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Índia

terça-feira, 9 de janeiro de 2018 Texto de

Tre­mia feito vara verde. Em­bora nunca ti­vesse pres­tado aten­ção a uma vara verde. Na ver­dade, co­nhe­cia ape­nas va­ras pre­tas. Sor­riu para si mesma com um de­sa­lento mór­bido. Não adi­an­tava fa­zer graça com a pró­pria des­graça. Ca­çoar da gente, como re­cei­tava a avó, para ali­viar a vida. O medo que sen­tia acos­sava sua re­ta­guarda, seus flan­cos, o pró­ximo passo. Vi­nha de to­dos os la­dos. Ela pi­sava com in­se­gu­rança como se cor­resse o risco de de­sa­bar a qual­quer mo­mento, mantinha-se de ca­beça abai­xada, o pró­prio ar pa­re­cia pressioná-la como o bafo de um ini­migo no es­curo. Pen­sa­men­tos ruins iam pas­sando fu­gaz­mente pelo san­gue de Ín­dia. Só que ne­nhum de­les po­dia ser com­pa­rado a esta sen­sa­ção, aqui, no meio da rua. Nem o que sen­tiu na pri­meira vez, quando per­ce­beu to­dos os olha­res em cima dela e de seu corpo, de seu je­ans aper­tado, nem quando teve a cer­teza de sua sorte, nada disso che­gou a incomodá-la como agora. Aos tran­cos e bar­ran­cos for­mu­lou uma tese que lhe pa­re­ceu acei­tá­vel. O medo quando a pe­ga­ram pela pri­meira vez era ape­nas o re­sul­tado de um pro­cesso na­tu­ral de seu co­ti­di­ano. Quase to­das as me­ni­nas que ela co­nhe­cia tam­bém ti­nham sido sub­ju­ga­das. Com raiva, lembrou-se de como de­po­si­tara a des­graça toda na pra­te­leira dos epi­só­dios ba­nais de sua exis­tên­cia.

Ela vol­tava so­zi­nha do culto na­quela ma­nhã de do­mingo. A mãe es­tava de cama, co­me­çando uma longa jor­nada na com­pa­nhia de uma des­sas do­en­ças que a mi­sé­ria não re­vela, e quis que ela fosse. Ela foi. Tam­bém lem­brou agora, como uma jus­ti­fi­ca­tiva des­ne­ces­sá­ria, que o je­ans co­la­di­nho não se tra­tava de ca­pri­cho. A calça ha­via fi­cado pe­quena. Es­tava des­bo­tada, quase ras­gada, como vi­rou moda dali um tem­pi­nho. Mas não por ou­tra coisa se­não pelo fato de que era a única. Usava e la­vava. Usava e la­vava. Bem que que­ria um je­ans aper­ta­di­nho por sua conta, e daí? A pou­cos me­tros de casa, ha­via o bar, uma por­ti­nhola es­con­dendo um am­bi­ente es­curo e fé­tido. Nem os fre­quen­ta­do­res su­por­ta­vam fi­car lá den­tro. Com la­ti­nhas de cer­veja ba­rata ou co­pi­nhos de ca­chaça, es­ta­vam sen­ta­dos em ti­jo­los ou to­cos de ma­deira em frente ao lu­gar. Pri­meiro um de­les levantou-se e cla­ra­mente em­bri­a­gado abai­xou o cal­ção para mi­jar vol­tado em sua di­re­ção. Ín­dia viu-o es­go­tar o tan­que. De­pois, em vez de guar­dar o pau, co­me­çou a massageá-lo olhando para ela. Os ou­tros pas­sa­ram a rir e fa­zer gra­ce­jos. Ao cru­zar com ele sem olhá-lo di­re­ta­mente, per­ce­beu que ele fin­gia masturbar-se. An­dou o mais rá­pido que pôde, mas logo o grupo movimentava-se atrás de si, o pre­pú­cio do tempo abra­çando a glande da re­a­li­dade, ine­vi­tá­vel. Eram três ou qua­tro. Sa­bia que o bairro se ca­gava de medo de­les. Os Va­ras Pre­tas. Ou Va­ra­pre­tas. Que di­fe­rença fa­zia no fim para ela? 

