Impressões

‘A origem’ e ‘Um doce olhar’

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 Texto de

Le­o­nardo Di­Ca­prio em cena de “A ori­gem”

Vi on­tem em DVD os dois fil­mes. Ve­jam como a de­sin­for­ma­ção pode le­var a equí­vo­cos. Por coin­ci­dên­cia, eu ti­nha lido muito pouco so­bre “A ori­gem”. Não mais que tal­vez uma si­nopse des­sas que di­zem quase nada. Não sei por que mo­tivo fi­quei com a im­pres­são que se­ria mais um filme de ação sem me­dida de Hollywood: bom­bas, ex­plo­sões, ti­ro­teios e coi­sas do gê­nero. O tempo pas­sou e agora, vendo o DVD na pra­te­leira da lo­ca­dora, me deu na te­lha.

É, sem dú­vida, um dos me­lho­res fil­mes de ação que já fi­ze­ram. Por­que não é uma ação sem sen­tido. Sim, tem bom­bas, ex­plo­sões, ti­ro­teios e coi­sas do gê­nero, mas a pro­fun­di­dade do ro­teiro é fas­ci­nante. Um filme de vá­rias nar­ra­ti­vas. Um so­nho den­tro de ou­tro so­nho. Le­o­nardo Di­Ca­prio é um es­pião que pre­cisa de­ses­pe­ra­da­mente en­fiar uma ideia es­tra­nha na ca­beça de uma pes­soa por meio de uma tec­no­lo­gia que per­mite a in­va­são de men­tes alheias. 

O filme tem ação, ci­ên­cia, drama, sus­pense, tem óti­mos ato­res numa trama pen­sada e exe­cu­tada de ma­neira bri­lhante. Le­o­nardo Di­Ca­prio, mais do que nunca, es­banja ta­lento. Aliás, eu não gos­tava dele até 2002, quando, na mi­nha opi­nião, ele deu o grande salto de sua car­reira, tornando-se um ator de pri­meira li­nha em “Gan­gues de Nova York”. 

Veja abaixo o trai­ler de “A ori­gem”:

De­pois de ver “A ori­gem”, nada como algo mais calmo para bo­tar os ner­vos no lu­gar. “Um doce olhar”, ven­ce­dor do “Urso de Ouro” do Fes­ti­val de Ber­lim, é se­reno, lento e pro­fundo. Mos­tra com sim­pli­ci­dade como po­dem ser ex­tra­or­di­ná­rias as sen­sa­ções pro­vo­ca­das pe­los sen­ti­men­tos, pelo amor. Nas re­giões mon­ta­nho­sas da Tur­quia, um api­cul­tor vive o drama de cons­ta­tar que suas abe­lhas es­tão de­sa­pa­re­cendo. Ele pre­cisa ir além, pre­cisa en­trar na flo­resta em busca de no­vas col­meias. E seu fi­lho passa a en­fren­tar seu mais ter­rí­vel pe­sa­delo: fi­car dis­tante do pai.

O filme não vale ape­nas pela pro­du­ção mag­ní­fica que re­vela a força do amor, mas tam­bém pe­las pai­sa­gens ma­ra­vi­lho­sas e há­bi­tos do lu­gar. E pela in­ter­pre­ta­ção do ga­ro­ti­nho Yus­suf. Não há como não se emo­ci­o­nar. Mas se você não gosta de fil­mes con­tem­pla­ti­vos, fi­que ape­nas com “A ori­gem”.

Veja abaixo o trai­ler de “Um doce olhar”:
http://www.youtube.com/watch?v=KHwjFg64LCY

Compartilhe