Crônicas

Céu da boca

sexta-feira, 17 de julho de 2009 Texto de

É cu­ri­oso ob­ser­var, na co­ber­tura do fu­te­bol, a guerra tra­vada pe­las emis­so­ras con­tra anun­ci­an­tes in­de­se­ja­dos. Alterou-se pro­fun­da­mente o cha­mado pri­meiro plano, aquele em que apa­rece a face do en­tre­vis­tado.

Vale um trei­na­mento es­pe­cí­fico aos re­pór­te­res es­por­ti­vos. Al­gu­mas en­tre­vis­tas co­me­ça­riam mais ou me­nos as­sim:

“Gal­vão, aqui está a boca do Dunga, que agora vai co­me­çar a se me­xer e pode es­pir­rar al­gu­mas go­tí­cu­las de sa­liva na câ­mera”;

“Lu­ci­ano, este pe­li­nho mais com­prido do na­riz do Kaká é uma nova moda que ele está lan­çando, veja que o pe­li­nho da es­querda é meio cen­tí­me­tro mais longo, é isso mesmo, Kaká?”;

“Clé­ber, você não pode ver, mas esta lín­gua é do Ro­bi­nho. Ela é a pri­meira a fa­lar aqui na zona mista. Mas da­qui a pouco ainda vão pas­sar por aqui os mo­la­res do Lú­cio e os ca­ni­nos do Luís Fa­bi­ano”.

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Pé­rola (uma mal­da­de­zi­nha não faz mal a nin­guém) do Mil­ton Leite, do Sportv, dis­pa­rado o me­lhor lo­cu­tor es­por­tivo da atu­a­li­dade: “Agora, os jo­ga­do­res da se­le­ção vão para o ho­tel, to­mam um ba­nho, pe­gam as ma­las…”

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