Impressões

Medo

quinta-feira, 18 de Março de 2010 Texto de

De­pois de ver, on­tem, “Ilha do me­do”, fi­quei com me­do. Me­do de ir ao ci­ne­ma acre­di­tan­do que ao me­nos Scor­se­se não vai de­cep­ci­o­nar e, con­tra­ri­an­do mi­nhas ex­pec­ta­ti­vas, sair de­cep­ci­o­na­do. Fil­me­co. Bo­ta­ram uma tri­lha so­no­ra for­te (no es­ti­lão de “Ca­bo do me­do”), o que pra mim fi­cou pa­re­cen­do uma ten­ta­ti­va de for­çar o es­pec­ta­dor a uma ten­são que o fil­me não con­se­gue im­por.

Le­o­nar­do Di­Ca­prio (acho que se es­cre­ve jun­to, né?) es­tá uma for­ça­ção de bar­ra da­que­las pa­ra pa­re­cer um po­li­ci­al per­tur­ba­do. Eu não gos­ta­va de­le até há al­guns anos, mas acho que o ca­ra evo­luiu mui­to. Ho­je eu o con­si­de­ro um ator mui­to bom. Mas des­ta vez, tal­vez até por­que o fil­me se­ja ruim, a do­bra­di­nha com Scor­se­se não fun­ci­o­nou. Co­mo tam­bém não fun­ci­o­na­ram os re­cur­sos ba­ti­da­ços uti­li­za­dos an­tes em um mi­lhão de ou­tras obras pa­ra cri­ar um am­bi­en­te ame­dron­ta­dor.

E ou­tra coi­sa (aliás, ad­mi­to que is­so po­de ter me in­flu­en­ci­a­do ne­ga­ti­va­men­te): não su­por­to o prin­ci­pal re­cur­so do fil­me: …........ (quem ain­da não as­sis­tiu tal­vez não de­va ler o que es­cre­vo abai­xo por­que, di­ga­mos, vou de cer­ta ma­nei­ra ex­por o “gran­de se­gre­do”)

Se vo­cê não as­sis­tiu, não leia abai­xo

….. não su­por­to que, de­pois de um tem­pão, o fil­me me di­ga que qua­se tu­do foi cri­a­do pe­la ca­be­ça per­tur­ba­da do pro­ta­go­nis­ta. Sa­be aque­le lan­ce que acon­te­ce quan­do o per­so­na­gem so­nha e só mais tar­de o fil­me nos con­ta que ele só so­nhou? É mais ou me­nos dis­so que eu te­nho bron­ca.

Mi­nha co­ta­ção: de­cep­ci­o­nan­te (Com a se­guin­te ex­pli­ca­ção: se fos­se de al­gum di­re­tor me­di­a­no, vá lá. Mas Scor­se­se???)

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