Ín­dia pro­cu­rava o en­de­reço com di­fi­cul­dade. Es­tava as­sus­tada. Nunca es­ti­vera num lu­gar as­sim. Tam­bém não se sen­tia à von­tade para per­gun­tar. Pa­rar al­guém e certificar-se do ca­mi­nho certo. Por ex­pe­ri­ên­cia pró­pria, sa­bia que o me­lhor era re­sol­ver seus pro­ble­mas so­zi­nha. Nada de pe­dir ajuda, como na­quela pri­meira vez com os Va­ras Pre­tas. Ainda sen­tia o cheiro ácido do quar­ti­nho em que a jo­ga­ram nos fun­dos da casa do vi­zi­nho. Con­se­guiu che­gar al­guns se­gun­dos an­tes de­les. Houve tempo de pe­dir ajuda. So­corro, Seu Juca, so­corro. O ve­lho assustou-se, de­pois pa­re­ceu re­sig­nado como um pe­daço de zinco es­quen­tando ao sol. Ín­dia perguntava-se se ele não po­dia bus­car uma faca, tal­vez ti­vesse uma arma es­con­dida. Mas não. Por cima dos om­bros dos ra­pa­zes que a es­tu­pra­vam, ela con­se­guiu avistá-lo com o olhar atento desde a porta. Não dava a im­pres­são de al­guém in­dig­nado. Tam­pouco ater­ro­ri­zado. Man­ti­nha ape­nas uma ex­pres­são de cu­ri­o­si­dade, ou tal­vez fosse uma re­a­ção afeita àquela coisa que tem um nome chi­que quando se trata de gente rica, vo não sei quê. Mesmo as­sim ela não o cul­pava. Sa­bia que não ha­via a quem ape­lar quando a lei ali eram os pró­prios ho­mens que a per­se­gui­ram e agora a fo­diam sem dó. Quem co­me­çou foi o mais te­mido dos Va­ra­pre­tas. A fa­vela toda di­zia que ele não res­pei­tava nem cri­an­ças nem ve­lhi­nhas, um tra­fi­cante, es­tu­pra­dor e não sa­bia o que mais. A in­ten­si­dade da dor arrancou-a da re­a­li­dade. Foi pior para ela. Desde pe­quena, quando se cor­tava com os ca­cos de vi­dro na rua ou le­vava cho­ques nos fios des­cas­ca­dos das gam­bi­ar­ras que cru­za­vam os céus en­tre os bar­ra­cos, Ín­dia ria. Uma re­a­ção inex­pli­cá­vel. E in­con­tro­lá­vel. Mas ela ria. Quase mor­ria de dor, mas ria. No quar­ti­nho chei­rando a mofo, a merda, a ca­chorro mo­lhado e a res­tos po­dres de feira, Bu­gio ar­ran­cou seu san­gue. Pri­meiro pela frente, de­pois por trás. Ín­dia riu. Bu­gio sentiu-se hu­mi­lhado. A cada se­gundo tornava-se mais vi­o­lento. Pa­re­cia que­rer que o pau saísse pela sua boca, quem sabe as­sim ela pa­rasse de rir. Quando o se­gundo dos Va­ras Pre­tas en­trou em Ín­dia, ela pa­rou de rir. Não ti­nha mais re­a­ção. Era como a co­ceira que di­zem apoderar-se dos am­pu­ta­dos. O Coca Li­tro ar­re­me­tia, mas não ha­via mais nada em­baixo dele. 

