Tropeços | Márcio ABC

Colaboradores

Tropeços

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009 Texto de

TROPEÇOS

A ca­da tro­pe­ço um pen­sa­men­to vai em­bo­ra. O pé ao en­con­tro de uma pe­dra, lá vai ou­tro pen­sa­men­to fu­gin­do pa­ra ou­tras ban­das. Quan­do che­ga a noi­te e vai dor­mir, os pen­sa­men­tos re­tor­nam can­sa­dos de tan­to cor­rer por aí, pre­ci­sam des­can­sar tam­bém. En­tão ele os dei­ta em pa­pel pa­ra que não es­ca­pem mais.

ATEMPORAL

Con­si­de­ra­va que tu­do que era an­ti­go não ti­nha mais ser­ven­tia, por is­so, fez mu­xo­xo quan­do lhe de­ram aque­le cen­te­ná­rio li­vro de con­tos. Quan­do foi acon­se­lha­do a des­pir as ves­ti­men­tas das his­tó­ri­as, um pou­co fo­ra de mo­da, per­ce­beu que eram atem­po­rais co­mo a na­tu­re­za hu­ma­na.

IMPOTÊNCIA

Es­tou no fron­te, não sei o que fa­zer. To­dos lu­tam por um ide­al, eu ain­da não en­con­trei o meu. A ca­da dia as ba­las e os bom­bar­dei­os vêm ao meu en­con­tro e ob­ser­vo, iner­te, a tu­do.

E-mail: dudu.oliva@uol.com.br

Compartilhe