Crônicas

Pois hoje eu vou lhe mostrar

quarta-feira, 20 de julho de 2011 Texto de

Não sei quais as dú­vi­das que você ainda tem a meu res­peito. Mas hoje eu acabo com elas de uma vez. Por­que sou aquele cara que não gosta de dei­xar dú­vi­das. Gosto de tudo muito ex­pli­cado, se­não a boca es­quenta, você pode me com­pre­en­der?

Pra co­meço de con­versa, sou ho­mem ma­cho. Não quero sa­ber desse ne­gó­cio de hé­tero ou homo. Sou ma­cho, pronto. E isso re­solve to­tal­mente a ques­tão. Vou ao fu­te­bol às ter­ças e posso até não re­lar na bola, mas so­bra por­rada em quem passa perto.

Meu fi­lho de 4 anos já sabe que com mu­lher é pre­ciso fi­car es­perto. Mas tem que tra­tar bem de vez em quando pra man­ter a cli­en­tela, sabe como é, né? Por fa­lar nisso, não es­tou de caso com a viu­vi­nha do 71 como es­tão di­zendo por aí. E se es­ti­vesse, eu di­ria até pro fa­le­cido, e daí?

Só vou ao ci­nema quando passa filme bom, tipo os do Stal­lone, daí pra cima. Pelo amor de Deus, fala pra tudo quanto é ho­mem não me olhar mais que um se­gundo por­que eu vou lá ti­rar sa­tis­fa­ção, seja onde for.

Co­migo é tudo muito as­sim, às cla­ras. Não gosto desse ne­gó­cio de se­gre­di­nho da­qui ou dali, de meias pa­la­vras, de fra­ses dú­bias. Não gosto de ri­sada aba­fada, sabe do que es­tou fa­lando? Pra mim é no alto e bom som, na gar­ga­lhada. E pra en­cer­rar o as­sunto por agora, não su­porto ho­mem que chora.

É mais ou me­nos isso. Agora, não me ve­nha fa­lar de ba­rata por­que aí eu subo na ca­deira. Pode até ser ca­deira de ro­di­nha, que eu subo do mesmo jeito. Ah, subo!

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