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Entrevista com o jornalista José Alberto Bombig

segunda-feira, 22 de novembro de 2004 Texto de

Co­nheça o en­tre­vis­tado José Al­berto Fi­o­rin Bom­big, por ele mesmo

Te­nho 36 anos e sou for­mado em jor­na­lismo pela Unesp/Bauru. Em 1994, ini­ciei mi­nha car­reira no Jor­nal de Jun­diaí. Em agosto da­quele mesmo ano, fui para o Diá­rio de Bauru, em uma equipe co­man­dada por Paulo Tor­res e Márcio ABC que mar­cou época no jor­na­lismo do in­te­rior pau­lista. Dois anos de­pois, co­me­cei na Fo­lha de S. Paulo, jor­nal no qual es­tou até hoje. Pas­sei pe­las re­gi­o­nais de Cam­pi­nas e de Ri­bei­rão Preto, onde fui editor-assistente, e pe­los ca­der­nos Es­porte e Bra­sil. Co­bri a Copa do Mundo de 2002 e as elei­ções da­quele mesmo ano. Atu­al­mente, sou re­pór­ter da co­luna po­lí­tica Pai­nel.

Como é para al­guém que cres­ceu e ini­ciou a car­reira no in­te­rior
ater­ris­sar num exa­gero de ci­dade como São Paulo? Você se sen­tiu in­ti­mi­dado ou ti­rou de le­tra?

Com re­la­ção ao grande cen­tro, foi tranqüilo. Ape­sar de enorme, São Paulo é
aco­lhe­dora. Pro­fis­si­o­nal­mente, o iní­cio é di­fí­cil, dá a im­pres­são que as pes­soas da­qui es­tão mais pre­pa­ra­das, es­tu­da­ram em bons co­lé­gios, co­nhe­cem gente
in­flu­ente etc… Mas de­pois você des­co­bre que há es­paço para quem quer
tra­ba­lhar de ver­dade e que muita gente boa do jor­na­lismo é de fora da ci­dade. Aliás, acho que o pes­soal do in­te­rior do Bra­sil con­tri­bui muito com um olhar di­fe­rente, um tipo de sa­be­do­ria bre­jeira que não está nos li­vros nem nas es­co­las cons­tru­ti­vis­tas da Vila Ma­da­lena. Eu po­de­ria ci­tar uma lista enorme de
bons jor­na­lis­tas e es­cri­to­res que não são pau­lis­ta­nos, mas não vou fazê-lo para não co­me­ter o crime de es­que­cer ami­gos.

É ine­vi­tá­vel per­gun­tar: você tra­ba­lhou du­rante um pe­ríodo ra­zoá­vel no
in­te­rior e de­pois fixou-se na ca­pi­tal; quais as di­fe­ren­ças des­sas duas re­a­li­da­des? Quais as van­ta­gens e des­van­ta­gens de uma e de ou­tra?

A van­ta­gem do in­te­rior é o ritmo mais lento. Além disso, fa­zer jor­nal no in­te­rior é a grande es­cola por­que fe­char uma edi­ção quando a gente tem no­tí­cia é fá­cil, o duro é ti­rar uma edi­ção do chão quando as coi­sas não es­tão apa­ren­tes, ca­var os bas­ti­do­res, bus­car es­pe­ci­ais, si­des no solo árido in­te­ri­o­rano. Nesse sen­tido, tra­ba­lhar em Bauru, Cam­pi­nas e Ri­bei­rão Preto foi muito bom. Em ter­mos pes­so­ais, en­tão, nem se fala. Já em São Paulo e Bra­sí­lia a di­fi­cul­dade é se­pa­rar o joio do trigo den­tre tan­tas in­for­ma­ções que che­gam até você e acor­dar sa­bendo que a con­cor­rên­cia está fun­gando no seu pes­coço para te fu­rar.

Como é mi­grar de uma edi­to­ria para ou­tra, es­pe­ci­al­mente da co­ber­tura
es­por­tiva para a po­lí­tica, como ocor­reu com você na Fo­lha?

