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O novo filme de Clint Eastwood

sábado, 14 de abril de 2012 Texto de

Le­o­nardo Di Ca­prio vive o di­re­tor do FBI

“J. Ed­gar”, de Clint Eastwood, é um drama denso e conta com uma in­ter­pre­ta­ção vi­go­rosa de Le­o­nardo Di Ca­prio no pa­pel do fa­moso e con­tro­verso di­re­tor do FBI. Mas não se apro­xima dos gran­des fil­mes do di­re­tor, como “Me­nina de Ouro”, “So­bre me­ni­nos e lo­bos” e o im­ba­tí­vel “Os im­per­doá­veis”.

Tal­vez a pe­gada po­lí­tica te­nha di­fi­cul­tado um pouco a re­a­li­za­ção de mais uma da­que­las gran­di­o­si­da­des de Clint. En­tre­tanto, vale muito a pena ver. Está ob­vi­a­mente muito acima das por­ca­rias que che­gam aos ci­ne­mas to­das as se­ma­nas.

Di Ca­prio mos­tra mais uma vez que ama­du­re­ceu de­fi­ni­ti­va­mente para o ci­nema. Tornou-se já faz al­gum tempo um grande ator, dei­xando para trás o fato de ter sido “mais uma ca­ri­nha bo­nita” nas te­las. “J. Ed­gar” re­força ainda mais essa re­a­li­dade.

As ce­nas de sua in­ti­mi­dade, in­cluindo a re­la­ção até certo ponto do­en­tia com a mãe, são óti­mas e mos­tram um ator com com­pleto do­mí­nio de sua arte. Aliás, a di­re­ção tam­bém soube con­du­zir de modo sen­sí­vel o ro­mance dele com seu par­ceiro de tra­ba­lho.

Agora, meu Deus, em pleno sé­culo 21, as pes­soas ainda pa­re­cem se sen­tir des­con­for­tá­veis na sala de ci­nema di­ante das ce­nas de ho­mos­se­xu­a­li­dade. Riem como se fosse uma co­mé­dia. Por que será?

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