Impressões

Filmes que fazem pensar

segunda-feira, 11 de junho de 2012 Texto de


“O es­pião que sa­bia de­mais” (ba­se­ado em li­vro homô­nimo do es­cri­tor in­glês John Le Carré lan­çado no Bra­sil pela Edi­tora Re­cord) é um bom filme para quem gosta do gê­nero. Para quem qui­ser sa­ber mais so­bre o li­vro, cli­que aqui e leia ma­té­ria na Folha.com.

O filme, di­ri­gido por To­mas Al­fred­son e pro­ta­go­ni­zado por Gary Old­man, tem tam­bém ou­tras gran­des es­tre­las, como Co­lin Firth e John Hurt. Ge­orge Smi­ley (Gary Old­man) é cha­mado de volta de sua apo­sen­ta­do­ria do ser­viço se­creto bri­tâ­nico para des­co­brir quem é o agente du­plo que tam­bém presta ser­vi­ços para os so­vié­ti­cos. O filme se passa du­rante a cha­mada Guerra Fria.

Em­bora eu só re­co­mende para quem gosta de fil­mes de es­pi­o­na­gem, não con­cordo com um crí­tico que du­rante o Os­car disse que achou a obra “con­fusa”. Isso me faz pen­sar como es­ta­mos fi­cando cada vez mais aco­mo­da­dos em re­la­ção ao ci­nema e à li­te­ra­tura. O que não é mas­ti­gado, como nos en­si­nou Hollywood, passa a ser con­fuso.

Eu não as­sisti a mui­tos fil­mes de Gary Old­man ul­ti­ma­mente, mas desde “Mi­nha Amada Imor­tal” que eu não o via tão bem. A in­di­ca­ção ao Os­car foi jus­tís­sima.

Bom, quem não está dis­posto a lo­car filme de es­pi­o­na­gem, pode ti­rar “Pre­ci­sa­mos fa­lar so­bre o Ke­vin”. Pra mim, um achado que con­se­gue im­por um forte apelo psi­co­ló­gico a um drama que per­turba e ater­ro­riza. A ação re­trata uma das gran­des neu­ro­ses da atu­a­li­dade: o risco de a qual­quer mo­mento ser de­fla­grada uma ma­tança co­le­tiva. Aliás, tam­bém ba­se­ado em li­vro do mesmo nome do es­cri­tor Li­o­nel Sh­ri­ver (Edi­tora In­trín­seca).

“O es­pião que sa­bia de­mais”, por sua pró­pria ca­rac­te­rís­tica, e “Pre­ci­sa­mos fa­lar so­bre o Ke­vin”, por sua cru­eza e re­a­lismo, são fil­mes que fa­zem pen­sar. Boas pe­di­das para fu­gir­mos um pouco da me­di­o­cri­dade que as­sola te­lo­nas e te­li­nhas.

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