Medo

Depois de ver, ontem, “Ilha do medo”, fiquei com medo. Medo de ir ao cinema acreditando que ao menos Scorsese não vai decepcionar e, contrariando minhas expectativas, sair decepcionado. Filmeco. Botaram uma trilha sonora forte (no estilão de “Cabo do medo”), o que pra mim ficou parecendo uma tentativa de forçar o espectador a uma tensão que o filme não consegue impor.

Leonardo DiCaprio (acho que se escreve junto, né?) está uma forçação de barra daquelas para parecer um policial perturbado. Eu não gostava dele até há alguns anos, mas acho que o cara evoluiu muito. Hoje eu o considero um ator muito bom. Mas desta vez, talvez até porque o filme seja ruim, a dobradinha com Scorsese não funcionou. Como também não funcionaram os recursos batidaços utilizados antes em um milhão de outras obras para criar um ambiente amedrontador.

E outra coisa (aliás, admito que isso pode ter me influenciado negativamente): não suporto o principal recurso do filme: …........ (quem ainda não assistiu talvez não deva ler o que escrevo abaixo porque, digamos, vou de certa maneira expor o “grande segredo”)

Se você não assistiu, não leia abaixo

….. não suporto que, depois de um tempão, o filme me diga que quase tudo foi criado pela cabeça perturbada do protagonista. Sabe aquele lance que acontece quando o personagem sonha e só mais tarde o filme nos conta que ele só sonhou? É mais ou menos disso que eu tenho bronca.

Minha cotação: decepcionante (Com a seguinte explicação: se fosse de algum diretor mediano, vá lá. Mas Scorsese???)

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