Impressões

A vez do choro

quarta-feira, 20 de agosto de 2008 Texto de

As pes­so­as es­tão cho­ran­do mais ou es­tão es­con­den­do me­nos o cho­ro? Co­mo se tem cho­ra­do ul­ti­ma­men­te! Ve­jam o que acon­te­ce nas Olim­pía­das. Cho­ram por­que ven­cem. Cho­ram por­que per­dem. Cho­ram por­que fi­cam de fo­ra. Cho­ram. Cho­ram. Cá en­tre nós, mes­mo com as te­le­vi­sões exa­ge­ran­do na ho­ra de mos­trar as lá­gri­mas, o cho­ro tam­bém es­tá ba­na­li­za­do. Até há al­gum tem­po atrás, quan­do al­guém cho­ra­va em fren­te às câ­me­ras, era di­fí­cil tam­bém pa­ra quem es­tá do la­do de cá con­ter aque­le nó na gar­gan­ta. Mas ago­ra cho­ram a to­da ho­ra.

Às ve­zes, me per­gun­to se em al­guns ca­sos não exis­te uma pre­dis­po­si­ção do pro­ta­go­nis­ta. Não, não se tra­ta de uma crí­ti­ca ao pro­ta­go­nis­ta do cho­ro. É ape­nas um pen­sa­men­to que so­bre­vem ao con­jun­to da obra, às emo­ções le­va­das ao pal­co re­al de nos­so dia-a-dia. De to­do mo­do, mes­mo sen­do as­sim, va­le a pe­na ima­gi­nar que as pes­so­as es­tão mais sen­sí­veis ou não li­gam mais pa­ra o ve­lho há­bi­to de es­con­der o cho­ro. Acho que por es­se ân­gu­lo é uma boa trans­for­ma­ção da hu­ma­ni­da­de, não é? Em­bo­ra cho­ro a to­da ho­ra tam­bém en­cha o sa­co (rsrss).

Compartilhe