Impressões

Imutável

terça-feira, 19 de março de 2013 Texto de

Em 2009, es­cre­vi aqui mes­mo no meu blog o tex­to abai­xo so­bre as en­chen­tes em San­ta Ca­ta­ri­na. O tem­po pas­sa e é só tro­car uma ou ou­tra pa­la­vra.

“Sem dar vol­tas, é is­to: a blas­fê­mia am­bi­en­tal do ho­mem cus­pi­da de vol­ta pe­la na­tu­re­za. Não ve­jo co­mo res­pei­tar su­jei­tos que se tra­ves­tem de po­der pú­bli­co e, ao lon­go do tem­po, das dé­ca­das ou dos sé­cu­los, agem com ta­ma­nha ir­res­pon­sa­bi­li­da­de. Ou al­guém vai acei­tar os far­ra­pos de des­cul­pas emol­du­ra­das em ares de sur­pre­sa? Sim, se­nho­res. E se­nho­ras. Eis aí o si­nal ver­me­lho. On­de es­tão as fi­gu­ras que, no po­der, dei­xa­ram de pla­ne­jar nos­sas áre­as ur­ba­nas e as ocu­pa­ções ru­rais? Eu os acu­so. Eu os con­de­no. Mas sei que eles não se con­si­de­ram acu­sa­dos nem con­de­na­dos e es­tão ocu­pa­dos lu­di­bri­an­do lá­gri­mas sin­ce­ras que ja­mais se­rão ca­pa­zes de la­var a má­cu­la do Ita­jaí.

“(Is­so sem con­tar nos­sa eter­na pas­si­vi­da­de)”

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