto 28th, 2004

Meu desafio para 2005 não é nadar três quilômetros em 1 hora nem esperar a franja crescer para igualar o cabelo – nada disso. O que eu mais quero é deixar de fazer parte da turma do meio-termo nos testes de comportamento. Sabe como é? Nesses testes, em geral, há três tipos de respostas: uma é over, outra é sub-aproveitada e a terceira é a minha, ou seja, a morna, a insípida, a incolor, a inodora. Na maioria das vezes, as pessoas que elaboram esses testes valorizam a coluna do meio. (mais…)

O massacre dos índios Kaingang no oeste paulista

sexta-feira, julho 16th, 2004

Maurício Castelo Branco
Especial para o blog

Quase quatro mil índios dizimados, em pouco mais de uma década, com requintes de crueldade muito semelhantes aos do holocausto. Assim foi o massacre dos Kaingang no Oeste Paulista, no início do século passado.(Na imagem ao lado, uma reprodução que mostra a índia Vanuíre). Um dos mais sangrentos capítulos da História do Brasil, este, como tantos outros marcados por extrema violência contra grupos étnicos ou religiosos, também não teve um volume de estudos nem visibilidade compatíveis com sua importância. Exceção feita à memorável dissertação de mestrado em Ciências Humanas na área de História Natural (USP, 1978) do professor João Francisco Tidei de Lima, de Bauru (SP), base obrigatória para pesquisas. (mais…)

Meninos

sexta-feira, julho 16th, 2004

O menino descalço vai pela rua. No semáforo, pede uma esmola. Na calçada, cheira uma cola. Depois, volta ao semáforo. E à calçada. Vai pela rua o menino. Daí a pouco, moço. Mais tarde, homem. Mas hoje ele só vai pela rua. Depressa encontra outro menino. Será seu companheiro de cola e de esmola. Agora vão os dois pela rua. Chutam pedras soltas, esfregam a sujeira da pele nos muros. Recebem uma moeda, comem um pedaço de pão. Vêem os carros que passam ligeiros. Para onde vão os carros? Para onde vão os meninos?

Você gosta de música erudita? – Texto de Fernanda Villas Bôas

quarta-feira, julho 14th, 2004

Eu adoro e conheço muita gente que detesta. Ou melhor: nunca prestou tanta atenção, mas prefere desgostar de cara para abreviar o trabalho de conferir. A publicidade também ajuda a impopularizar esse gênero. No verão, a Skol, em guerra contra a Nova Schin, lançou a propaganda da "ilha quadrada". Em contraposição à "ilha redonda", a quadrada tinha um bando de paspalhos com Q.I. de paquiderme. O som que rolava na ilha? Música erudita! Na ilha redonda, é claro, rock and roll. (mais…)