O Jo­sias de Souza e o Ray­mundo Costa, dois dos me­lho­res re­pór­te­res do
Bra­sil, têm uma te­o­ria in­te­res­sante: to­dos os re­pór­te­res de po­lí­tica de­ve­riam
ser for­ma­dos na edi­to­ria de es­porte. Faz sen­tido, no fu­te­bol e ou­tras
mo­da­li­da­des você lida com pai­xão, emo­ção, dis­pu­tas in­ter­nas, egos in­fla­dos,
pu­xa­das de ta­pete, plan­ta­ções de no­tas etc.. Por isso, acho que fiz uma
tran­si­ção tranqüila ao tro­car o es­porte pela po­lí­tica.

Dá para des­cre­ver a sa­tis­fa­ção, as sen­sa­ções, as emo­ções de co­brir uma
Copa do Mundo?

É quase im­pos­sí­vel. Co­brir se­le­ção bra­si­leira, na Copa ou em qual­quer ou­tro
lu­gar, es­pe­ci­al­mente no ex­te­rior, é de­mais. An­tes de fa­zer mi­nha pri­meira
vi­a­gem in­ter­na­ci­o­nal com a se­le­ção, aos EUA e ao Mé­xico em 2001, eu era
da­que­les que gos­tava pri­meiro do meu clube, de­pois, da se­le­ção. Quando vi um grupo de fa­ná­ti­cos der­ru­bar no peito a porta do In­ter­con­ti­nen­tal de
Gua­da­la­jara para pe­gar au­tó­gra­fos de Ro­naldo, Ro­berto Car­los e Ro­má­rio,
pas­sei a en­ten­der o que sig­ni­fica aquela ca­misa ama­rela. Para fe­char, a cena
do Cafu le­van­tando a taça com aquela coisa do Jar­dim Irene ma­tou. Es­tá­va­mos fora de casa ha­via dois me­ses, nos abra­ça­mos, re­pór­te­res e co­lu­nis­tas bra­si­lei­ros de di­fe­ren­tes veí­cu­los, e cho­ra­mos. Foi bom.

Aliás, você, que adora fu­te­bol, gos­tou ou não da volta do Par­reira à
se­le­ção?

Sim, acho que foi a me­lhor al­ter­na­tiva de­pois que o Fe­li­pão, de ma­neira
egoísta, acei­tou trei­nar Por­tu­gal. Até hoje não en­tendo o ra­ci­o­cí­nio dele.Trocar o Bra­sil por Por­tu­gal equi­vale a dei­xar o Real Ma­drid para
co­man­dar o São Jo­a­quim Fu­te­bol Clube. O pior foi o ar­gu­mento: “se eu per­der
vão es­que­cer mi­nha con­quista”. Meu Deus!! Quanta bo­ba­gem, como se uma der­rota pu­desse apa­gar da his­tó­ria um ca­pí­tulo tão bo­nito quanto o penta.

E o Cam­pe­o­nato Bra­si­leiro por pon­tos cor­ri­dos, você aprova?

Não, gos­tava mais da fór­mula an­tiga, acho que es­ta­mos a re­bo­que dos eu­ro­peus. A ma­neira atual só fun­ci­o­na­ria com pou­cos clu­bes e com uma Copa do Bra­sil maior e com to­dos os gran­des. Além disso, como disse o amigo Xico Sá (olha aí, uma fera que é de fora de São Paulo) noite des­sas, a vida não é
pon­tos cor­ri­dos, ela é em­bate, é mata-mata.

Elei­ção pre­si­den­cial ou Copa do Mundo?