Pelo que lem­brava ter visto no Go­o­gle Maps achou que já es­tava perto. O pro­blema era o ce­lu­lar, um apa­re­lho tão ba­tido que só às ve­zes fun­ci­o­nava, quase sem­pre sim­ples­mente pis­cava e apa­gava. Ín­dia não ti­nha di­nheiro para levá-lo a uma da­que­las bar­ra­qui­nhas cu­jos do­nos fin­giam en­ten­der de tudo um pouco e para quem você con­ti­nu­ava sem­pre de­vendo. Desde a morte da mãe, res­pon­sá­vel por fa­zer uns tra­ba­lhi­nhos de re­sul­tado du­vi­doso que mesmo as­sim da­vam al­gum di­nheiro, mal con­se­guia com­prar co­mida. Fa­zia dois dias ven­dera a te­le­vi­são para ten­tar uma úl­tima car­tada. E agora ela a jo­gava. Como ten­tou jo­gar no dia do quar­ti­nho na casa do Seu Juca. Quando o ter­ceiro ou o quarto Va­ra­preta su­biu em cima dela, de­ci­diu fingir-se de morta. Ten­tou res­pi­rar o mí­nimo pos­sí­vel. Largou-se. 

O azar foi que, após al­gum tempo sem sen­tir os Va­ras Pre­tas den­tro de seu corpo, a dor vol­tou lan­ci­nante, e ela sor­riu. Não dava mais para fin­gir a morte, em­bora a ti­vesse de­se­jado do fundo da alma quando o Bu­gio trouxe o me­nino. De­via ter onze ou doze anos. Você viu o que a gente fez, não viu? Vai lá, agora é sua vez! E abai­xou o cal­ção do ga­roto. Mas ele re­fu­gou em sua ini­ci­a­ção. O pau não sobe? Seu bro­chi­nha! Tu não é vi­ado, não, é? O ir­mão­zi­nho do Bu­gio fi­cou pa­ra­li­sado. Ín­dia sen­tia o san­gue es­cor­rer nas co­xas. Viu o sa­fa­não do Bu­gio no me­nino. En­quanto ele ro­do­pi­ava com a mão no ou­vido, os Va­ra­pre­tas su­bi­ram as cal­ças com in­di­fe­rença e saí­ram. O ga­roto fi­cou no meio do quar­ti­nho, es­tá­tico. Ín­dia não ti­nha for­ças para se er­guer. Com es­forço, con­se­guiu pu­xar a calça para perto de si, como se o je­ans fosse uma arma ca­paz de defendê-la de fu­tu­ras ame­a­ças. Me ajuda, ela im­plo­rou ao me­nino. Olhou para a porta e o Seu Juca de­sa­pa­re­cera, não sa­bia desde quando. O sol intrometia-se no meio da co­ber­tura de te­lhas, pa­pe­lão e zinco. Ilu­mi­nava o rosto do ir­mão do Bu­gio. Ele en­xu­gou as lá­gri­mas na manga da ca­mi­seta. Ín­dia tam­bém teve von­tade de cho­rar. Em sua ca­beça formava-se a ideia de não di­zer nada à mãe. O que a ve­lha do­ente po­de­ria fa­zer além de con­ta­bi­li­zar uma des­graça a mais? Fe­chou os olhos para en­ga­nar a re­a­li­dade. Tudo fi­ca­ria como um pe­sa­delo. Iria lavar-se, ver com al­guma das ami­gas mais es­co­la­das se ha­via algo a fa­zer para não fi­car bar­ri­guda. Nunca ti­nha le­vado porra na vida, em­bora, por ne­ces­si­dade, ti­vesse apren­dido a tre­par aos doze anos. Va­ci­lar não era com ela. Abriu os olhos, o me­nino ti­nha se apro­xi­mado. Como um bi­cho acu­ado, bu­fava bem acima de sua ca­beça, onde jor­rou aquele lí­quido quente e es­pesso que, no lu­gar de lá­gri­mas, inun­dou as pál­pe­bras de Ín­dia.

