Impressões

Entra-e-sai

sábado, 16 de agosto de 2008 Texto de

É re­vol­tante as­sis­tir ao entra-e-sai de po­lí­ti­cos e com­par­sas in­ves­ti­ga­dos pe­las inú­me­ras ope­ra­ções da Po­lí­cia Fe­de­ral e do Mi­nis­té­rio Pú­blico. Sim, o entra-e-sai nas ca­deias. Não se­ria mais fá­cil tro­car as gra­des das lu­xu­o­sas ce­las por ca­tra­cas, des­sas de es­tá­dio de fu­te­bol? Só que ca­tra­cas li­vres, claro. Por­que os ca­ras não che­gam a es­quen­tar o banco!

Está certo que quase sem­pre a lei é frouxa e dá bre­chas para que ad­vo­ga­dos sal­vem a pele dos lo­bos, mas nin­guém vai ser preso de ver­dade? Nunca?

E há ainda ou­tro as­pecto que às ve­zes se perde em meio a tanta ban­di­da­gem por me­tro qua­drado: o pre­juízo re­ve­lado quando cada uma des­sas ope­ra­ções vem à tona. 

Mesmo nos pou­cos ca­sos em que são con­de­na­dos, os res­pon­sá­veis pe­los sa­ques aos co­fres pú­bli­cos di­fi­cil­mente de­vol­vem aquilo que sur­ru­pi­a­ram do nosso bolso.

Tem so­lu­ção? Tem. Com leis mais sim­ples, cla­ras e du­ras. Que me­tam na ca­deia qual­quer tipo de cri­mi­noso, e não ape­nas aque­les que não po­dem pa­gar bons ad­vo­ga­dos.

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