Impressões

Consciência política

quarta-feira, 22 de setembro de 2010 Texto de

Ima­gem de di­vul­ga­ção do filme “Três ho­mens em con­flito” (1966)

Ah, a cons­ci­ên­cia po­lí­tica…
O que é essa tal cons­ci­ên­cia po­lí­tica que pre­ci­sa­mos acor­dar em nos­sos cé­re­bros? So­ció­lo­gos e ci­en­tis­tas po­lí­ti­cos cai­riam de boca nesse as­sunto su­cu­lento. Para eles, claro. O fato é que não sei mais se o que pre­ci­sa­mos é cons­ci­ên­cia po­lí­tica ou ho­mens ín­te­gros.

Fico me per­gun­tando: de que adi­anta ter cons­ci­ên­cia po­lí­tica num mundo de­vas­tado pela falta de ética e de cre­di­bi­li­dade? Sei que é um ci­clo: onde não há cons­ci­ên­cia po­lí­tica, a de­vas­ta­ção é maior, e essa de­vas­ta­ção ali­menta a falta de cons­ci­ên­cia po­lí­tica. Mas, no fim das con­tas, se ve­mos a cons­ci­ên­cia po­lí­tica ex­tra­vi­ada mesmo en­tre os bem for­ma­dos e in­for­ma­dos, como será pos­sí­vel frear a de­vas­ta­ção?

Prin­ci­pal­mente agora, em época elei­to­ral, os po­lí­ti­cos es­tão aí com as bo­cas ar­re­ga­nha­das. Tem de tudo: da bai­xa­ria à dita se­ri­e­dade. Há, num con­ceito bas­tante sim­pló­rio, o time de po­lí­ti­cos que nós, bem in­for­ma­dos, con­si­de­ra­mos acei­tá­veis e o time que acha­mos im­pres­tá­vel.

Mas o que isso sig­ni­fica em ter­mos con­cre­tos? Qual a ga­ran­tia de que o su­jeito me­nos pior (não, não vou fa­lar de “me­lhor” aqui por­que não acre­dito nisso em po­lí­tica) não frus­trará nos­sas pou­cas ex­pec­ta­ti­vas (sim, por­que em po­lí­tica não há, faz tempo, gran­des ex­pec­ta­ti­vas)?

Quem pode ser con­si­de­rado bom ou mau nesta nossa vida po­lí­tica? Quem pode ser ca­paz ou in­ca­paz? Quem pode ser me­lhor ou pior? 

Os pró­prios po­lí­ti­cos cons­truí­ram esse di­lema. E vão le­var ainda muito tempo para nos li­vra­rem dele. Se é que al­gum dia nos li­vra­rão.

En­quanto você pensa no as­sunto, re­co­mendo um fil­maço: “Três ho­mens em con­flito” (com Clint Eastwood e di­re­ção de Ser­gio Le­one). Aqui, no enun­ci­ado, é tudo muito ex­plí­cito: há o bom, o mau e o feio. Mas às ve­zes…

Veja a es­pe­ta­cu­lar cena do du­elo fi­nal do filme:

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