Impressões

‘No’, a queda de Pinochet

domingo, 1 de setembro de 2013 Texto de

Gael García Bernal em "No"

Sim, o filme “No” (di­re­ção de Pa­blo Lar­raín, com Gael Gar­cía Ber­nal no pa­pel prin­ci­pal) me­re­ceu ter sido in­di­cado ao Os­car de me­lhor filme es­tran­geiro.

Mos­tra a força de uma única pa­la­vra (de duas le­tras!) so­bre o apa­rato da di­ta­dura chi­lena do fa­mi­ge­rado Pi­no­chet.

Mos­tra tam­bém, claro, a po­dri­dão hu­mana (em vá­rios sen­ti­dos, in­cluindo o ético). E, por fim, como uma di­ta­dura ja­mais, ja­mais, traz algo po­si­tivo.

Ou­tro dia es­crevi so­bre o gosto amargo que sinto na gar­ganta quando vejo “O que é isso, com­pa­nheiro?” (di­re­ção de Bruno Bar­reto).

Di­ante da vi­o­lên­cia e da cru­el­dade das di­ta­du­ras, fico pen­sando o que leva gente a pos­tar nas re­des so­ci­ais fra­ses atri­buí­das a ge­ne­rais da di­ta­dura bra­si­leira, como se es­sas fra­ses e es­ses ge­ne­rais de al­gum modo pu­des­sem jus­ti­fi­car a abo­mi­ná­vel pro­pen­são dos nos­sos po­lí­ti­cos à cor­rup­ção e à co­var­dia.

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