Impressões

O império do sol

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 Texto de

Capa do li­vro em edi­ção pu­bli­cada pela Best­Bolso

Aca­bei de ler o li­vro no qual Ste­ven Spi­el­berg se ba­seou para fa­zer o filme homô­nimo. Fa­zia tempo que eu que­ria ter lido, acho que desde a época que fui ver a be­lís­sima obra no ci­nema. Isso foi lá por 1987, 1988.

J.G. Bal­lard (foto acima feita por Ea­monn Mc­Cabe), que mor­reu no ano pas­sado, traça um pa­no­rama dra­má­tico dos hor­ro­res da Se­gunda Guerra Mun­dial na China in­va­dida pelo Ja­pão. Jim, o he­rói do li­vro, é um ga­roto in­glês que vive em Xan­gai com seus pais. Num in­ci­dente ter­rí­vel, ele se perde da fa­mí­lia e acaba va­gando du­rante anos pe­las ruas e cam­pos de pri­si­o­nei­ros.

O ro­mance tem fundo au­to­bi­o­grá­fico. O pró­prio Bal­lard e sua fa­mí­lia fo­ram pri­si­o­nei­ros dos ja­po­ne­ses. E dessa ex­pe­ri­ên­cia, o au­tor pin­çou grande parte da in­crí­vel aven­tura de Jim.

His­tó­rias de guer­ras quase que se sus­ten­tam por si só. As pro­fun­de­zas do ser hu­mano são ine­vi­ta­vel­mente vas­cu­lha­das em si­tu­a­ções desse tipo. Mas por ter sido per­so­na­gem de uma de­las, Bal­lard con­se­gue descrevê-la de modo po­de­roso.

Não é um li­vro que flui a toda ve­lo­ci­dade. A nar­ra­tiva às ve­zes pa­tina em des­cri­ções ex­tre­ma­mente de­ta­lha­das. Mas acho que é essa uma das gran­des qua­li­da­des do li­vro: a pa­ci­ên­cia para con­tar um de­sas­tre so­bre o qual não po­de­mos pas­sar por cima com ra­pi­dez.

Veja abaixo, o trai­ler do filme de Spi­el­berg

http://www.youtube.com/watch?v=Wv9rirLk2kA

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