A Copa é so­nho, mas a elei­ção pre­si­den­cial é in­des­cri­tí­vel, uma coisa que você sabe que irá me­xer com o fu­turo de mi­lhões de pes­soas, do seu país, de
sua fa­mí­lia. Além das vi­a­gens para lu­ga­res que você não iria por conta
pró­pria, os cha­ma­dos gro­tões do país. Afora elei­ções e Copa, ou­tra coisa bem
le­gal é acom­pa­nhar o pre­si­dente em sua vi­a­gens. Lembro-me sem­pre da­quele re­pór­ter do New York Ti­mes que es­tava em Dal­las quando Ken­nedy foi as­sas­si­nado. A his­tó­ria está no li­vro do Gay Tal­lese so­bre o jor­na­lão norte-americano. O que era para ser mais uma en­tre tan­tas co­ber­tu­ras das vi­si­tas do pre­si­dente ao in­te­rior do país transformou-se no dia da vida do su­jeito. Sem­pre fico ima­gi­nando que você pode aju­dar a fa­zer a his­tó­ria a qual­quer mo­mento. É pre­ciso es­tar sem­pre atento.

Você sem­pre es­teve no meio im­presso. Foi por que­rer ou não sur­gi­ram
opor­tu­ni­da­des em ou­tros meios?

Sem­pre gos­tei de ler jor­nal, desde cri­ança, um dos mai­o­res pra­ze­res da mi­nha
vida, até hoje. Pe­gava o bi­cho na mão de ma­nhã e pen­sava: um dia eu vou
fa­zer isso. Mas é fato que nunca sur­gi­ram ou­tras opor­tu­ni­da­des.

E sua aven­tura li­te­rá­ria? Como acon­te­ceu?

Te­nho, além de você, ou­tros gran­des ami­gos es­cri­to­res, en­tre eles o Joca
Rei­ners Ter­ron, um dos no­mes mais pro­mis­so­res da cha­mada Ge­ra­ção 90. Aqui em Sampa, como acon­te­cia em Bauru, freqüen­ta­mos o mesmo bar, a Mer­ce­a­ria São Pe­dro, na Vila Ma­da­lena, ponto de en­con­tro de es­cri­to­res, jor­na­lis­tas etc… Quando o Joca foi con­vi­dado para or­ga­ni­zar uma an­to­lo­gia de tex­tos so­bre o bar (Uma An­to­lo­gia Bê­bada – Fá­bu­las da Mer­ce­a­ria), me con­vi­dou. To­pei na hora e me aven­tu­rei em uma fic­ção, agora pre­paro um li­vro para ser lan­çado no iní­cio do ano que vem. Mas sou di­le­tante. Ah, quem qui­ser ad­qui­rir nosso li­vro é só en­trar no site www.merceariasaopedro.com.br.

Bom, você sabe que este site é bas­tante aces­sado tam­bém por es­tu­dan­tes
de jor­na­lismo. Como é seu dia-a-dia na Fo­lha e quais as di­cas para os que
pre­ten­dem bus­car um lu­gar na cha­mada “grande im­prensa”?

O co­ti­di­ano das re­da­ções é sem­pre in­tenso, em qual­quer lu­gar. Tem que ter
dis­po­si­ção para ra­lar. Não me acho em con­di­ções de dar di­cas, mas sei que é
im­por­tante ler jor­nal, li­te­ra­tura (muito), aces­sar os si­tes, ver o no­ti­ciá­rio da TV, ou­vir o rá­dio, en­fim, não ter ver­go­nha de gos­tar de jor­na­lismo, de es­tar in­for­mado.

E a dis­puta en­tre os pró­prios jor­na­lis­tas? Ge­ral­mente, há mui­tas re­cla­ma­ções so­bre falta de ética e es­crú­pu­los quando o ob­je­tivo é bus­car
es­paço pro­fis­si­o­nal. Você já con­vi­veu com esse tipo de si­tu­a­ção?

Sim, mas nada que te­nha ul­tra­pas­sado os li­mi­tes acei­tá­veis. A con­cor­rên­cia é
grande, mas faz parte do jogo.

Como você ana­lisa a si­tu­a­ção po­lí­tica do país hoje em dia? Qual a vi­são
dos jor­na­lis­tas que vi­vem pró­xi­mos aos ho­mens que di­tam os ru­mos da
po­lí­tica?

