Impressões

Sean Penn, um bom filme e o resto

domingo, 4 de novembro de 2012 Texto de

Sean Penn: um ro­queiro de­pres­sivo e uma ótima atu­a­ção

Uma coisa que me deixa muito puto é ver que um filme como “Aqui é o meu lu­gar” não passa em Bauru. E, claro, em mui­tas ou­tras ci­da­des do in­te­rior. Já nem sei se o pro­blema é das em­pre­sas de ci­nema ou dos es­pec­ta­do­res, cuja mai­o­ria quer ver bomba ex­plo­dindo e braço vo­ando.

Sean Penn cer­ta­mente con­cor­rerá ao Os­car ou a ou­tros prê­mios im­por­tan­tes do ci­nema. Na pele de um ro­queiro de­prê fa­moso e trau­ma­ti­zado com sua vida som­bria e al­guns acon­te­ci­men­tos su­pos­ta­mente pro­vo­ca­dos por ela, como sem­pre ele dá um es­pe­tá­culo ines­que­cí­vel de in­ter­pre­ta­ção.

A cena em que seu per­so­na­gem, afas­tado dos pal­cos e da mú­sica por duas dé­ca­das, toca para um sim­ples ga­ro­ti­nho can­tar é co­mo­vente. O cas­tigo que ele aplica ao na­zista que hu­mi­lhou seu pai num campo de con­cen­tra­ção é to­cante. O fato de ele ter ou­vido a ver­são do tor­tu­ra­dor é uma li­ção: sem­pre há o ou­tro lado.

Claro que as pes­soas que es­tão cada vez mais se ha­bi­tu­ando à cor­re­ria e à ação ne­ces­sá­rias à sua ex­pec­ta­tiva de cor­re­ria e ação po­dem se sen­tir um tanto en­te­di­a­das. “Aqui é o meu lu­gar” não é para elas. Para elas tem um monte de fil­mes pas­sando nos ci­ne­mas do in­te­rior, da ca­pi­tal, da puta que pa­riu tanta por­ca­ria, meu Deus!

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