Pas­sou as cos­tas das mãos so­bre os olhos, como se fosse pos­sí­vel limpá-los re­tro­a­ti­va­mente. Per­ce­beu que es­tava su­ando muito. No en­tanto, não sen­tia ca­lor nem nada. Ro­lava na rua como uma da­que­las sa­co­las plás­ti­cas que so­bre­voam a fa­vela em dias de vento. É o medo, pen­sou. Que boba eu sou, pegou-se di­zendo, de­pois de tudo. Ten­tou acalmar-se à som­bra de um pe­queno ar­busto. Apro­vei­tou para dar uma olhada nas con­di­ções do ce­lu­lar. O apa­re­lho deu si­nal de vida. Con­fir­mou que já es­tava che­gando e à sen­sa­ção de medo juntou-se a mesma dor de ou­tro dia, quando a mãe sol­tou sua mão e não res­pi­rou mais, a dor do des­co­nhe­cido, que a fez rir da­quele jeito, a vi­zi­nha di­zendo cruz credo, me­nina, mas não era ale­gria, Dona Ma­ria, é uma coisa que me dá. Sem­pre dava. Du­rante a noite toda, o cai­xão da mãe ali e ela rindo de hora em hora. Era a dor. Olhavam-na en­vi­e­sado, as duas ou três mu­lhe­res que se dis­pu­se­ram a pas­sar a noite com ela. A mesma dor de de­pois do en­terro. Ao vol­tar para casa, avis­tou Bu­gio um pouco an­tes de che­gar. Não ha­via uma alma viva por ali, onde es­ta­vam to­dos? Ele vi­nha no sen­tido con­trá­rio, e Ín­dia co­me­çou a tre­mer e suar, as en­tra­nhas doíam-lhe como se os Va­ra­pre­tas es­ti­ves­sem no­va­mente em cima dela. Es­fre­gou as mãos pela cin­tura para certificar-se de que ti­nha co­lo­cado o ves­tido, e não o je­ans aper­ta­di­nho. Sen­tia o corpo umedecer-se, bro­tava água de to­dos os po­ros, mo­via os pés ao en­con­tro de Bu­gio como se os ar­ras­tasse, ima­gi­nava a po­eira su­bindo à sua pas­sa­gem, a terra gru­dava na parte in­terna das co­xas, so­li­di­fi­cava o suor, en­du­re­cia as per­nas, que pe­sa­vam mais e mais a cada se­gundo, o sol a ful­mi­nava e pa­re­cia derretê-la, e era o que ela mais de­se­java na­quela hora, ser der­re­tida pelo sol, es­cor­rer al­guns me­tros pela areia suja de lixo e merda de ani­mais e sim­ples­mente extinguir-se num ponto qual­quer di­ante de um bar­raco qual­quer, onde um ca­chorro vi­esse e mi­jasse em cima. Quando Bu­gio pas­sou por ela, a dor ha­via atin­gido um grau in­su­por­tá­vel, e ela não pôde se­gu­rar a abrupta ex­plo­são de um riso tão alto que pa­re­ceu in­sano àque­les olha­res sur­gi­dos de­trás de por­tas frá­geis abrindo-se em ru­gi­dos es­par­sos.