O go­verno passa por um mo­mento po­lí­tico de­li­cado, com sua base es­tre­me­cida. Do ou­tro lado, PSDB e PFL pa­re­cem ter con­so­li­dado uma ali­ança que irá du­rar pelo me­nos até 2006, quando a re­e­lei­ção de Lula es­tará na rua. Acho que es­ses dois blo­cos vão po­la­ri­zar du­rante um bom tempo o ce­ná­rio po­lí­tico do país, com os pe­tis­tas em busca de uma união com PTB e PMDB. Após as úl­ti­mas dis­pu­tas nas ur­nas, a re­e­lei­ção de Lula, que mui­tos ima­gi­na­vam fa­vas con­ta­das, po­derá não ser tão fá­cil as­sim.

E o go­verno do Lula, qual é sua ava­li­a­ção?

O go­verno do PT der­rapa nos pon­tos que to­dos ima­gi­na­vam que ele iria ti­rar de le­tra: a ar­ti­cu­la­ção po­lí­tica, a área so­cial, a edu­ca­ção, a saúde, a aber­tura dos ar­qui­vos da di­ta­dura etc… e se­gue firme, pelo me­nos apre­sen­tando al­guns re­sul­ta­dos, ainda que con­tro­ver­sos, no ca­mi­nho da or­to­do­xia econô­mica. A per­gunta ine­vi­tá­vel é “qual o mo­delo que o PT ti­nha ou tem para o país?” Acho que o país passa por um mo­mento de in­fle­xão com a saída de Car­los Lessa do BNDES e de mui­tos ami­gos do pre­si­dente do go­verno.

Va­mos fa­lar um pouco do jor­nal im­presso. É fato que as ti­ra­gens
so­fre­ram uma dura re­du­ção nos úl­ti­mos anos. Tam­bém não se pode ne­gar que a con­cor­rên­cia da in­ter­net tira lei­to­res dos jor­nais. Você não acha que o pa­pel do im­presso é cada vez mais voltar-se para a aná­lise e o apro­fun­da­mento da no­tí­cia?

Sem dú­vida. Se não pu­der­mos ofe­re­cer algo mais que a TV e o rá­dio, acho que es­ta­re­mos fa­da­dos a de­sa­pa­re­cer.

Você acha que o jor­nal corre o risco de per­der o sta­tus e a in­fluên­cia
ob­ti­dos en­tre os cha­ma­dos seg­men­tos for­ma­do­res de opi­nião?

So­mente muito a longo prazo. Se uma pes­soa gosta ou se pre­o­cupa, de fato,
com po­lí­tica e eco­no­mia, por exem­plo, não con­se­guirá se con­ten­tar com o
Jor­nal Na­ci­o­nal. Da mesma forma deve ocor­rer com os aman­tes do te­a­tro, do
Vô­lei etc.., as­sun­tos que não en­con­tram tanto es­paço na cha­mada mí­dia de massa.

Como a re­forma grá­fica e edi­to­rial do Es­ta­dão foi re­ce­bida por vo­cês
jor­na­lis­tas da Fo­lha?

Pelo que con­ver­sei com os co­le­gas, to­dos con­cor­da­ram que o jor­nal fi­cou mais
leve.

Qual a sua opi­nião so­bre a ver­da­deira ava­lan­che de in­for­ma­ções que chega ao pú­blico atra­vés dos di­ver­sos meios? Há quem acre­dite, in­clu­sive es­tu­di­o­sos da co­mu­ni­ca­ção, que os veí­cu­los atu­al­mente mais de­sin­for­mam do que in­for­mam, ao sim­ples­mente jo­gar ao pú­blico, na mai­o­ria das ve­zes sem a pre­o­cu­pa­ção de inseri-las num con­texto, to­das as no­tí­cias pos­sí­veis. Você
con­corda com isso ou não?

