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Primeira lição de amor

sexta-feira, 18 de junho de 2010 Texto de

Li o po­e­ma.

– Que bo­ni­to – a me­ni­na dis­se.

– Fiz pra ti.

– Du­vi­do.

Es­tá cer­ta: es­cre­vi pa­ra mi­nha es­po­sa, há quin­ze anos.

To­ca o ce­lu­lar. Ela aten­de e ten­ta des­pa­char a li­ga­ção. Eu não te­nho pres­sa. Ela já ti­rou o su­tiã e ado­ro fi­car olhan­do. De­pois que ar­ran­car a cal­ci­nha, vou con­tar que sou ca­sa­do.

– Era o Car­los Hum­ber­to, um gu­ri da mi­nha tur­ma.

– Ele gos­ta de ti?

– Co­mo é que vo­cê sa­be?

– Des­sas coi­sas eu en­ten­do.

– Des­sas coi­sas o quê?

– Do amor.

Tam­bém já fui ga­ro­to e me apai­xo­nei por uma me­ni­na da mi­nha ida­de. Tam­bém fui tro­ca­do por um ca­ra mais ve­lho. É dis­so que as me­ni­nas gos­tam, de ho­mem ex­pe­ri­en­te, sen­sí­vel.

É a vi­da, Car­los Hum­ber­to.

E-mail: lbrasiliense@uol.com.br

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