Abri o li­vro e caiu dele uma flor seca. A jul­gar pelo ta­ma­nho das ou­tras, fal­ta­vam duas pé­ta­las. Que so­fri­mento le­va­ria al­guém a de­sis­tir no mal-me-quer e se­pul­tar esse des­tino num li­vro ve­lho da Bi­bli­o­teca Pú­blica? Me deu von­tade de olhar o nome na fi­cha de re­ti­ra­das, tal­vez procurá-lo. Mas pen­sando bem, co­nhe­cer a sua dor para somar-se à mi­nha não aju­da­ria a ne­nhum de nós. Ar­ran­quei mais uma pé­tala e guar­dei a flor no meio do li­vro. Seja fe­liz, meu amigo anô­nimo.

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