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Naquela mesa está faltando ele

quarta-feira, 25 de abril de 2012 Texto de


Esta mesa foi com­posta mais ou me­nos em 1993 para uma cer­ve­jada, se não me en­gano, após uma reu­nião do sin­di­cato dos jor­na­lis­tas. À es­querda, sen­ta­dos, es­tão Mil­ton Bill Oli­veira, este que vos es­creve e So­lange Ben­dini. Ainda à es­querda, em pé, Gil­mar Dias (com ca­belo!!! e acho que ainda ape­nas na­mo­rado da Ro­se­ane An­drelo). À di­reita, Luiz Vi­to­relli, (tal­vez) Erika Dios e Mar­cos Cé­sar, que não vejo há muito tempo. 

Po­rém, nesta nota, é da fi­gura cen­tral que quero fa­lar: Fred Cal­mon (pai da Ta­ti­ana Cal­mon). Não digo o grande Fred Cal­mon. Digo o gi­gan­tesco Fred Cal­mon. Eu o co­nheci quando fi­ze­mos jun­tos um jor­nal de de­ba­tes na TV FR (Man­chete). Que fi­gura es­pe­ta­cu­lar! Da­que­les ho­mens ao lado de quem gos­ta­mos de es­tar, para ou­vir e apren­der. La­mento muito não ter co­nhe­cido o Fred an­tes. Con­vi­ve­mos muito pouco. Ele mor­reu al­guns anos de­pois. Ve­jam a pose es­ti­losa, como um clas­sudo Er­nest He­mingway.

Na­quela mesa de um bar que fi­cava no cen­tro de Bauru, está fal­tando ele. Na­quela e em to­das as ou­tras me­sas que sen­tar­mos para to­mar cer­veja e jo­gar con­versa fora com ami­gos que­ri­dos.

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