Não. Acho a pro­fu­são be­né­fica, cria a di­ver­si­dade. Parto do pres­su­posto que
a busca do bom jor­na­lismo deve in­cluir sem­pre a pre­o­cu­pa­ção com a
con­tex­tu­a­li­za­ção.

O que você acha da pos­tura po­lí­tica da im­prensa norte-americana. Nas úl­ti­mas elei­ções pre­si­den­ci­ais, por exem­plo, os jor­nais se po­si­ci­o­na­ram cla­ra­mente ao lado de um dos can­di­da­tos. No Bra­sil, em­bora mui­tas ve­zes os
veí­cu­los de co­mu­ni­ca­ção o fa­çam por “de­baixo do pano”, não é co­mum, ao me­nos na “grande im­prensa”, ob­ser­var esse tipo de com­por­ta­mento. Qual é sua aná­lise a res­peito?

É um as­sunto con­tro­verso. Isso só se­ria pos­sí­vel no Bra­sil, ima­gino, se
ti­vés­se­mos um nú­mero bem mais ex­pres­sivo de jor­nais e veí­cu­los de
co­mu­ni­ca­ção. Caso con­trá­rio, po­de­ría­mos ter uma in­fluên­cia exa­ge­rada na
dis­puta. Já pen­sou o que po­de­ria acon­te­cer se to­dos os gran­des veí­cu­los
es­co­lhes­sem o mesmo can­di­dato?

Pla­nos para o fu­turo pro­fis­si­o­nal ou deixa a vida te le­var?

Co­brir a elei­ção de 2006.
“… vida leva eu…”

Va­mos ao pingue-pongue?

Sua me­lhor ma­té­ria

Duas me mar­ca­ram muito: ter des­co­berto Ju­li­eta Pe­tit, mãe dos guer­ri­lhei­ros Ma­ria Lu­cia, Lú­cio e Jaime, de­sa­pa­re­ci­dos no Ara­guaia, pu­bli­cada (e muito bem edi­tada por Márcio ABC, o pri­meiro a per­ce­ber o ouro em pó jor­na­lís­tico que tí­nha­mos nas mãos na­quele mo­mento) em 1996 no Diá­rio de Bauru (puta furo!!); e a que re­ve­lou a fraude nos co­mer­ci­ais do go­verno Lula so­bre o pro­grama de Agri­cul­tura Fa­mi­liar, em março deste ano, in­di­cada ao Prê­mio Fo­lha.

Um nome do jor­na­lismo

Elio Gas­pari.

Um nome da po­lí­tica

JFK, o pre­si­dente norte-americano as­sas­si­nado em 1963.

Um nome do es­porte

Dois: Tos­tão, cra­que, amigo, ho­mem sim­ples, ape­sar de in­te­lec­tual, e
meu pai, que jo­gou no Co­mer­cial e na Fran­cana.

Time do co­ra­ção (deixe que eu res­pondo)

Tri­co­lor, o pau­lista.

Filme

Fel­lini Oito e Meio.

Li­vro

O Som e a Fú­ria, do Faulk­ner, e qual­quer ou­tro de Ma­chado de As­sis.

Está lendo atu­al­mente

Me­mó­rias do Sub­solo, de Fi­o­dor Dos­toi­evski.

Seu la­zer

Mú­sica, li­te­ra­tura, ci­nema e bi­ci­cleta.

O texto

A ter­ceira parte de Os Ser­tões (a Luta), um show de jor­na­lismo e de li­te­ra­tura.

Uma sau­dade

Do tempo em que tra­ba­lhei com o pes­soal da re­da­ção do Diá­rio de Bauru.

Um so­nho

Ver o Bra­sil me­lhor.

A ale­gria

São mais que uma: vi­tó­rias do São Paulo, o re­e­con­tro com a fa­mí­lia, os
ami­gos, bons li­vros, bons dis­cos, bons pra­tos, vi­a­gens etc…

A tris­teza

A morte de gente que faz falta para o país, como Celso Fur­tado, por exem­plo.

A cer­teza

Ne­nhuma.

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