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Rei da rima – Texto de Otávio Nunes

terça-feira, 6 de janeiro de 2009 Texto de

O po­eta por­tu­guês Bo­cage (1765/1803), cujo nome com­pleto era Ma­nuel Ma­ria Bar­bosa Du Bo­cage, as­so­vi­ava fe­liz da vida en­quanto pas­se­ava pelo cais da Ci­dade do Porto à pro­cura de ins­pi­ra­ção para novo po­ema. De re­pente, um dos ma­ri­nhei­ros o re­co­nhe­ceu e o sau­dou.

– Grande po­eta Bo­cage, é um honra tê-lo cá perto de nós 

– Es­tou a pas­sear pois gosto do ar ma­ri­nho, onde posso guar­dar as rou­pas de minh’alma, disse o po­eta

– Re­le­vante e ins­pi­rado ar­tista lu­si­tano, ouvi di­zer que és ca­paz de achar rima para to­das as pa­la­vras

– É o que di­zem, em­bora con­corde pouco com tal elo­gio, sin­grante ma­ri­nheiro. Mas vá lá, oh pá, para qual pa­la­vra pro­cu­ras rima?

– Es­ta­mos de par­tida para as Ín­dias. Por isso, quero que des­cu­bras uma rima para esta pa­la­vra

– Rima para Ín­dias, ho­mem do mar?

– Sim, Bo­cage

– Para onde irão es­tas cai­xas cá no cais?

– Va­mos levá-las pa­ras a Ín­dias, disse o ma­ri­nheiro

– En­tão, guinde-as

E-mail: otanunes@gmail.com

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