Impressões

Literatura, cinema e futebol

segunda-feira, 9 de agosto de 2010 Texto de

1 Flip

A fei­ra li­te­rá­ria de Pa­raty aca­bou do­min­go e um dos as­pec­tos que mais me cha­ma­ram a aten­ção foi o pou­co ca­so (ou se­ria um me­ro ins­tru­men­to de mar­ke­ting?) que al­guns es­cri­to­res de­mons­tram ao par­ti­ci­par do even­to. Não sei se é pou­co ca­so ou pou­ca von­ta­de, sei lá. O fa­to é que os ca­ras vão lá e di­zem que não gos­ta­ri­am de es­tar lá, que não gos­tam de con­ta­to com o pú­bli­co e por aí vai. Ca­ra­lho, por que vão?

2 Ci­ne­ma

Vi dois fil­mes que não achei lá es­sas coi­sas. O mais fra­co dos dois é “O Men­sa­gei­ro”. É so­bre uma ati­vi­da­de na­da agra­dá­vel no exér­ci­to dos EUA: avi­sar aos fa­mi­li­a­res so­bre as bai­xas no front. As atu­a­ções até que são bo­as, prin­ci­pal­men­te de Wo­ody Har­rel­son, que foi in­clu­si­ve in­di­ca­do ao Os­car de me­lhor ator co­ad­ju­van­te. Mas o ro­tei­ro não se sus­ten­ta, o fil­me se per­de e até a mo­ci­nha vai em­bo­ra.

O ou­tro é “Edu­ca­ção”, in­di­ca­do ao Os­car em três ca­te­go­ri­as, in­cluin­do a de me­lhor fil­me. Uma alu­na bri­lhan­te que ten­ta uma va­ga em Ox­ford na Grã-Bre­ta­nha dos anos 1960 é se­du­zi­da por um ho­mem mais ve­lho e vi­ve um gran­de pe­sa­de­lo quan­do des­co­bre que nem tu­do é tão bom quan­to ela pen­sa­va que fos­se. Fil­me mé­dio. Na­da de no­vo. Ne­nhum as­pec­to que cha­me aten­ção. Mas não é ruim. Ve­ja abai­xo o trai­ler:

http://www.youtube.com/watch?v=aZy1mv_FC6k

3 Po­lí­ti­ca

O pri­mei­ro de­ba­te pre­si­den­ci­al, na Band, foi de amar­gar. Os con­cor­ren­tes só fal­ta­ram tro­car bei­ji­nhos na ho­ra de res­pon­der. Não, não acho que de­ba­te é pra que­brar o pau e dar bai­xa­ria. Mas no mí­ni­mo é pre­ci­so que os can­di­da­tos mos­trem cla­ra­men­te su­as di­fe­ren­ças. O que ca­da um tem de me­lhor em re­la­ção ao ou­tro? Ou são to­dos iguais? A res­pos­ta fi­ca pa­ra o pró­xi­mo. Se con­ti­nu­a­rem co­mo co­me­ça­ram, se­rá a elei­ção mais ge­la­da da his­tó­ria.

4 Fu­te­bol

Nos EUA, a se­le­ção bra­si­lei­ra co­me­ça sua re­no­va­ção com Ma­no Me­ne­zes. Gos­tei do co­me­ço. O no­vo téc­ni­co cha­mou gen­te no­va e deu a en­ten­der que fa­rá mu­dan­ças re­ais. En­quan­to is­so, Mu­ricy Ra­ma­lho dei­xou es­ca­par que fi­cou tris­te por não ter acei­ta­do o car­go ofe­re­ci­do pe­la CBF. Sin­ce­ra­men­te, acho que o Mu­ricy er­rou. Po­de até ser cam­peão bra­si­lei­ro com o Flu­mi­nen­se – coi­sa que eu não acre­di­to - , mas as­sim mes­mo, na mi­nha mo­des­tís­si­ma opi­nião, te­rá co­me­ti­do uma fa­lha gra­ve em sua car­rei­ra.

5 Ta­pas e pe­dras

En­quan­to no Bra­sil dis­cu­te-se a proi­bi­ção da pal­ma­da, no Irã con­de­na-se à mor­te por ape­dre­ja­men­to. O mun­do glo­ba­li­za­do é ain­da mui­to seg­men­ta­do.

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