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Dois minicontos de Ana Flores

sábado, 20 de junho de 2009 Texto de

É DOCE MORRER DE AMOR

Você não faz ideia do que es­ses brin­cos de pin­gente de ame­tista vão fa­zer ao seu pes­co­ci­nho lon­gi­lí­neo e ma­cio. Ao seu per­fil su­ave. E aos seus olhos cor de hor­tên­sia. Ex­pe­ri­menta e vê se não te­nho ra­zão.

Di­zia coi­sas as­sim quando me pre­sen­te­ava com en­fei­tes e bi­ju­te­rias acom­pa­nha­dos de bei­jos. Tudo o que vi­nha dele me fa­zia bem, me ale­grava o co­ra­ção, des­per­tava a mu­lher linda que se es­con­dia em mim e que só acor­dou quando ele apa­re­ceu. É as­sim que me lem­bro dele, de cada mo­mento amo­roso que pas­sa­mos jun­tos nessa fe­li­ci­dade di­fí­cil de ex­pli­car.

Foi ele que, muito tempo de­pois, aos pran­tos, me pôs os brin­cos de jade, pre­sente do pri­meiro Na­tal que pas­sa­mos jun­tos, es­co­lheu o ves­tido, pe­diu à ma­ni­cure a cor de­fi­ni­tiva para mi­nhas unhas e me ar­ru­mou no cai­xão.

Eu mor­ria de amo­res por ele. Li­te­ral­mente.

O AMOR É LINDO

Seu amor e uma ca­bana à beira-mar é o que basta para eu vi­ver fe­liz com você. 

Mas even­tu­al­mente tam­bém um bi­nó­culo, para quando seu amor aca­bar e eu fi­car a ver na­vios pela ja­nela de nossa ca­bana.

E-mail: anaflores.rj@terra.com.br

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