Agora, Ín­dia lu­tava com de­ses­pero con­tra o medo e a dor. Na hora em que abri­ram a porta, ela con­teve a tempo o ím­peto de cor­rer, fu­gir dali, aban­do­nar no meio do ca­mi­nho a car­tada de­ci­siva, vol­tar para a pro­posta do Seu Juca, ini­ci­al­mente in­de­co­rosa, mas que já pa­re­cia soar algo ra­zoá­vel. O que cus­tava no fim das con­tas uma chu­pada a cada dois ou três dias em troca de um abrigo, ainda mais de ti­jo­los e te­lhas? Vendo aflita que a blusa em­pres­tada de Nalva os­ci­lava com as es­to­ca­das do co­ra­ção, se­guiu a pas­sos cur­tos o ho­mem des­co­nhe­cido que a aten­deu na por­ta­ria. Deixou-se le­var, por as­sim di­zer. O ar limpo e per­fu­mado pa­re­cia apertá-la com a força de uma grande ser­pente. O am­bi­ente claro e ilu­mi­nado a su­fo­cava. A ma­ciez do sofá es­pe­tava suas co­xas e a fa­zia remexer-se a todo ins­tante. Mal acre­di­tava que pu­desse ter feito o tra­jeto todo. Desde que to­mara o se­gundo ou ter­ceiro ôni­bus, não con­se­guia lem­brar agora, pa­re­cia ter aden­trado um pe­sa­delo es­tra­nho. Ao mesmo tempo em que que­ria vol­tar a qual­quer custo, ia em frente. Era como uma des­sas areias mo­ve­di­ças que via em fil­mes. Quanto mais de­se­java fu­gir, mais afun­dava. Até meter-se de ca­beça e tudo na­quela ge­leia ex­tra­va­gante. As cal­ça­das, as pes­soas, os car­ros, os pré­dios. To­das as som­bras dobravam-se so­bre ela de modo ame­a­ça­dor desde que des­cera do ôni­bus no bairro chi­que. Até os cães de la­ci­nhos em car­ri­nhos de bebê. Tudo mesmo! 

Levantou-se de re­pente ao ou­vir a voz pau­sada di­ante de si. Uma mu­lher que pa­re­cia ter saído da no­vela das nove fa­lava ao te­le­fone so­bre a ex­po­si­ção de um dou­tor, Dou­tor Ca­va­blanco, se ela ti­nha en­ten­dido bem. É um pouco es­tra­nha, mas vale a pena, disse sor­rindo a al­guém do ou­tro lado da li­nha. Fa­lava ao ce­lu­lar e com Ín­dia ao mesmo tempo. A Nalva, que tra­ba­lha aqui na fa­xina, te in­di­cou. Ín­dia quis res­pon­der que sim, se­nhora, isso mesmo, a Nalva. Ela é da mi­nha co­mu­ni­dade, sabe? A se­nhora está vendo esta blusa? Foi ela quem me em­pres­tou pra eu vir as­sim ar­ru­mada. A Nalva é mi­nha amiga desde pe­quena, se a se­nhora sou­besse de tudo que a gente já pas­sou junto, mas deixa pra lá. Ela sem­pre di­zia que eu de­via pro­cu­rar em­prego aqui. Lá até as ba­ra­tas são bo­ni­tas, a Nalva me disse, pa­rece que são en­ce­ra­das, che­gam a bri­lhar. Dá até von­tade de en­fiar uma na bolsa e le­var pra casa. A Nalva me fa­lou que aqui tem cri­an­ças pra olhar e coi­sas a dar com pau pra lim­par por tudo, mas eu não po­dia dei­xar mi­nha mãe de cama so­zi­nha lá em casa. Não sei se a se­nhora soube, ela mor­reu ou­tro dia. Des­can­sou, coi­tada. É a vida. Sen­tindo os olhos ar­de­rem, Ín­dia de re­pente pen­sou se ti­nha mesmo dito es­sas bo­ba­gens to­das à mu­lher bo­nita e bem ves­tida que a ob­ser­vava feito o Seu Juca na­quele dia no quar­ti­nho dos fun­dos. De todo modo, es­tava tão úmida, quente e trê­mula que se­ria di­fí­cil algo pi­o­rar para si, era como se es­ti­vesse va­ri­ando em fe­bre, como di­zia a avó. Tanto fa­zia se ti­vesse dito ou não. Você trouxe um cur­rí­culo, ou­viu que a mu­lher per­gun­tava. Mas Ín­dia agora es­tava sem fô­lego de tanto rir. 

* Este conto in­te­gra o li­vro “O cri­a­dor de tudo” (não pu­bli­cado)
** Para ler “Ca­che­col”, que faz parte do mesmo li­vro, cli­que aqui

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