Impressões

Pernas-de-pau

sexta-feira, 11 de junho de 2010 Texto de

Os dois jo­gos que abri­ram a Copa do Mundo po­de­riam ter sido dis­pu­ta­dos na vár­zea de qual­quer uma de nos­sas ci­da­des. Com todo res­peito, claro, aos cra­ques de nos­sas vár­zeas, que pelo me­nos fa­zem gols. 

Vi uma en­tre­vista do Só­cra­tes por es­tes dias. Não sou muito lá che­gado às opi­niões do dou­tor. Acho que elas quase sem­pre são car­re­ga­das de ne­ga­ti­vismo. De todo modo, quem sabe, sabe: ele diz que o fu­te­bol de hoje está muito feito. É ver­dade, dou­tor. E pa­rece não ha­ver re­mé­dio ime­di­ato.

Dois jo­gos, dois gols, mé­dia de um gol por jogo. Acho que vai me­lho­rar, sem dú­vida. As gran­des se­le­ções ainda vi­rão. A França desta Copa é cla­ra­mente fraca. Aliás, nem de­ve­ria es­tar lá. Aquele gol de mão con­tra a Ir­landa é uma das mai­o­res pa­lha­ça­das que uma ar­bi­tra­gem já fez em Co­pas do Mundo. Mas é aquele ne­gó­cio: os ca­ras vão indo, vão indo e ainda são ca­pa­zes de “me­ter o ferro na gente”, como disse um amigo meu du­rante o jogo. 

Uru­guai: não é nem som­bra dos ve­lhos ti­mes ce­les­tes que nunca dei­xa­vam de ser uma ame­aça. En­tre­tanto, no fim das con­tas, foi o Uru­guai quem pa­rece ter saído com uma certa mo­ral no pri­meiro dia. Por­que teve um jo­ga­dor ex­pulso e pôde jo­gar, sem pu­do­res, se de­fen­dendo de qual­quer jeito. E por­que já en­fren­tou, sem per­der, a se­le­ção mais te­mida do grupo.

Par­reira e sua África do Sul per­de­ram a ótima opor­tu­ni­dade de sair na frente. Uma vi­tó­ria so­bre o Mé­xico, que pa­re­cia es­tar en­ca­mi­nhada, se­ria meio ca­mi­nho an­dado para a clas­si­fi­ca­ção. E o Mé­xico, de quem muita gente es­pe­rava muito, mais uma vez mos­trou muito pouco.

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